Uma China sem mulheres?

Uma China sem mulheres 

Há poucos dias comentei sobre o déficit de mulheres na Ásia. Afinal, este é o único continente no mundo que conta mais homens do que mulheres. Uma vez que a sua esperança de vida é mais elevada que a dos seus companheiros, as leis da natureza deveriam fazer com que os homens sejam minoritários em todos os países do mundo. É o caso na Europa, onde são recenseados 92,7 homens para 100 mulheres, assim como na América do Norte, na América Latina e no Caribe, na Oceania e na África. Apenas a Ásia foge desta regra biológica: segundo a ONU, este continente conta curiosamente 103,9 homens para 100 mulheres. Onde foram parar esses milhões de mulheres? “São meninas que foram impedidas de nascer, que foram mortas depois do nascimento ou que deixaram morrer quando muito novas”, resume Bénédicte Manier no seu livro “Quando as mulheres tiverem desaparecido”. Com o desenvolvimento da ultra-sonografia, as famílias da Índia, da China, de Taiwan ou da Coréia do Sul podem conhecer o sexo do seu filho antes do nascimento. A China proíbe identificar o sexo do feto durante a ultra-sonografia, mas basta um sinal do médico para saber se é um menino ou uma menina”, é o que conta Isabelle Attané, que publicou em 2005 “Uma China sem mulheres?”. Hoje, diz ela, “a estimativa é que mais de 500.000 fetos femininos são suprimidos desta forma todo ano na China”.

2 Responses so far.

  1. Fabíola disse:

    Formas de dominação muito mais poderosas do que a força física impedem que as mulheres se vejam como protagonistas de sua própria dominação.

  2. Simone Piedade Siqueira disse:

    Olá, Boa noite.
    Gostaria de saber a origem dessa foto das chinesas.
    Eu estou fazendo um trabalho sobre a China, sou estudante de Ciência Política, de Brasília.
    Atenciosamente,

    Simone


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