Basta de espancamento de crianças

Basta de espancamento de crian asA idéia da Comissão de Direitos Humanos de trazer o tema das punições e espancamentos de crianças à discussão é bastante pretensiosa, mas visa abrir espaço no Congresso Nacional e na opinião pública brasileira para que haja um debate que é muito difícil e que envolve, de alguma forma, uma das práticas culturais mais arraigadas e estabelecidas na tradição não só a brasileira, mas em grande parte dos países do mundo, que autoriza aos pais, mães e responsáveis legais a baterem em seus filhos para educá-los. Bem sabemos que especialmente às práticas de espancamento com grande dose de agressividade, envolvem a produção de lesões corporais visíveis, hematomas, cortes, fraturas e eventualmente levam à morte crianças brasileiras. Longe disso, precisamos tratar de uma prática muito mais corriqueira, muito mais usual, aceita, amparada e legitimada culturalmente, que é a prática de bater nos filhos para educá-los. Em geral, os pais imaginam que, ao baterem nos filhos, os estão educando. As crianças, por sua vez, aprendem a bater. O que vemos é o surgimento de um conjunto de mecanismos absolutamente automáticos de reprodução da violência que fazem com que, desde muito cedo, as crianças acabem aceitando essa dose de violência como natural, até porque ela é fruto de uma relação amorosa, e essa violência que surge no âmbito das relações amorosas se naturaliza e, portanto, é mais aceita pelas crianças desde muito cedo.É muito curioso quando separamos para reflexão práticas aceitas culturalmente, porque acabamos nos deparando com um conjunto de contradições escritas em nossa própria cultura. Companheirismo, amor, carinho, diálogo constante, ensino de atitudes louváveis. Pois bem, ainda não foi inventado nada mais eficaz para a educação de filhos saudáveis.

10 Responses so far.

  1. SAM disse:

    O mais grave nem é deixar marcas ou cicatrizes dos mautratos, sejam cortes, lesões, queimaduras, etc. no corpo físico, mas na mente e no espírito (veja-se que em alemão “Geist” significa tanto mente como espírito) da criança maltratada.
    Ainda, é bastante provável que um mautratado venha a se converter em mautratador no futuro… É o que diz Stefano Cirillo (um dos supra-sumos da psicologia contra a violência infantil):

    «Se este relacionamento de estreita dependência [entre pais e filhos] é, em geral, positivo para a espécie, converte-se num drama para aquelas infelizes excepções que são as crianças maltratadas. De facto, a criança é dotada de tal modo de pensar que, se o pai a maltrata, o faz pelo seu bem. Por isso, a primeira consequência psicológica dos maus-tratos, é que a criança descodifica aquilo que ocorre como se fosse culpa sua, não tendo as ferramentas para formular um juízo acerca da equidade/iniquidade da relação entre os pais e ele. A criança maltratada cresce portanto numa condição de confusão, porquê não pode “ler” correctamente aquilo que percebe: sente a dor, sente os maus-tratos que a fazem sofrer, mas não sente a injustiça. Não chega a entender, senão por breves momentos, que o tratamento que lhe é conferido é um tratamento impróprio ao qual padece injustamente.» (Publicado em “Piscologia Actual, N.º 4, Maio de 2006).

  2. Bento disse:

    O ser humano parece que se esqueceu que cada criança, ao nascer, traz-nos a mensagem de que Deus ainda não perdeu a esperança nos homem. Contudo o Ser humano continua sempre a desiludir e a negar a Deus…

  3. murilo martins disse:

    Washington Araújo

  4. murilo martins disse:

    Olá!!!
    Washington Araújo, e com satisfação que entro encontato e pedir-lhe autorização para a ultilização das imagens das crianças com fraturas espostas a qual o senhor tem acesso.

    ATT: Murilo Martins

  5. Cleito disse:

    quem fez isso meresse Bala na bunda

  6. ana disse:

    o pior que um ser humano pode fazer e bater numa criança, pois estas sao crianças indefesas e nao têm como xse defender quem mata uma criança por espancamento devia ter pena de morte!!! tenho nojo das pessoas que fazem isso

  7. DEUS disse:

    GOSTEI MUITO…

  8. márcia disse:

    Oi.
    Como a sociedade civil pode se organizar de maneira eficaz para coibir tanta agressão ? Como será a sociedade “ontem” ? Como sensibilizar as autoridades de todas as instâncias para refrear os atos de atrocidades que assistimos diuturnamente na mídia?
    Obrigada.
    Márcia.

  9. Adriana Santos Silva disse:

    eu acho q devo espancar a minha filha

  10. Adriana Santos Silva disse:

    olha gente desculpa por ter mandado esse comentário meu nome é maria eduarda eu tenho 11 anos e estava fazendo uma brincadeira com a minha mãe pq ela estava falando pra eu ficar quieta e eu mandei isso pra ela penssar q eu ia mandar mas eu acabei mandando.desculpa pq eu sei q é um site sério e ñ deveria ter mandado coisa desse tipo isso ñ é brincadeira desculpa por quem está lendo isso . eu ñ fiz por mal foi só uma brincadeira de mal gosto e pode acreditar !!!!! me desculpe


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