Questoes de GeneroHá algo de muito perigoso na transitória ordem mundial em que vivemos. Apenas um país foi alçado à condição de superpotência, os Estados Unidos. E exerce sua liderança nos campos político, econômico, militar, cultural e tecnológico. As atenções do mundo se voltam várias vezes ao dia para ver a quantas andam os processos de escolha dos candidatos à presidência norte-americana. Neste 2008, o cenário é no mínimo surpreendente. Pela primeira vez na história dessa nação do Norte, temos uma mulher, a primeira, a entrar na corrida pela presidência. Temos também o primeiro afro-descendente norte-americano, um negro, filho de pai nigeriano e de mãe americana, também lutando por uma vaga na corrida para ver quem será o chefe da superpotência. Parece roteiro de filme de ficção política. É como se concorresse na Alemanha um sobrevivendo do holocausto na 2a. Grande Guerra. Ou se concorresse no Brasil, um índio Xavante. Mas são sinais de que questões de raça e de gênero parece estar ficando em uma página da História preste a ser virada. Vale a percepção, ainda do século XIX, que os seres humanos devem ser vistos como as folhas e os ramos de uma mesma árvore, as gotas de um mesmo mar, as estrelas de um único céu. Afinal, nada mais atrasado que os preconceitos de raça, de gênero, de credo religioso. Temos todos um destino comum a partilhar.


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