Cidadania no campo está defasada!

Cidadania no campo defasada

O Panorama da Educação no Campo, publicado este ano pelo MEC, mostra que as escolas situadas em áreas rurais perdem em todos os quesitos de qualidade para as instituições de ensino localizadas nas cidades. Entre os principais problemas apontados pelo relatório estão a precariedade das instalações físicas, professores com baixa qualificação e baixos salários, dificuldade de acesso pela falta de um sistema adequado de transporte escolar, déficit de escolas para alunos do ensino médio, entre outros. Em 2004, de acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, 17% da população brasileira viviam na zona rural. Esse percentual representa um expressivo contingente de 30 milhões de pessoas. Quase a população da Argentina que tem cerca de 38 milhões de habitantes. Dados da mesma pesquisa mostram que a escolaridade média da população de 15 anos ou mais que vive na zona rural é de apenas quatro anos, o que corresponde quase à metade da estimada para a população urbana, 7,3 anos. As diferenças em termos de escolaridade média entre as populações urbana e rural são acentuadas em todas as regiões do país. É uma questão de direito garantir uma educação de boa qualidade nas áreas rurais, afinal, cidadão que mora na cidade ou no campo têm os mesmos direitos.


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