Supletivos precisam ser avaliados

Avaliando supletivosQuase tudo já foi falado sobre a importância da educação. Que tem que ser acessível a todos, também é unanimidade. Que não existe uma idade para aprender, outra unanimidade. Pois bem, sem uma avaliação sistemática da qualidade dos cursos, as matrículas nos supletivos, agora chamados de educação de jovens e adultos (EJA), cresceram 60% nos últimos oito anos no Brasil. Uma das justificativas para isso é a pressão do mercado de trabalho. No mesmo período (1997 a 2005), o número de alunos no básico regular aumentou apenas 4,75%. O crescimento ocorreu sem o acompanhamento de exames que possam gerar dados sobre qualidade e nível de aprendizado dos alunos. O sistema regular é avaliado pela União desde 1995. Para especialistas, o maior problema dos supletivos é a falta de preparo dos professores para lidar com um público mais velho e que trabalha. O próprio MEC reconhece que é preciso avançar nesse ponto. Os supletivos atendem alunos maiores de 15 anos que não terminaram o ensino fundamental (até a oitava série) e com mais de 18 anos que não concluíram o médio. Voltaremos ao tema.

One Response so far.

  1. Ana Nélo disse:

    Realmente é preocupante o ensino/supletivos, e o professor sempre um grande responsável: Será? Estou cansada de ouvir neste país ou no continente Brasil, alunos mencionarem que apenas desejam um diploma/certificado como se fosse uma carta de alforria… Temos informações por todos os lados, internet, Farois, imprensa falada e escrita e pouquíssimas pessoas que não sabem ler, para não dizer não entendem o que leram, por ler é um hábito e a leitura técnica nem sempre nos permite a fantasias como contos de Fada.

    Isto amigos, não está acontecendo com os supletivos não. Acontece até mesmo na Universidade pública onde a mairia dos alunos vem da classe média. São adolescentes pelos quais preocupam-me muito… Mas, muito mesmo. Por que são os filhos em que os pais não deixaram ou nuncam deixam tomar uma decisão. Acredito eu pelos meus belos 25/anos de Docência (não vale contar os anos – pelo antigo código cívil eu fiquei maior de idade precocemente por ter cargo público efetivo).

    Os nossos queridos adolescentes ou vamos dizer assim pré-adultos não tiveram sequer a chance de decidir a entrar num ônibus errado. Geralmente a mãe perdeu um pouco a sua fnção de educadora e passou a ser a motorista dos filhos pelo que eu vejo na porta das escolas predomina a mãe.

    Os pais precisam rever seus valores, dar independências aos filhos, pois ainda na Faculdade eles pedem para que o professor leia a prova…. Eu sempre lembro que eu espero que vocês sejam pelo menos mobralizados. Estou alertando sempre, o caminho da aprendizagem também depende de um trabalho individual. O que a escola dar não passa de ser o caminho, a orientação da pesquisa. Claro que cabe ao professor dirimir as dúvidas. Raros são os alunos que chegam com dúvidas. Estou sempre a perguntar qual é o Futuro de vocês? profissionais ou portadores de Diplomas? Também lembro é claro que o fracassado não tem espaço nem na família menos ainda na sociedade.

    Pois, se fracassados tivessem espaço na família quando há rebeliões em presídios ou Febem haveria pai perguntando pelo seu filho, irmão BANDIDO. Quando muito aparecem são as mães, as irmãs, tias, avós e pronto. Pai é pai sim, de aluno nota 10. Na escola podemos responsabilizar o professor eu até acho uma grande vitória, mas pergunto: Quando vocês estiverem no mercado de trabalho ninguém quer saber quem foi o teu Professor? Quer saber, sim, da tua competência? E até quando teremos uma sociedade empreguista?

    Quem são responsáveis pelo nosso profissionalismo? Por exemplo: Jamais reclamei em sala de aula que a Instituição não tem material, levo-os, por que minha aula não pode se fragilizar por que a IES está fragilizada. Por que sou conservadora e conservo o rigor e a responsabilidade.

    Quando eu estudava em Colégio de Padre Alemães no interior do Maranhão: No primeiro dia de uala o Frade mencionou a seguinte frase. Um bom profissional é aquele que responde pela sua profissão quando solicitado.

    4/h é pouco para uma aprendizagem há de haver muita dedicação. Caso contrário iremos identificar portadores de Diplomas e poucos profissionais, ainda que sejam ou ocupem o cargo de Gari. a exceções dos leitores justificam este texto, pois ele representa a norma geral.

    A minha decepção maior foi no Sul Brasileiro, onde a maioria das pessoas fala que estudar é sofrer…. Não consigo estabelecer uma correlação entre o sofrer e um livro.

    A descoberta por meio de um livro é algo inexplicável, só sabe quem se dedica a eles: OS LIVROS.

    Um grande abraço Tom.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado