Afirmando nossa humanidade

Afirmando nossa humanidade 

Tudo o que puder ser feito para a inclusão dos afrodescendentes, dos povos indígenas e dos alunos das escolas públicas no Brasil no ensino universitário pode e deve ser feito. Há uma grande dívida social e moral para com esses nossos semelhantes. Que existe muita discriminação racial no Brasil é um fato incontestável. Que os afrodescendentes ainda são franca minoria em cargos de chefia, seja nas redações de jornais, seja no comando de universidades. Somente quase dois séculos depois de criado o Supremo Tribunal Federal no Brasil é que tivemos naquele colegiado o primeiro juiz negro. A pobreza no Brasil tem a cor negra, a cor índia. O analfabetismo também tem a cara da discriminação racial. Casos explícitos de racismo são divulgados quase que semanalmente em alguma cidade brasileira, isso quando a vítima toma a iniciativa de buscar a justiça. O que nem sempre ocorre, pois há um certo sentimento de constrangimento, de vergonha. O racismo é um dos males mais perversos com os quais temos que, infelizmente conviver. E não é que faltem leis para punir tais crimes. Somente um sentimento maior de que somos folhas e ramos de uma mesma árvore, que somos como os dedos de uma única mão é que entenderemos que temos um destino comum a compartilhar. Até lá, fica o conselho: quem for vítima de qualquer forma de discriminação não deixe ficar barato, dirija-se à delegacia, dê a queixa, busque a reparação necessária e justa. Esta é uma grave questão de direito.


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