A propósito do filme “La Môme Piaf”

A prop sito do filme La Mome PiafUma infância pra lá de trágica, sofrida. Quando jovem, o relento por companhia, as ruas frias, os dias chuvosos de Paris. Pássaros na garganta, desses que já sabiam na tenra idade a cantar todo o belo Maselhesa. Corpo franzino, encurvado pelo peso da juventude. Roupas sóbrias emoldurando imensos olhos. Mais umas vinte e cinco tragédias, fome, doenças, desilusões, safanões, bordéis, desespero e frustrações. Ainda assim, a voz. Uma bela voz se levantando contra tudo o que o destino lhe aprontara. E ecoando ao longe, para todos. E bem perto, para seu próprio coração. Um momento único, desses em que o desavisado pressente que Deus passou por aqui. E esse momento é o que lhe diz: “Você é a alma da França!”. Pois bem, isso a propósito do filme “La Môme Piaf”, que vi ontem à tarde, com Ceres, Anísa e Lara. Uma tragédia grega vestida com as cores da França. Um lamento atravessando o tempo a dizer que “não se arrepende de nada, não se lamenta por nada”. Non ! Rien de rien / Non ! Je ne regrette rien”.


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