apagao aereoPerplexidade. Existiria outro adjetivo para o comentário de hoje? Leio, com assombro, que representantes de controladores de vôo afirmaram na Comissão Parlamentar de Inquérito, coonhecida como a CPI do Apagão Aéreo que, por pouco, não houve nova colisão entre 2 aviões de passageiros, 15 dias atrás. E foram além, afirmaram com todas as letras que no espaço aéreo brasileiro existem as chamadas zonas cegas, onde não há comunicação com os radares. Pelo andar da carruagem – ou seria, pelo vôo do avião? – tem razão sim a população quando demonstra medo em se deslocar de um lugar a outro a bordo de um avião. É uma questão de direito, tanto público quanto privado, que os passageiros sejam assegurados de que suas vidas não correm perigo quando se deslocam para o aeroporto. Nenhuma condescedência, tramitação burocrática ou decisão sobre uso de verbas públicas pode ser desculpa para a perda de centenas de vidas humanas em conseqüência de um desastre aéreo. A vida humana é o bem maior a ser protegido. E nenhum esforço das autoridades, dos governos, dos especialistas em vôos pode ser considerado demasiado quando desastres parecem ser anunciados com bastante antecedência, como sugere as afirmações dos controladores de vôos na CPI do Apagão Aéreo. Pensemos nisso.


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