Breves pensamentos sobre liberdade de expressão

Sobre a liberdade de express oCriar unidade é sempre um pouco mais difícil que criar desunião? Não acredito em uma resposta afirmativa para esta pergunta. Mas que é tentador pensar que assim, é!, não posso desconsiderar. Por exemplo, um leitor pode ler um matéria, reportagem ou um simples comentário e, de acordo com sua maneira de ver o mundo, pode encontrar mil erros, inúmeros defeitos, pois terminamos encontrando aquilo que buscamos. Mas, e o olho perfeito que só vê perfeição? Então, vem alguém e me diz que só atiram pedras em árvores com frutos. Isso também é verdade. Ultimamente tenho acompanhado nos jornais uma série de denúncias de violações do direito de pensamento, do cerceamento da liberdade de imprensa. Que há muito corporativismo nisso, não há como negar. Mas que também existem pessoas sempre buscando uma falha, uma pequena brecha para preencher o vazio de sua existência assacando acusações a torto e a direito também é uma verdade. Esquecemos muito rapidamente que deveríamos nos preocupar em consertar aquilo que está ao nosso alcance: nossa própria vida, reformular nossos próprios pensamentos, enfim, nossa maneira de ver e refletir sobre os sinais do mundo. No entanto, parece-nos mais fácil exergar o erro no outro. E assim caminha e tropeça – tantas vezes – a humanidade! Deixamos de lado que somos únicos, que temos características singulares, que uma mesma verdade pode ser encarada sobre um sem número de ângulos. Ângulos que variam desde nosso exercício da cidadania até a algo mais subjetivo como o ato de gostar ou de não gostar de alguém. Aprender que somos todos diferentes mas que temos uma unidade essencial a nos conectar parece, para muitos de nós, uma tarefa senão apenas difícil, mas antes, algo de todo impossível. De minha parte, busco manifestar minhas opiniões unicamente em concordância com minha própria consciência, afinal, não é a luz da consciência que nos torna superiores às demais formas da existência? E depois, não podemos dar o que não temos. Se não compreendemos nem mesmo que temos um destino comum a partilhar, como então, poderíamos compreender que é imperativo buscar traços-de-união, de lançar pontes para aqueles que pensam diferente da gente? Antes da liberdade de opinar, existe a liberdade de apreciar a diversidade humana. Antes da liberdade de expressão, existe a liberdade de expressar o amor. E um amor que não tenha fronteiras, limitações emocionais, códigos muito rígidos de pensamento. A verdade é que não recebemos o mandato de sermos policiais ou fiscais do mundo. Temos que fiscalizar a nós mesmos: vermos se praticamos aquilo dizemos acreditar. Somos polícia de nós mesmos: da forma como agimos, encontramos todas as conseqüências, que vão se manifestando, uma a uma, ao longo da vida. Pensemos que se alguém possui 10 defeitos e apenas 1 única qualidade, ainda é mais sábio nos atermos àquela única e solitária qualidade. Do contrário, estaremos condenados a deixar de lado o doce sabor da vida e ficarmos apenas com o amargor de nosso vazio, o vazio dos que esquecem que têm dentro de si o poder de mudar do mundo e este poder se torna mais eloqüente quando a mudança… principia em nós mesmos. Produzamos frutos para a melhoria da sociedade. E não nos deixemos abater pelos ventos tempestuosos de nossas próprias contradições.


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