Via láctea da memória

Via l ctea da mem riaE então no Orkut encontro alguém que foi jovem na mesma época que eu. Tinha um agravante: sua mãe, Helena Centeno, fora minha professora de português na última série do primeiro grau. E outro agravante: ela me havia inoculado no coração o gosto, o sabor pelas belas poesias. Lembro que isso aconteceu com o poema José,de Carlos Drummond de Andrade (foto). Que sabia eu da vida naquele distante ano de 1972 (ou seria 1973?) se hoje, já na casa dos 40, sei da vida apenas duas ou três coisas? Pensei na “Casa no Campo”, pela voz da Elis Regina. Ela falava de uma casa onde se pudesse plantar os amigos, os livros, os discos e… nada mais. Somos 50% de sonhos e utopias e outros 50% de memórias e de realidade. Não sei onde começo cada 50%. Mas sei que o país chamado saudade é vasto, tão vasto quanto esta Via Láctea em que habito, respiro, sonho, amo e relembro. Pois bem, passei um scrap pro tal Charles Centeno, que como eu, deve acessar o Orkut uma ou duas vezes no trimestre. Não sei se haverá a reconexão das duas histórias. Mas sei que fiquei feliz por ter vivido coisas que não esqueci e não esqueci porque valeram a pena terem sido vividas. É, hoje, estou bem solitário para escrever um texto desses quando tantas pessoas estão morrendo na África, outros tantos em Basra ou em Tel Aviv e ainda, de quebra, uns marinheiros britânicos estão sendo interrogados no Irã, acusados de espionagem por terem sua embarcação avançado — e ninguém sabe se isso realmente ocorreu – por águas territoriais iranianas…


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