Conversando com Azambuja

Conversando com AzambujaConversava essa semana com o Azambuja, não aquele personagem do bom Chico Anysio. O Azambuja tem 56 anos de idade, trabalha em uma autarquia pública. Conversa vai, conversa vem, ele me falava com certa nostalgia dos tempos em que ensinava Educação Moral e Cívica em um colégio militar do Rio de Janeiro. Eu lembro que tive essas aulas no antigo curso ginásio e sou bem mais novo que o Azambuja. Aprendíamos coisas interessantes, além do Hino Nacional Brasileiro, além das datas nacionais e o porquê de elas serem feriados. É uma pena que tal disciplina ficou marcada, e penso que para sempre, com a marca da ditadura militar no país. Afinal, tirando alguns excessos, preciosismos diria, a aula de Educação Moral e Cívica nos falava de brasileiros como Tiradentes, aquele herói enlouquecido pela liberdade, de poetas consagrados à luta contra a escravidão no Brasil, como Castro Alves, nos falava de cientistas como Oswaldo Cruz e de inventores como Santos-Dumont, o do 14-Bis. Quando vejo esse desmatamento todo, a poluição de nossos mares e rios, não sei por que penso que deixamos de entender o significado da palavra Pátria. Aquele lugar onde caminhamos pela primeira vez e a terra que nos tem dado abrigo e alimento. É impressionante como certas palavras, determinadas expressões carregam o pesado fardo de toda uma época!

One Response so far.

  1. SAM disse:

    E eu que sou bem mais novo que vocês, também, na minha infância aprendi aí no Brasil o hino, o respeito à figura de Tiradentes, o mapa do Brasil, mas isso não fez da minha geração uma geração mais atenta aos princípios sociais e morais que poderão levar ao avance da civilização. Talvez porque haja alguma coisa a mais que tem que ser descoberta e feita… Só não sei bem o que…


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