Doutora IndigenaNossos olhos, ouvidos, nossa mente, tudo está concentrado nas grandes coisas. Os grandes lançamentos literários, cinematográficos, o volume de dinheiro da mega sena acumulada, os carros mais caros, as medidas de maior impacto político e por aí vai. Esquecemos que nem, só de grandes coisas vivemos. E que nem sempre temos que fazer grandes coisas. Certamente uma opção razoável é a de fazermos grandemente coisas pequenas. Valorizar as pequenas ações, encorajar as iniciativas dos indivíduos. Por exemplo, não foi capa do jornal e de revista de grande circulação ou chamada tipo plantão televisivo o fato de já termos a primeira mulher indígena a concluir um doutorado. Já temos em nossa Suprema Corte o primeiro juiz brasileiro afro-descendente e isso, penso, antes tarde do que nunca. O número recorde de medalhas de ouro que o Brasil conquistou nos jogos Parapan 2007 não teve a repercussão midiática que os jogos antecessores do mesmo Pan Rio 2007. Muitas vezes a grandeza está no esforço hercúleo dos pequenos, daqueles que não tem o poder da caneta, nem os recursos financeiros para melhorar a própria vida. Mas têm certo senso de responsabilidade para com o bem-estar do todo. E isso me inclui e a você leitor.

One Response so far.

  1. Muito bom. Mas você não disse o nome da Doutora indígena. Gostaria de reproduzir seu post em meu blog, mas preciso do tal nome. É que no dia 31.08, após as 18h30m estávamos num cinema da Universidade Estadual de Maringá, discutindo a situação indigenista, após assistirmos um filme (para TV, da TV Cultura) sobre os Caiapós Metuktire. Aguardo sua visita e comentários em meu blog: A BALESTRA. http://jrbalestra.blogspot.com


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