Um dos meus quatro ou cinco leitores do blog envia simpática mensagem perguntando o que penso das eleições de 5 de outubro próximo. Vou direto ao ponto: não tenho nenhum vínculo, por mais tênue que seja, com a política partidária. Acredito muito mais nas idéias do que nas afiliações deste ou daquele postulante a cargo majoritário (prefeito, governador, presidente). Nenhum sistema político é, por natureza, virtuoso. Escândalos surgem de todos os lados não importando que partido esteja no comando político do país. Nosso trabalho, como cidadão que somos, termina sendo um imenso desafio a transpor: como superar nossa tendência por nos identificar com A, B ou C e sim nos preocuparmos em servir à coletividade, em amparar os menos favorecidos, em alavancar o desenvolvimento espiritual e material dos povos. Há muito a ser feito e não existe, já o sabemos, fórmulas salvadoras, nem, plataformas salvadoras. O que existe à nossa disposição é a possibilidade de fazer uso do livre-arbítrio – afinal, o que nos distingue das demais formas de vida — e buscar atender aos anseios de nossa consciência cidadã elegendo indivíduos, sejam homens ou mulheres, ricos ou pobres, negros ou brancos, que entendam o serviço público como um  meio de realmente servir ao público, com altruísmo e vacinado, preferencialmente, do vírus da luta desenfreada pelo poder. Saber se guiar é bem mais difícil que pretender guiar os demais.


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