Amazônia e a carta do Cacique Seattle, de 1855

Amazonia e a carta do cacique SeattleE não é de hoje que as florestas e os habitantes da Amazônia sofrem há décadas os efeitos destruidores da exploração efetuada pelas empresas madeireiras, pecuárias ou de outros setores, que saqueiam as riquezas naturais do principal pulmão do planeta. Desde 1970 desapareceu uma área equivalente a toda a França e desde 2003, a área de floresta desaparecida foi de 70 mil quilômetros quadrados, uma superfície igual à da Irlanda. O alerta mundial e as proibições legais não são suficientes. Enquanto isso, a pobreza facilita inúmeros abusos, entre eles a mão-de-obra escrava. Mas existem fatos que merecem destaque, por seus próprios méritos, como a do Governo do Estado do Pará, que acaba de conceder a categoria de espaço protegido a 16 milhões de hectares de selva. Isso equivale a um terço da Espanha. Mas ainda falta muito para entendermos a lição do cacique Seattle, em carta de 1855 dirigida ao Presidente Pierce, dos Estados Unidos que lhe fazia uma oferta para comprar suas terras. Na carta ele dizia coisas como: “Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra… protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse…” E esta carta continua mais atual do que nunca. Pensemos nisso.

One Response so far.

  1. Essa carta é uma obra de arte. Embora se possam pôr alguma dúvidas sobre a sua autenticidade.
    São referidos os búfalos (não no excerto apresentado) que não existiam na área de Seattle.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado