Uma mulher na secretaria-geral da ONU?

Mulheres na ONUCom tantas mulheres ocupando as chefias de governos em países como o Chile, com Michelle Bachelet; Finlândia, com Tarja Halonen; Moçambique, com Luisa Diogo; Irlanda, com Mary McAleese; Filipinas, com Gloria Arroyo; Alemanha, com Angela Merkel. Achei bastante simpática esta afirmação: “Devo confessar que, pessoalmente, ficaria muito satisfeito se depois de 60 anos uma mulher virasse secretária-geral da ONU”. De quem é a frase? É do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, segundo foi publicado no jornal alemão General Anzeiger. Annan foi além, afirmando que “nós tivemos muitas mulheres notáveis em postos de administração nessa organização, que desempenharam seus trabalhos extremamente bem”. É claro que Annan não tem influência formal sobre o processo de seleção. Mas, atualmente existem quatro nomes na disputa pela cargo e todos eles são de homens. Três deles já foram oficialmente apresentados: o vice-primeiro-ministro da Tailândia, Surakiart Sathirathai; o especialista em desarmamento Jayantha Dhanapala; e sub-secretário-geral do Departamento de Informação Pública da ONU, o indiano Shashi Tharoor. Colocar uma mulher no cargo máximo das Nações Unidas parece-me desde logo, uma importante questão de direito!

2 Responses so far.

  1. Algum dia há de ser, veremos uma mulher no cargo máximo das Nações Unidas.

    Em Portugal as mulheres têm um sucesso superior aos homens nas notas de candidatura à Universidade. Por exemplo, o curso de Medicina é dos mais concorridos e o número de mulheres que consegue entrar é francamente superior ao de homens.
    No entanto, os cargos de chefia em diferentes organizações governamentais, sindicais, ordens profissionais, conselhos de administração de empresas públicas ou privadas são maioritariamente distribuídos por homens.

  2. SAM disse:

    Sempre me chamou a atenção para que determinadas áreas do saber, dominadas pelas mulheres (em termos numéricos) fossem dominadas pelos homens (em termos de liderança ou sindicância).

    Eu mesmo vi nos meus estudos universitários que, apesar de a larguíssima maioria das pessoas serem mulheres, eramos sempre nós os rapazes que tínhamos que organizar as coisas. Talvez elas estejam mais preocupadas em fazer, em viver, em relacionar-se com os demais (e não em aparacer?!)… Elas serão mais práticas e pragmáticas e por isso, em muitos casos, não querem assumir tais posições dianteiras.

    Espero, sinceramente que a moda pegue. Que Hillary e Rice avancem nas primárias estadunidenses e que os governos aprendam com Espanha a paridade governamental. Mas não quero que seja a qualquer custo!

    Não é o fato de ser mulher que me anima a apoiar determinadas pessoas, mas o fato de serem seres humanos competentes (sejam mulheres ou homens).


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