Trabalho escravo em nossos canaviais?

Trabalho escravo em nossos canaviais 

No momento em que o Brasil se firma como o maior produtor de etanol do mundo, liderando não apenas as pesquisas mas também a produção de combustível alternativo, no nosso caso, do álcool combustível, começa a aparecer na mídia inglesa que o Brasil, emprega cerca de 200 mil trabalhadores no corte da cana-de-açúcar, em condições equivalentes às da escravidão. Segundo o jornal inglês The Guardian, “no ano passado, o açúcar e o álcool ficaram em segundo lugar na lista dos produtos agrícolas de exportação do Brasil, com uma receita estimada em US$ 8 bilhões”. O diário informa que entre os problemas enfrentados pelos trabalhadores estão “turnos de 12 horas sob o calor escaldante e ganhando apenas cerca de R$ 2 pela tonelada de cana cortada, antes de regressarem aos abrigos superlotados alugados para eles a preços extorsivos por proprietários de terra inescrupulosos, muitas vezes eles mesmos ex-cortadores de cana.” Aqui temos uma denúncia de trabalho escravo ecoando na velha Europa. Não seria o caso de o Ministério do Trabalho fiscalizar o que existe de real e de ficção nessa denúncia? Quem se sentiria bem dirigindo um carro movido a álcool sabendo que este é fruto de trabalho escravo, algo que seqüestra e degrada a dignidade humana?


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