Torcida brasileira na AlemanharobinhoDia de jogo do Brasil mexe com a vida nacional com poucos outros eventos de nossa história conseguem fazê-lo. Fora os altos e baixos da política nacional, como o suicídio de Vargas em 1954 ou a morte de Tancredo Neves em 1985, ou a perda de heróis como Aírton Senna, em 1994, dia em que a Seleção Brasileira joga é dia de se sentir orgulho de ser brasileiro. E não importa se o Brasil ganha, empata ou perde. As bandeiras são colocadas nos edifícios e nas casas, passeiam pelos carros, viram indumentária da geração mais jovem. É um tsunami verde-amarelo varrendo o território nacional. Há que se pergunte por que o futebol é um esporte tão fascinante. A dificuldade natural de marcar gols, por alguma razão, torna o esporte bretão diferente. A previsibilidade de uma partida de futebol é limitadíssima: mesmo depois de assistirmos ao primeiro tempo inteiro, podemos apenas falar de probabilidades –tal time é favorito, tal time está chegando mais–, mas nunca dizer com certeza quem vai vencer. Sem ser estraga-prazer, e a despeito de todos os craques (Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano que me perdoem), o Brasil ainda corre o risco de perder. Espero que não. Mas a natureza do jogo me anima: qual é o valor de uma vitória se não há o perigo da derrota? Temos pela frente, neste sábado, a hora da verdade entre o Brasil e a França. É ver para crer.

One Response so far.

  1. SAM disse:

    A questão nem é só essa…

    Bandeira do Brasil é quase um arquétipo de Jung: há em todo o lado e em todas as culturas!

    Você vê um jogo de basquete, um funeral de alguém importante, a celebração de um evento internacional e lá está ela, verde e amarela, com a frase de Comte reluzindo no seu centro: “Ordem e Progresso”.

    A questão da derrota ou vitória é o que diz Comte, se não tivermos ordem não progredimos ao estádio seguinte. Além disto a vitória não deveria ter melhor ou pior sabor por ter sido fácil ou difícil, mas por ser merecida ou não.

    Veja o caso de Portugal-Holanda… Quem merecia a vitória? Portugal? Sim! Mas bem que a poderia ter merecido de outra forma, através do fair-play…

    Hoje em dia, quem sabe o que é isso do jogo justo?


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