Uma verdade inconveniente: merecido prêmio

Uma verdade inconvenienteAssisti à cerimônia da entrega do Oscar 2007, a maior festa do cinema mundial. Os comentários, como sempre, óbvios demais: todos fizeram ótimos filmes e todos os atores e atrizes indicados tiveram, desempenhos antológicos. Dos ganhadores, apenas um pode ser citado como fora do clichê holywoodiano que é manter a todo o vapor a fábrica de ilusões. Trata-se do prêmio concedido pela Academia ao documentário dopolítico norte-americano Al Gore sobre a questão perigosa do meio ambiente no planeta. O próprio título já diz a que veio: Uma verdade inconveniente. Sim, a questão do meio-ambiente se agrava cada vez mais, talvez na mesma proporção em que crescem os lucros das indústrias que poluem, destroem ou fazem terra arrasada desse bonito planeta, que visto da lua tem a cor azulada e onde se pode ver o verde, agora cada vez mais escasso, das florestas e das matas. O desequilíbrio do meio-ambiente em escala mundial é gritante. Os cientistas afirmam isso como se fosse ladainha de igreja novecentista. Os governantes oferecem tímidas promessas para proteger o que ainda pode ser protegido. Enquanto isso os mananciais de águas são poluídos, os oceanos passam ser o destino final do despejo de toneladas de petróleo, o superaquecimento faz-nos antever novos tsunamis, furacões e vendavais e parte da Terra começa a ficar imprópria para o cultivo agrícola. É a desertificação tomando posse daquilo que um dia, milênios passados, poderia ser chamado de Éden, ou melhor, de paraíso terrestre.


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