Burkina Faso tem lei contra mutilação feminina

Burkina Faso tem lei contra mutila  o femininaEm Burkina Faso, um dos três países mais empobrecidos do planeta, organizações sociais e autoridades desafiam preconceitos e alcançam êxitos notáveis contra prática centenária da excisão do clitóris. Desde de novembro de 1996, a excisão é proibida em Burkina Faso e sua prática é enquadrada pelo código penal. E, mais surpreendente ainda, a lei é aplicada. É necessário apresentar Burkina Faso, um dos países mais pobres do mundo, um vasto monte de terras quase todo árido situado em plena zona do Saara que mal se sustenta com uma economia agrícola e governado por um regime político que oscila entre acordos democráticos e períodos de endurecimento. Sessenta etnias, que falam línguas diferentes, co-habitam o país. A taxa de alfabetização é muito baixa [2] e 80% dos habitantes vivem na zona rural. Os vilarejos estão espalhados na planície, geralmente afastados uns dos outros. As estradas asfaltadas são raras e a estação de chuvas isola certas regiões durante meses. A clandestinidade, inevitável perigo ligado a toda proibição, se desenvolve. As excisões são feitas às escondidas, cada vez mais cedo, às vezes em bebês de alguns dias, porque é mais fácil. Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) constatou, em 2001, que a mutilação ainda era praticada em 14 das 45 províncias de Burkina; e que a diminuição acompanhava a a faixa etária: 75 % das mulheres de mais de 20 anos eram mutiladas, taxa que diminuía para 43 %, entre meninas entre 11 e 20 anos; entre as mulheres muçulmanas, 58 % tinham passado pela excisão. O nível de informação avançou muito. Cerca de 90% da população sabe que a lei existe. Aqueles que a transgridem não podem ignorar, portanto, aquilo que fazem. Nem os riscos que correm.

3 Responses so far.

  1. Jeanne Martins disse:

    Realmente parecemos que estamos ainda na Idade Média…

  2. Renê Couto disse:

    É de incisar o coração ter que saber que ainda existe esta “prática centenária”, como você mesmo refere. E devo concordar com Sra. Jeanne Martins, parecemos ainda estar na idade média.

    Um forte e como sempre,
    carinhos abraço!

  3. Renê Couto disse:

    É de incisar o coração saber que ainda existe esta “prática centenária”, como você mesmo refere. E devo concordar com Sra. Jeanne Martins, parecemos ainda estar na idade média.

    Um forte e como sempre,
    carinhos abraço!


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