O número de refugiados no mundo aumentou em 2006 pela primeira vez em cinco anos, em grande parte como conseqüência da crise no Iraque, afirmou esta semana o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Em seu relatório sobre as “Tendências Mundiais em 2006″, divulgado em Genebra, a agência das Nações Unidas aponta que o número de refugiados que estão cobertos por seu mandato chegou a dez milhões, total mais alto desde 2002.

Também houve um “forte aumento” em outras categorias de pessoas compreendidas em diferentes aspectos da missão do Acnur, o que a agência atribuiu não apenas ao aumento do número de pessoas, mas à melhora de seu sistema de registro e a estatísticas mais precisas.

“Enquanto aumenta no mundo o número de pessoas tiradas de seus locais pela perseguição, a intolerância e a violência, nós temos que enfrentar os desafios e as exigências de um mundo em transformação”, declarou o alto comissário, o português António Guterres.

Segundo o relatório do Acnur, a alta do número de refugiados deve-se, em grande medida, à situação de violência no Iraque, que até o final de 2006 havia forçado 1,5 milhão de pessoas a fugir para outros países da região, principalmente Síria e Jordânia.

As estatísticas do organismo indicam que, no ano passado, o maior grupo de refugiados sob seu mandato foi formado por afegãos, que totalizaram 2,1 milhões. Foram seguidos por iraquianos (1,5 milhão), sudaneses (686.000), somalis (460.000) e refugiados originários da República Democrática do Congo e de Burundi, (cerca de 400.000 em cada caso). Os números do Acnur não incluem os 4,3 milhões de refugiados palestinos na Jordânia, no Líbano, na Síria e nos próprios territórios palestinos, ligados ao mandato da Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).

O número total de refugiados dependentes das duas entidades supera os 14 milhões. O Acnur lembrou que também assiste há vários anos a deslocados internos dentro de seus próprios países.

One Response so far.

  1. Ana Rosa Mota disse:

    No filme A INTERPRETE, mostra uma realidade absurdamente dura, imoral no abandono. Eu vejo a problemática dos refúgiados igual com as dos imigrante, só que forçada, caso de vida ou de morte. Acredito que os países que acolhem os refúgiados têm que criar vinculos desses ñ cidadões aos benfícios laborais nacionais. Para Cituações drásticas, medidas corajosamente eficases.ok!

    Atenciosamente.


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