Tem como combater o assédio sexual no trabalho?

Combatendo o assedio sexualUma ouvinte do Rio de Janeiro me envia mensagem perguntando, de forma assim direta: Por que as mulheres não denunciam o assédio sexual? Pesquisei e cheguei às seguintes conclusões: são vários os motivos que impedem que a denúncia seja feita. Eis alguns deles: O medo de represálias, ou seja, perder o emprego ou serem rebaixadas de função; por não querer se expor ao ridículo diante dos colegas, familiares e amigos, que, muitas vezes, podem duvidar de sua imparcialidade na situação; pelo receio de perder a carta de referência do emprego; por uma simples dificuldade de se expressar; por acreditar que não há recursos para tratar de maneira eficaz o problema. Outros especialistas acham que é por achar que não tem provas suficientes para incriminar o molestador ou porque na empresa em que trabalha não existe abertura para falar sobre esses assuntos. Mas, a grande maioria não denuncia assédio sexual simplesmente por não saber a quem recorrer. Voltaremos ao tema.

One Response so far.

  1. SAM disse:

    Como já te disse, este comentário não se relaciona senão indiretamente com o que você comenta aqui. Gostaria de algum dia podermos abordar, holisticamente, esse tema aqui.

    Acredita-se na circularidade em todas as relações humanas. Por exemplo, tendemos a ser mais simpáticos com aqueles que nos são simpáticos e mais rudes com aqueles que nos parecem agredir.
    Nessa linha de pensamento, muitas das vítimas deste tipo repudiante de violência (seja assédio, violação ou qualquer umas das variantes intermédias) não dizem nada pois há aquele “rótulo” de “se levou é porque mereceu”, “ela o deve ter provocado”, “algo ela fez”. E com medo destas reações do meio que a circundam, elas não avançam publicamente sobre este grupo de quasi-humanos que merecia o olhar atento da justiça sobre si.
    É o medo da culpabilização que faz isso! Se as pessoas apontassem menos o dedo e ouvissem e amparassem mais, seria mais fácil levar os culpados à justiça (ou a qualquer outra instância adequada e de direito) e ao conseguinte tratamento adequado. E com o tempo, esta praga terminaria de vez!
    Termino com um exemplo que me chegou muito recentemente. Uma menina de cerca de 16 anos, ao ser violada pelo namorado, foi expulsa de casa: como se ela é que fosse a culpada!
    Devemos estar atentos ao que fazemos aos nossos!


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