Os dias parecem ter 17 ou 18 horas…

Dias com 17 ou 18 horas Os tempos da pós-modernidade criaram um efeito no mínimo esquisito em nossas vidas diárias. É que o tempo parece correr mais depressa, é como se 24 horas transcorressem em 17 ou 18 horas. Que existe uma aceleração em nosso dia a dia me parece algo assim acima de qualquer dúvida. Pois bem, terminamos sempre pensando no que vai acontecer daqui a pouco ou no máximo, até o fim da semana ou do mês. Temos dificuldades de pensar a longo prazo. Esta é a verdade. Pensamos o aqui e o agora e esquecemos que a vida segue seus ciclos naturais, nascimento, crescimento, amadurecimento, morte. Um país também necessita de uma visão de seu futuro e falando em futuro, necessita sim de uma visão de longo prazo. Um prazo que não apenas abarque este ou aquele quadriênio de um governo, mas também que abarque três ou quatros mandatos presidenciais. Afinal, os presidentes e seus mandatos de quatro anos passam, e como passam!, mas o país fica, permanece, está solidamente encravado em uma território de 8,5 quilômetros quadrados e mais que isso, está enraizado na memória coletiva de pelo menos 185 milhões de habitantes que por aqui vivem. Pensar o Brasil a longo prazo é uma importante questão de direito. Nossos filhos, netos e bisnetos agradecerão por tudo o que planejarmos hoje visando o Brasil justo e fraterno que tanto desejamos construir. 

3 Responses so far.

  1. SAM disse:

    Às vezes são necessários planos aprovados pelo coletivo e não pela maioria momentânea que possui os órgãos de jursidição. Quem sabe, esse é o primeiro passo para o progresso de uma nação: pactos que vão para além do tempo de quem está no governo.

    Mas, para termos isso, há outro passo precursor a esse: o despreendimento humano. Enquanto não houver uma educação que nutra a plenitude humana, não poderemos esperar que as pessoas (quanto mais os líderes) estejam dispostos a deixar que outros participem em decisões nas quais eles querem ser o centro.

    O despreendimento é o primeiro passo para pensarmos num futuro a longo prazo.

  2. Renê Couto disse:

    Olá tio Tom,
    parece-me que a preocupação hoje, sem pensar duas vezes, é a solução para o nosso Brasil. Ou melhor, para nossos filhos, netos e bisnetos!

    Realmente, 17 ou 18 horas.
    Quando percebemos, ainda não terminamos o que devíamos fazer, e para piorar, temos menos de 5 horas para descansar. E claro, continuar o que aparentemente não chegará ao fim, no dia seguinte.

    Um carinhoso abraço,
    do outro cidadão do mundo.

  3. Francis Veiga disse:

    É verdade o que está acontecendo. E não digo por causa do Tsunami encurtando milésimos de segundos do dia como falaram por aí. Essa sensação acredito eu veio junto com a era da informação. Somos tão ocupados em meio a tantos dados, novos meios de interagir e esquecemos nosso tempo precioso. As novas tecnologias ajudam a executar tarefas com maior velocidade, entretanto, não nos faz perceber essa sensação de tempo com profundidade. Confundimo-nos com o espaço de tempo convencionado imagina se nos baseássemos no padrão eterno. Nesse momento ahuahu vemos o quanto somos frágeis e precisamos aprender mais e mais. Isso leva tempo. Abs.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado