Fabrica de cemit riosHá poucos dias se assinalou o 5o.aniversário da guerra no Iraque. Os primeiros combates aconteceram em 20 de março de 2003. Saddam Husayn foi deposto e enforcado. Vários países, capiteanados pelos Estados Unidos, enviaram contingentes de soldados para manter a ordem social e proteger os preciosos poços de petróleo. Mas, como toda guerra que se preze, as guerras nada mais são que fábricas de cemitério. De 2003 a 2008, morreram do lado ocidental, mais de 3.982 jovens soldados, homens e mulheres. Do lado Iraquiano, bem as baixas foram ainda mais pesadas. Estima-se em mais de 140.000 mortos, em sua maioria civis inocentes, vítimas de bombardeiros generalizados e da explosão de homens e mulheres-bomba. O custo dessa incursão militar no Iraque já se aproxima de 1 trilhão de dólares. É o que se escuta nos debates do Senado Americano. É uma triste percepção essa de que começamos o século XXI fazendo o exatamente o que infelicitou boa parte dos séculos passados, em especial os séculos XIX e o século XX, com suas duas extensas guerras mundiais, onde até cidades inteiras evaporaram no Japão ante o impacto das bombas atômicas. Depois da 2a. Guerra, surgiu de seus escombros, de sua terra arrasada, a Organização das Nações Unidas. Resta-nos perguntar: o que surgirá parta proteger a humanidades dos escombros dessas primeiras guerras que inauguraram o século XXI? Ou serão necessárias novas carnificinas de alcance ainda inimaginável?


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