Ja posso partirEm tempo de campanha eleitoral, falemos hoje de uma questão existencial. A questão da morte. Se existe algo que mexe com todo ser humano é a questão de que um dia nossos dias terão fim. A cada minuto milhões de pessoas morrem e outros milhões nascem. A única certeza que temos na vida, nos ensina a sabedoria popular, é a de que um dia não estaremos mais aqui. Mas, quantos de nós nos preparamos para este evento que sempre foi e será inevitável? Como disse, pouco antes de morrer o poeta indiano, Rabindranath Tagore (foto): “Já posso partir, que meus irmãos se despeçam de mim”. É da natureza humana ter medo do desconhecido. E o novo sempre nos paralisa. Haverá uma vida depois desta? Alguém já disse que começamos a morrer no momento mesmo em que nascemos. O poeta e escritor alemão Goethe já jhavia dito que “a morte é a infância da imortalidade da alma”. Seja o que for, cedo ou tarde, precisamos parar para pensar em nossa despedida. Tendo ou não uma fé, seja esta firme ou vacilante, é nosso destino avançar rumo ao desconhecido. E vivermos para sempre na memória daqueles que nós amamos. Comento isso porque há bem poucos meses perdi um sobrinho muito querido, chamado Abbas, em acidente de carro, na flor da juventude ainda.

2 Responses so far.

  1. Michelle Freitas disse:

    Muito triste esse tema… não pela fatalidade que é a morte, mas pela forma como foi abordada…
    Temos que nos prepararmos para a morte desde o nascimento, com atos e ações, pois estes determinarão nosso grau espiritual alcançado.
    Viver o que tem de ser vivido, com dignidade, força, perseverança e acima de tudo esperança é a melhor maneira de nos prepararmos para esta viagem inevitável. O Abbas, com certeza viveu o que tinha de viver… devemos sentir saudades, mas sem o sentimento de perda no coração, pois isso atrapalha a evolução espiritual dele e nosso processo espiritual também.
    Um beijo e força

    “Ó filho do Supremo!
    Fiz da morte a mensageira de teu júbilo.
    Por que lamentas?
    A luz, Eu a fiz derramar sobre ti o seu esplendor.
    Por que te ocultas diante deste esplendor?”
    Palavras Ocultas – Bahá’u’lláh

  2. Carlos Azevedo de Senna disse:

    Parabéns pela abordagem: sigenla, tocante e… objetiva. Penso que vc conseguiu incluir os crentes e os não-crentes ante o pensamento da inevitabilidade da morte. Concordo com a idéia de que a vida é a infância da imortalidade. Aproveito para lhe dizer professor que sou fã do seu blog: vc consegue traduzir em ações as suas aspirações, que sempre, são nobres pois nos falam de um OUTRO MUNDO POSSÍVEL. um forte abraço Carlos Azevedo de Senna.


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