Já comentei aqui que será muito difícil, se não impossível, termos uma civilização em contínua evolução sem que antes tenhamos dado oportunidades e direitos iguais para as mulheres. Pois bem, a diferença nos ganhos de uma mulher e de um homem continua grande no Brasil, segundo indicou o índice de desigualdade entre os sexos, publicado pelo Fórum Mundial de Economia, no último dia 12/11/2008. No Brasil, a realidade nua e crua para usar uma batida expressão, o salário de uma mulher é, em média, 58% do que ganha um homem. Isso significa que, caso ele receba R$ 2 mil de pagamento, ela irá receber R$ 1.160. A diferença é grande, e pesa no bolso de quem tem contas para pagar. Com os R$ 840 que a mulher não recebe, é possível pagar a mensalidade escolar de um filho, e até mesmo passagens de avião entre São Paulo e Buenos Aires, dependendo da época do ano e da companhia aérea. Se já não estamos bem das pernas em vários indicadores sociais, agora vemos que a diferença de salários coloca o Brasil em uma péssima posição no ranking de igualdade nos rendimentos: de 130 nações, o País está em 100º. Considerando a influência política das mulheres, o resultado é ainda pior, com o Brasil na 110ª colocação. No ranking geral, que considera também as diferenças em educação e saúde, o País ocupa o 73º lugar, uma posição acima da que ocupava no ano passado. A primeira colocada é a Noruega, seguida pela Finlândia e pela Suécia. Os últimos lugares são ocupados pelo Iêmen e por Tchade, que ficam na península Arábica e na África, respectivamente. Mas, como foi destacado pelo jornal Folha de S.Paulo, se por um lado o Brasil têm resultados ruins quando analisado as oportunidades econômicas e políticas, por outro, recebeu boas avaliações em saúde e educação, com as mulheres apresentando uma expectativa de vida maior que a dos homens, e o mesmo grau de escolaridade, segundo a entidade. Em relação a outros países da América Latina, o Brasil só está na frente de Suriname (79º), Bolívia (80º), Belize (86º), México (97º), Paraguai (100º) e Guatemala (112º). Na região, os melhores lugares ficaram com Trinidad e Tobago (19º), Argentina (24ª) e Cuba (25ª).


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