A propósito de um amigo

Os anos passam mas a memória fica. A amizade de um dia continua bem acesa no lado esquerdo do peito. Não poucas vezes me pego pensando em tudo o que poderia ser. Mas às vezes pressionamos o acelerador da vida com muita força. E o que seria feito aqui terminará sendo consumado em outras paragens. Um mistério enche o ar. E um silêncio pesado se faz ouvir mais que uma longa e animada conversação. Não tem que se exigir explicação porque não há o que explicar. Nem ficar com cara emburrada, semblante pesado ante a simples menção. Há que se viver por nós mesmos e pelo que partiu, ainda que aparentemente, antes do tempo. Eternizada fica a imagem, imóvel a recordação. Não se trata de ser piegas nem emocional. Afinal o que é ser piegas quando parte da gente se recusa a… esquecer?Continuemos batendo a cabeça na parede quantas vezes necessário for. Continuemos correndo o risco de viver a vida como ela se nos apresenta. Há um encantamento quase palpável. Mas há também serenidade e motivos para não ficar deitando afirmações a torto e a direito. Que direito temos nós de vestir a toga do juiz improvisado e emitir verdades feitas, julgamentos disso e daquele, deste e daquele? Que o rio corra, siga seu curso. Que saibamos, apenas e tão somente apenas, apreciar que viver não é coisa de amador. É de profissional. O tempo que perdemos querendo justificar o outro é um tempo inútil, um desperdício de dias. Cuidemos do nosso arado que já dá uma trabalheira danada de grande. Continue feliz.. Abbas!


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