Nao ha como obrigar o contato com o CriadorOs pouco mais de 9.000 habitantes do município gaúcho de Entre-Ijuís, na região das Missões, que fica a 437 km de Porto Alegre, vivem uma polêmica religiosa em razão de lei aprovada recentemente obrigando a leitura da Bíblia nas escolas municipais. Habitada na sua maioria por católicos e luteranos, a cidade, de forte colonização alemã, dividiu-se sobre o assunto, a ponto de o prefeito, Paulo Airton da Silva, mesmo depois de ter sancionado a lei, estar disposto a se reunir com os vereadores, pois teme não conseguir fiscalizar sua aplicação. Constitucionalistas ouvidos pela Folha consideram a medida inconstitucional. “É inconstitucional. Primeiro, porque as escolas públicas são laicas. Segundo, porque é livre a manifestação religiosa no país. Isso fere os direitos dos ateus e de pessoas que professam outros credos”, disse o professor de direito constitucional Jaime Léo Carangaci. O próprio bispo diocesano de Santo Ângelo (também nas Missões) considera a lei inconstitucional. ”Acho que essa lei é inconstitucional. O ensino religioso não tem confissão religiosa. A Bíblia é patrimônio de algumas religiões. De outras, não.” Estou com os constitucionalistas e com o Bispo de Santo Ângelo. Não há como o Estado através de uma lei obrigar o contato da criatura com seu Criador. A experiência com o Sagrado é uma conquista de cada um, algo individual e intransferível.

2 Responses so far.

  1. SAM disse:

    “E se nessas aulas for apresentado um esboço dos princípios fundamentais que baseiam todas as religiões, para a instrução das crianças, isso não será prejudicial”.

    Compartilho aqui apenas esta citação de ‘Abdu’l-Bahá, mas admito que o post me fez pensar e estou refletindo bastante sobre o tema.

    Um abraço.

  2. Terezinha disse:

    Penso que nessas aulas a Bíblia possa ser lida, mas também podem ser trabalhados textos diversificados, extraindo deles mensagens construtivas.


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