Uma senhora tenta caminhar, seguir em frente. Termina fazendo uma meia volta e seus passos deixam círculos no chão. A senhora realmente anda em círculos. Depois temos um senhor dizendo que uma abelha entrou em seu ouvido. Chega até a pingar um pouco de mel na orelha a título de alimentação da abelha que, pelo jeito, não tem o menor interesse de liberar sua “nova” moradia. Em outra situação uma pessoa que parece estar acampando em um planalto, em plena noite, buscando alguma lanterna ou candeeiro não percebe que um cometa acabava de riscar o céu. E, finalmente, tem uma outra de um trem que passa, apesar de seu característico som, despercebido para uma pessoa. O final dessas breves histórias é que se não estivermos atentos teremos que repetir os movimentos de personagens tão… bizarros. Escrevo sobre as peças publicitárias veiculadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (do Brasil) a título de fazer o eleitor valorizar sue voto, de buscar votar de forma consciente pois do contrário teria que amargar quatro longos anos fazendo papel de idiota.

Criatividade na propaganda tem desde há muito sido um diferencial do Brasil neste competitivo mercado. Como em todas as demais coisas moderação existe para ser usada, afinal nem tudo que ultrapassa os limites do bom  senso pode ser considerado genial. Quatro propagandas são apresentadas em todos os canais de TV aberta do país e, sempre, em horários realmente nobres. O que une as quatro é que têm um mesmo foco. E para se chegar a esse foco um (pseudo) viés educativo, uma aspiração a algo no mínimo genial. No fundo, o que une de forma inquestionável as quatro mídias é o non sense deliberado e a forma como dinheiro público pode ser desperdiçado quando o senso crítico é nublado pelo marketing fácil e descompromissado.

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PRIMEIRO PODCAST DO CIDADÃO DO MUNDO:


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