lotus 01tajmahal 01Ontem, 29, fui convidado a falar para os estudantes de jornalismo na Universidade do Centro Educacional de Brasília (UNICEUB). O tema foi vasto: a Índia. Tratava-se de um Seminário no qual minha filha Jordana estava participando, aluna do 1o. período de Comunicação Social. Bem, o tema me levou a uma pausada reflexão sobre aquele país, tão diversificado em suas línguas/dialetos, crenças espirituais, modus vivendi. Um país sempre transitando entre o permanente e o efêmero, entre o antigo (milenar) e o moderno (pós-moderno). Assim, falei aqueles ouvidos atentos, os jovens são sempre uma audiência muito especial!, sobre as aparentes contradições que uma mesma nação pode ter. É o caso da Índia. Se lá é o berço da espiritualidade tal como a conhecemos, remontando ainda há seis milênios com a Sublime Canção de Krishna (i.e. Bhaghavad-Gîta), é também o país com o maior número de adeptos da mais recente vertente espiritual da história humana, a Fé Bahá´í. Ou seja, a maior pupulação de bahá´ís do mundo reside na Índia, em milhares de cidades e vilarejos, chegando a um bloco populacional de 2.100.000 praticantes da religião Bahá´í. Se na Índia, temos o imponente Taj Mahal – construído entre 1630 e 1652 – para ser o túmulo da esposa de Mahal Khan, Muntaz Mahal e simbolizando no impressionante palácio de mármore branco a sublimidade do amor entre o homem e a mulher – tem também o majestoso Templo do Lótus, dedicado à humanidade em dezembro de 1987 e – através de uma requintada estrutura arquitetônica, com 27 pétalas no formato da flor do lótus – simboliza a expressão arquitetônica mais elevada para expressar o amor da criatura pelo Criador. Atualmente, o Templo do Lótus é mais visitado que o próprio Taj Mahal e a Torre Eiffel, em Paris, recebendo visitantes de todos credos e originários de diversas regiões do planeta, sendo que no último ano (2005) foi visitado por nada menos de 4 milhões de pessoas. Se na Índia temos o grande poeta – Rabindranath Tagore, prêmio Nobel de Literatura em 1913, temos também o polémico escritor Salmán Rushdie. A produção cinematográfica indiana supera em quantidade à de Hollywood e é realizada na cidade com o pitoresco nome de Bollywood. Se a Índia é a terra dos grandes edifícios, homenageando sua extensa tradição arquitetônica, podendo se encontrar um templo, uma mesquita ou um monastério em qualquer lugarejo ou cidade, a Índia também se projeta como potência no campo da produção de programas de computadores (softwares), ficando atrás apenas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, em termos de produção e engenhosidade. Foi este o caminho que segui para a apresentração de trinta minutos. Mas, o que mais me impressionou mesmo, foi a beleza da diversidade humana que encontrei no planeta… Índia. Uma observação final: a flor de lótus nasce e se desenvolve em meio ao lodo, mas mantém a sua pureza original, sendo uma boa metáfora da existência humana: em meio ao caótico de um mundo materialista devemos buscar também aquela pureza espiritual originária e da qual, somos todos, portadores.

One Response so far.

  1. Sidneia disse:

    Maravilhosas palavras, como sempre! Obrigada por nos brindar com jóias!


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