Conheci semana passada um jornalista diferente

Josias de SouzaConheci semana passada um jornalista diferente. Ele mora em Brasília e tem apreço e mesmo cuidado com o que escreve. Exatidão e isenção são palavrinhas fáceis em sua maneira de ver e viver a experiëncia jornalística. Prefere ser furado (alguém dar a grande noticia antes dele) a transmitir uma meia-notícia, uma meia-verdade. Sente-se responsável pelos milhares de leitores que lêem seus textos Nos jornais diários e no mundo virtual, através do seu festejado blog. Entende que seu notebook é uma extensão dos sentidos, algo como o tato, a fala, a audição. Compreende que vivemos assim meio que as cegas com o turbilhão de novas tecnologias, apetrechos, facilidades, mundos reais, virtuais, surreais. Não é prima-dona do canto jornalístico: tem a humildade como que a superfície da pele. Considera o interlocutor com o respeito de um seminarista pelo abade do convento. Para ele o tempo não se conta em horas ou minutos, antes, pode ser  mensurado pelo que produziu ao longo das 24 horas, sem intervalos para indicações climáticas como manha, meio-dia, meia-noite, madrugada. Quem o vê pode cair no erro de achá-lo apressado ou afobado – isso, se for considerar a roda viva em que vive –, é como se a policia acabasse de dar uma batida e só falta ele ser interrogado. Ao contrário desse quadro mental que tento passar aos parcos 2.725 internautas que diariamente acessam esse blog, de quem estou falando (ou melhor, escrevendo) além de ter uma fisionomia que nos remete aos adeptos mais fervorosos do zen-budismo, tem a própria calma dos que sabem que o nirvana não pode ser encontrado salvo no imo de sua própria consciência moral, ética, espiritual. É um bom  sujeito, desses que gostaríamos de levar como acompanhante a qualquer viagem, seja a Friburgo, no Rio, ou a Katmandu, no Nepal. Havia tempo que queria conhecê-lo, mas a admiração não passava da intenção, não se traduzia em ações praticas. Então surgiu a oportunidade, porque conhecê-lo sozinho? Pois bem, liguei para o Fernando Rodrigues, peguei seu celular e o convidei para proferir a aula magna do II Seminário Nacional Bahá’í de Mídia. Isso foi no dia 1 de setembro ultimo, em Brasília. Muito bem, como estou ciente que tem muita gente que você pode falar, escrever, retratar, chamar a atenção para esta ou aquela característica pessoal, mas se não declinar o nome, a charada fica tão misteriosa quanto o sorriso da egípcia Esfinge. Para estes, esqueçam o que escrevi mas guardem as qualidade humanas que busquei dar relevo. Ele tem nome. Chamá-se Josias de Souza. Seu blog: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br 


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