Um amigo de faculdade me pede para falar algo sobre a crise do Oriente Médio. Diz ele que ninguém entende direito o que acontece por lá, salvo as cenas de violência explícita estampada nos jornais e transmitidas na televisão, sempre em horário nobre toda santa noite. Me sinto um tanto desconfortável para tratar do assunto, ainda mais que esses comentários não passam de um minuto a um minuto e meio. Mas, pelo menos vou tocar em um dos diversos ângulos da questão. E essa, penso, tem a ver com a cidade sagrada de Jerusalém, que é reivindicada tanto pelos judeus quanto pelos muçulmanos e menor medida, pelos cristãos. Sempre que está para se chegar a um acordo palestino-israelense surge a questão de quem ficará com a parte da Jerusalém antiga. Onde estão desde o muro das lamentações, lugar sacratíssimo para os judeus até as esplanada das mesquitas, igualmente sacratíssimo para os muçulmanos. A única solução que vejo é a de se produzir uma legislação interacional específica para Jerusalém. Algo que seja planejado pelas Nações Unidas, envolvento israelenses e palestinos, além dos diversos estados-membros das Nações Unidas. O ideal seria tranformar Jerusalém em uma cidade internacional, sob o comando da ONU, com revezamento periódico enttre os dois povos, que se responsabilizariam por sua administração, preservação e segurança. De outra forma, não consigo imaginar qualquer outra ação que possa assegurar uma paz duradoura na região.
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Mas essa medida de uma Jerusalém internacional já foi tentada! E no fim, ninguém quis.
O primeiro passo terá que ser, na minha perspectiva, um desprendimento puro e sério de todas as convicções cegas e extremistas que possam existir e criar um sistema pacífico que coordene a situação de Jerusalém.
Mas, a questão que coloco é: nós mal conseguimos coordenar e resolver a situação do Kosovo, como faremos com Jerusalém?
Tom,
valeu a lembrança e a idéia.
Abs,
seu amigo da faculdade