É preciso remar contra a maré?

Remar contra a mar Esta é a pergunta que me envia Wilton Medeiros, de Belém. Sim, é preciso, principalmente quando a maré além de não estar para peixe, é uma maré que enterra sonhos e detona utopias, uma maré de pessimismo e de consumo exagerado de tudo o que não é essencial nem necessário. Aliás, consumismo é uma palavra que por si mesma traz a idéia imediata de destruição, de consumir, de acabar. E a maré que temos atualmente é também uma maré de destruição. Menosprezo aos direitos humanos, falta de uma visão orgânica da vida em sociedade, descaso com o ensino de virtudes como honestidade, sinceridade, compaixão com o sofrimento dos outros. Esta pergunta precisa ser feita a cada um de nós e somente cada um de nós pode ter a resposta certa: é possível remar contra a maré? Sim. É preciso. É uma questão de direito se posicionar sobre a realidade que nos cerca e permeia, de refletir sobre aonde os nossos passos nos levarão…

3 Responses so far.

  1. Eu não tenho uma ideia tão pessimista sobre a actaul maré, não penso que algumas anteriores tenha sido melhores – basta ver o que o nacionalismo, racismo e comunismo fizeram no século passado.
    Acima de tudo acredito estarmos numa maré vasante que está a retirar muito lixo das nossas mentes – o apego a excessivo a fenómenos de ostentação será passgeiro.
    Quando a maré estiver enchente virá límpida e cristalina.

  2. pintoribeiro disse:

    Contamos com a sua opinião.
    Obrigado e boa noite.

  3. SAM disse:

    Somente refletindo sobre a maré e o nosso papel nela poderemos erguer novas represas, nadar em sentido contrário para nos salvarmos, nadar com toda a intensidade em busca dos demais náufragos deste mar-oceano tortuoso ao nosso redor!

    Nos últimos 150 anos o progresso humano tem sido tal que nos perdemos na maré. Se antes morríamos pela peste negra ou pela gripe espanhola que dizimavam indiscriminadamente, hoje temos os meios de lutar contra a AIDS ou algumas variantes do câncer. Se há milênios morríamos em grutas porque não tínhamos o que comer, hoje vamos sobrevivendo com a televisão ligada, quase sem saber como viver. Se outrora eramos senhores e vassalos que fazíamos o que queríamos e sofríamos consequências desproporcionais com a nossa conduta, hoje temos leis que não nos protegem.

    Leis que levam a maré ao comunismo perdido de Staline e Lenine, ao socialismo de Hitler, ao totalitarismo imperial de Napoleão, da mesma forma que levam à loucara de Ahmadinejad, às milícias Janjaweed, ou à insanidade de Akayesu.

    Devemos nadar, juntos, contra a maré para poder alterar o seu rumo!


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