O descompasso com o mundo l  foraVale destacar o recente e oportuno comentário do educador Márcio Ferrari. Ele disse:
“A grave crise de segurança que atinge as cidades brasileiras é, cada vez mais, um desafio para os educadores. ” A situação piorou na sociedade em geral, “com ações de gangues e grupos armados e disputas entre traficantes que afetam diretamente a escola“, diz a socióloga Miriam Abramovay, de Brasília. No primeiro semestre, os atentados cometidos em São Paulo pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) revelaram um novo estágio da degradação urbana e também a fragilidade da população diante das ameaças e da desinformação – as ruas ficaram desertas por causa dos ônibus incendiados, dos prédios danificados, das dezenas de mortos, entre policiais e suspeitos, e também graças a uma boataria pesada. Os acontecimentos levaram parte da população a acordar para um fenômeno já grave há muitos anos, que atinge com especial perversidade as crianças e os jovens. Segundo pesquisa do Instituto Cidadania e da Fundação Perseu Abramo, a violência é o tema que mais preocupa os brasileiros entre 15 e 24 anos (55% do total), à frente de emprego (52%) e Educação (17%). A pouca importância relativa dada à própria formação evidencia o descompasso entre o ensino e o “mundo lá fora”. Uma coisa é certa: Fechar os olhos para assuntos incômodos que afetam toda a sociedade só dificulta as relações entre professores e alunos e traz reflexos negativos à aprendizagem.


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