O Vaticano expressou nos últimos dias sua preocupação com o alto número de mortos nas estradas, denunciou que o automóvel se transformou em “objeto de ostentação e vaidade para provocar inveja”, pediu prudência e divulgou os “Dez Mandamentos” do motorista. Assim destaca o documento “Orientações para a Pastoral da Estrada, o documento afirma que muitas pessoas aguçam o instinto de domínio, prepotência e poder quando dirigem. O texto também denuncia comportamentos “pouco equilibrados” em muitos motoristas, como a falta de cortesia, gestos ofensivos, discussões, blasfêmias, perdas do senso de responsabilidade e violação deliberada do código de circulação. Também destaca que no século 20 cerca de 35 milhões de pessoas morreram em acidentes de trânsito, e os feridos totalizaram 1,5 bilhão. Em 2000, os mortos foram 1,26 milhão. Diante dos dados alarmantes, o Vaticano pediu que sejam respeitadas as normas de trânsito, lembrou a “virtude da prudência”, advertiu sobre a distração e o uso de telefones celulares durante a condução, e a direção sob os efeitos do álcool e das drogas. O Vaticano propõe ainda um “decálogo do motorista”, inspirado nos Dez Mandamentos. Destaco três destes: O primeiro é “Não matarás”; o segundo, “A estrada seja para ti um instrumento de comunhão entre as pessoas e não de dano mortal”; o terceiro, “Cortesia, correção e prudência te ajudam a superar os imprevistos”.
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