O enorme passivo ambiental da Amazônia

O enorme passivo com a Amaz niaA floresta tropical não precisa só de unidades de conservação; precisa também de dinheiro. E esse dinheiro viria fácil se fosse cobrado de madeireiros e pecuaristas o enorme passivo ambiental da Amazônia e aplicá-lo num fundo que pudesse financiar atividades econômicas ambientalmente corretas. Quem diz é Tarcísio Feitosa da Silva, 34, “nascido e criado” às margens do rio Xingu, em Altamira, Pará. Ele recebeu este mês nos EUA o Prêmio Goldman, de US$ 125 mil, considerado o Nobel do ambientalismo. A honraria até hoje só coube a dois outros brasileiros: o antropólogo Carlos Alberto Ricardo, do Instituto Socioambiental, e a ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Feitosa, que atua junto à Comissão Pastoral da Terra, ajudou a denunciar, em 2000, a exploração ilegal de mogno na Terra do Meio, região paraense rica em florestas e em conflito. Também liderou os esforços para a criação de um mosaico de unidades de conservação na região do Xingu, numa área maior que a da Inglaterra. Hoje é conselheiro do Fundo Dema, iniciativa que gerencia R$ 5 milhões obtidos com a venda do mogno apreendido na região para desenvolver a agricultura familiar. Filho de seringueira e ex-catador de caranguejo, Feitosa é militante desde os 15 anos. A atuação já lhe rendeu ameaças de morte em Altamira, onde mora com a mulher e dois filhos. Não podemos desconhecer que tudo está in-ti-ma-men-te inteligado. O que afeta um, afeta a todos, pois caminhamos, queiramos ou não, para o sonho de eras passadas da unificação da espécie humana…


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