Ombdusmans se reúnem em São Paulo

ombudsmanO nome é esquisito. A pronúncia varia de pessoa a pessoa. Estou me referindo à figura do ombudsman. Pois bem, o jornal Folha de São Paulo acaba de promover a 26ª Conferência Anual de Ombudsman. O trabalho do ombudsman, palavra sueca que significa ouvidor, é o de fazer a crítica interna dos jornais, sempre buscando defender o interesse do leitor. No evento surgiu uma afirmação muito oportuna. É a que diz que a falta de cultura histórica e de contextualização no jornalismo ocasiona coberturas preconceituosas e caricaturais de temas sociais. Exemplos recentes incluiriam a nacionalização do gás na Bolívia, as manifestações em Paris que resultaram na queima de centenas de automóveis, as charges contra o profeta Maomé e a cobertura de ações policiais nas favelas do Rio. Em todos os exemplos citados por Magnoli faltaram, segundo ele, “cultura histórica dos jornalistas” para colocar as reportagens em um contexto mais amplo. No caso mais recente, do gás boliviano, Magnoli afirmou que a mídia preferiu fechar o foco na influência do presidente venezuelano Hugo Chávez no episódio. No caso das charges contra o profeta Maomé, Magnoli disse que as manifestações “menores e específicas na Europa” foram tratadas com a mesma relevância das “grandes e violentas” no Oriente Médio –dando força erroneamente à tese de um “choque de civilizações” entre o mundo ocidental e islâmico. O caso das charges contra Maomé também foi tema de um debate. O ombudsman da TV Dinamarquesa, Jacob Mollerup, disse concordar com o princípio da liberdade de expressão. E disse valer para o episódio o mesmo que vale para a comunidade judaica: caso algo possa ofender, é sensato não publicar. Esta é uma iniciativa suadável. Afinal, deve-se sempre buscar a existência de uma imprensa livre e comprometida com a verdade. É o mínimo que podemos esperar!


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