Inferno Tropical?

Participo da “Campanha Quem é contra a Baixaria na Televisão é a favor da Cidadania”. E então acompanhei quase duas semanas da novela Paraíso Tropical, no horário nobre da emissora campeã de audiência, a Globo. Como sempre, os personagens que mais fazem sucesso são os que praticam atos ilícitos, mentem descaradamente, enganam a um e a outro, traem seus familiares e amigos, fazem todo tipo de trambique e, como era de se esperar, continuam impunes, vez ou outra, vendo seus planos frustrados por um personagem, dito do Bem. Já não seria o momento de se buscar um equilíbrio entre os do bem e os do mal? Porque quase dois terços dos capítulos de uma novela fazem a apologia, de forma direta e indireta, do crime, das ilicitudes, dos preconceitos raciais e sociais? Será que as pessoas realmente desejam mesmo é ver o mundo cão que nos ronda, quando após um dia de trabalho puxado, isso aqueles que têm ainda um emprego, sentam-se diante da TV e alegram os olhos e os ouvidos com linguagem chula, com cenas explícitas de violência e de sexo gratuitas? Por onde anda o tal estatuto de ética das emissoras de tv, tantas vezes falado e tão pouco cumprido? Pensemos nisso e também avaliemos nas atitudes de nossos filhos, de nossas crianças, o impacto, a influência das novelas em sua maneira de encarar o mundo.

One Response so far.

  1. Mário diz: disse:

    Acho que deve acabar imediatamente com o atraso de vôos nos aeroportos do Brasil. Como? Deve sair um atrás do outro sem parar, independentemente do tempo. Deve ir caindo um avião atrás do outro até que não se tenha mais atrasos.
    Que tal? Não é uma boa solução? Eu acho…
    E aí é o fim de um Inferno Tropical.
    Estou a um click para resolver este problema.


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