Aperto no coracao  Cheguei hoje às 16h em São Paulo. Meu olhar curioso buscava resgatar um pouco da dor, imensa dor, do recente acidente em Congonhas que interrompeu quase duas centenas de vidas. Palavras como reverso, manete e grooving passavam por minha mente de forma atabalhoada e o olhar parecia ser o de um perito em emoções humanas em busca de falhas igualmente humanas e talvez, tecnológicas. Pensei no comandante Stefanini, pensei nas crianças que estavam no trágico vôo. E em um oceano de tristeza dos que esperavam encontrar seus rostos amados e já não podiam fazê-lo. Foi minha primeira vinda a São Paulo por Congonhas. E havia um aperto no coração. Não consigo entender como isso aconteceu (e porque aconteceu) se vivemos numa época tão marcada pelo desenvolvimento cientifico, com gente fazendo com sucesso cirurgias de transplante de rosto, pessoas oferecendo serviços de ‘’amigo-pessoal’’ (personal friend), gente que ganha a vida nesse inicio do século XXI servindo de ouvido para quem sente aperto no coração e desejo de desabafar, de se abrir de par em par ante um mundo muito povoado e cheio de profunda solidão. Conversei com uma aeromoça que perdeu dois grandes amigos naquela tragédia que enlutou o país há tão poucas semanas. Havia em mim um pouco de tudo e de todos e um vazio contrabalançando sentimentos contraditórios. Descobri que existem situações em que a filosofia se torna inteiramente inútil e viver se torna um fardo pesado, bem pesado. De repente meus olhos estacionaram nos escombros do que antes havia sido um conjunto de escritórios da TAM. Fuligem, ar de cemitério sem clima de espiritualidade. Escombros que escondiam vozes e abafava sonhos de gente como a gente. E então a condição humana pesa também. E muito. Meu consolo foi a recordação das palavras de John Donne… ‘’não me perguntem por quem os sinos dobram… eles dobram por mim e por você…’’  Cheguei ao hotel e logo fiz uma oração pelos que ficaram, com a certeza de que os que partiram imersos no grande amor a que chamamos de Deus. Que mais podia fazer…

2 Responses so far.

  1. Jordana disse:

    Esse texto reflete o sentimento de um ser humano indignado, entretanto, não se trata de um ser humano qualquer, um ser humano que não perdeu a capacipade de reflexão, reflexão do bem-comum, da unidade entre os povos, da justiça e compaixão. Todos buscam a felicidade, mas a felicidade não seria alcançada no momento em que não houvesse miséria? Pessoas morrendo por falta de infra-estrutura adequada? A felicidade seria alcançada a medida em que houvesse a união da humanidade pela paz universal. Com isso, os preconceitos, discriminações, violência desapareceriam, se cada um pensar no coletivo e não no individual.
    Este sentimento de vazio com certeza foi sentido por milhares de pessoas, que assim como você, tentam compreender a dor e sofrimento das pessoas que partiram e daquelas que ficaram: avós, pais, mães, filhos, tios, noivos, amigos.
    Ninguém consegue enxergar a fé, ela não é amarela nem azul, porém ela é sentida por pessoas do mundo inteiro, inclusive àquelas que se dizem céticas. Estes são os maiores buscadores de uma Causa.

  2. BLOG COLUNISTA
    Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

    JORNALISTA

    Luís Inácio Lula da Silva, eminencia-parda na retaguarda de corrupção oficial por ele instituída, implantou um governo com fins lucrativos escusos e criminosos.

    Nunca se viu, no Brasil, no decorrer de toda sua existência, tantos Jornalistas sendo assassinados, como se vê no governo de Luís Inácio Lula da Silva:

    Em 5 de maio de 2007, o Jornalista Luís Carlos Barbón Filho, do Jornal do Porto, do JC Regional e da Rádio Porto FM, foi brutalmente assassinado em Porto Ferreiro, São Paulo. Em 2003, ele escrevera e publicara a verdade sobre uma quadrilha de pedófilos poderosos, formada por cinco vereadores e cinco empresários que pedofilizaram dezenas de meninas.

    Em 20 de julho de 2006, o Jornalista Manoel Paulino da Silva, do Hoje Jornal, foi assassinado em São Bernardo do Campo, Estado de São Paulo.

    Em julho de 2006, o Jornalista Ajuricaba Monassa de Paula, com 73 anos de idade, apanhou até morrer de um criminoso poderoso e impune, o vereador Osvaldo Vivas, cujos crimes ele denunciou.

    Em outros anos do governo de Luís Inácio Lula da Silva, surgem mais jornalistas assassinados:

    Em 24 de abril de 2004, assassinado o Jornalista-radialista José Carlos Araújo, em Timbaúba, Estado de Pernambuco.

    Em 20 de abril de 2004, foi assassinado o Jornalista paraguaio Samuel Román em Coronel Sapucaia, Estado do Mato Grosso do Sul, Brasil.

    Junho de 2004 – assassinado o Jornalista Jorge Lourenço dos Santos, em Santana do Ipanema, Estado de Alagoas.

    Em 1 de julho de 2004, por ter dito a verdade em seu programa radiofónico, o Jornalista José Cândido de Amorim Filho foi assassinado com dez tiros, quando entrava na Rádio onde trabalhava, em Carpina, Estado de Pernambuco.

    Em 3 de junho de 2003, a Jornalista Melyssa Martins Correia, do Jornal Oeste Notícias, foi assassinada na cidade de Presidente Prudente, por ter escrito a verdade no suplemento cultural que assinava.

    Em 9 de junho de 2003, o Jornalista Edgar Ribeiro Pereira de Oliveira, foi executado com quinze tiros, dentro do carro dele, na cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, quando escrevia e publicava a verdade dos fatos sobre corrupção oficial vigente.

    Em 30 de junho de 2003, o Jornalista Nicanor Linhares Batista, da Vale do Jaguaribe, uma estacão de rádio de Limoeiro do Norte, Estado do Ceará, foi assassinado com dez tiros, por divulgar a verdade sobre o governo local. O crime continua impune.

    Em julho de 2003, foi assassinado o Jornalista-fotógrafo Lacosta [Luís Antonio da Costa], quando fotograva uma invasão no ABC paulista.

    Em 16 de agosto de 2001, foi assassinado o jornalista Mário Coelho de Almeida Filho em Magé, Estado do Rio de Janeiro. O crime continua impune.

    Assassinado o Jornalista Ricardo Gonçalves Rocha, do Jornal Vicentino, aos 72 anos de idade, com três tiros dentro do próprio carro, na cidade de São Vicente, litoral do Estado de São Paulo, por criminosos em uma motocicleta.

    Jornalista-radialista Rolando Santana de Araújo foi morto a tiros após dizer a verdade no programa de rádio dele, sobre corrupção oficial em Eurápolis, na Bahia.

    Assassinado o Jornalista José Wellington Fernandez, que declarou a verdade no programa de rádio dele, a respeito de criminosos poderosos no governo da cidade de Canindé de São Francisco.

    Inúmeros, ainda, são os casos de sequestro, violência e atentados contra a vida de Jornalistas, que não resultaram em morte.

    A lista aqui apresentada é apenas aquela dos Jornalistas assassinados no fiel cumprimento do dever.

    Maria de Fatima Machado
    Jornalista


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