Perseguicao raos bahais no Iran O arrasamento de um cemitério bahá´í no Irã, na última semana, é o último de uma série de incidentes de uma campanha de ódio liderada pelo governo contra os bahá´ís. A destruição do cemitério por indivíduos utilizando equipamento pesado ocorreu entre 9 e 10 de setembro próximo de Najafabad, nas cercanias de Isfahán. O que aconteceu lá é praticamente idêntico ao que já acontecera em julho, em Yazd, onde outro cemitério foi amplamente danificado através de um equipamento pesado para remoção de terra.A lista de incidentes anti-bahá´ís tem crescido, como também violações dos direitos humanos contra outros grupos no Irã. Em Najafabad, alguns dias antes da destruição de mais de 100 sepulturas bahá´ís, cartas ameaçadoras foram enviadas para cerca de 30 famílias bahá´ís. Em maio, na província de Mazandarán, casas vazias de seis famílias bahá´ís iranianas foram incendiadas. Em junho, em Abadeh, vândalos escreveram em grafite frases ofensivas nas paredes de casas e de lojas pertencentes a bahá´ís.

Desde maio, os bahá´ís em pelo menos 17 cidades foram detidos para interrogatório. Seis novas prisões foram também relatadas. Em Karmanshah, um senhor bahá´í de 70 anos de idade foi sentenciado a receber 70 chibatadas e cumprir um ano de prisão, acusado de “propagar e divulgar o Bahaísmo e por difamação dos puros Imames.” Em Mazandarán, um tribunal mais uma vez decidiu contra três mulheres e um homem que haviam sido acusados de “propagar materiais em nome de uma organização anti-islâmica.”

“Todos esses eventos são resultados de uma antiga campanha do governo iraniano pra incitar ódio contra os bahá´ís”, disse nesta data uma porta-voz da Comunidade Internacional Bahá´í.

“Isso deve ser causa de preocupação para todos os ativistas de direitos humanos em todas as partes do mundo”, afirmou a sra. Diane Alá´í, a representante da Comunidade Internacional Bahá´í junto às Nações Unidas, em Genebra, Suiça.

Ela apela ao mundo para responsabilizarem o governo iraniano por suas ações de perseguição sistemática à comunidade bahá´í no Irã, e que governos e instituições internacionais em defesa dos direitos humanos ajudem a evitar que tal situação se deteriore em ainda maior violência. Os bahá´ís no Irã representam uma comunidade de cerca de 300 mil seguidores, sendo a minoria religiosa mais numerosa naquele país.

“Colocados num contexto histórico, esses tipos de ataques têm se repetido freqüentemente como um prelúdio de campanhas de opressão e violência ainda mais danosas.”

“Enquanto alguns desses incidentes parecem ser de pequeno porte, o fato é que tais eventos estão crescendo como algo comum e natural entre a população, e relatórios dão conta que estão ocorrendo em virtualmente todas as regiões do Irã, mostrando que a perseguição aos bahá´ís permanece como iniciativa oficial do próprio governo. Portanto, são ações de total responsabilidade do governo, pelas quais deve ser responsabilizado perante a comunidade internacional”, disse a sra. Alá´í.

“As pixações em Abadeh incluíram slogans como “Morte aos bahá´ís, os mercenários da América e da Inglaterra”; “Hezbolláh despreza dos bahá´ís.”; “Bahá´ís – mercenários de Israel”; e “Os bahá´ís são sujos” — frases que se relacionam diretamente com a propaganda do governo que tem sido disseminada pela mídia iraniana nos últimos anos.” Declarou a sra.a Alá´í.

Ela destacou que outros grupos no Irã estão também sofrendo violações ao exercício de seus direitos humanos mais elementares.

“Em meses recentes, as autoridades iranianas realizaram uma ampla campanha de sanções severas contra a sociedade civil, tendo como alvos eruditos acadêmicos, ativistas dos direitos da mulher, estudantes e jornalistas”, – acrescentou a representante bahá´í em Genebra.

[Para mais detalhes e fotos acesse: www.bahai.org.br/portasfechadas


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