Dia 10 de outubro, por antecipação em seis meses, tive a alegria de defender minha dissertação do mestrado junto à Universidade de Brasília (UnB). Tratava da transposição de obra literária conhecida, A Hora da Estrela, de Clarice Lispector, para o cinema pelas mãos da diretora Suzana Amaral. O título, que logo foi se impondo ao longo da exaustiva pesquisa, foi: Macabéa vai ao Cinema. Pois bem, menos de seis semanas da aprovação acadêmica fico feliz em anunciar que o texto virou livro e mesa redonda no 41o. Festival de Cinema do Cinema Brasileiro, em Brasília, a acontecer no próximo dia 20 de novembro. O livro sai com o selo Companhia das Musas e tem prefácio da doutora em cinema Tânia Montoro e apresentação da cineasta Suzana Amaral. A capa (que abre este post) é dos designers gráficos André Oliveira e Humberto Mathias. Detalhes da programação oficial do Festival: 

 

41° Festival de Cinema do Cinema Brasileiro – Brasilia

 

Macabéa Vai ao Cinema, de Washington Araujo

 

Data: 20/Novembro/2008 

Hora: 14h30m

Local:  Hotel Nacional, Salão Vermelho Ala B, acesso livre.

O evento é parte integrante do  Seminário “O cinema pensa a linguagem: Macabéa Vai ao Cinema”, para assinalar os 30 Anos da Morte de Clarice Lispector e os 20 Anos do filme A Hora da Estrela).

Palestras:

“Clarice em cena, do livro ao filme”, Prof. Dr. Rogério Lima);

A hora da Estrela e sua Travessia – Da linguagem literária para Cinematográfica”, Jornalista e MSc. em Cinema, Washington Araújo);

“Ora (direis) ouvir estrelas”, Cineasta e Prof. Dr. Paulo Schettino( USP/FAAP);

“A hora da estrela: 20 anos depois”-  Cineasta Suzana Amaral e Prof. Dra. Tânia Montoro -UnB (mediadora).

Sobre o livro Suzana Amaral escreveu: 

“Muitos denominam ADAPTAÇÃO a dificil tarefa de transpor um texto literário original para a linguagem do cinema. A meu ver é mais do que isso: é uma TRANSMUTAÇÃO. Ao fazê-la, criamos uma nova obra a partir da obra original. O que isso quer dizer? Significa que, nessa tarefa, o roteirista deve respeitar o espírito da obra original e simultaneamente recriar essa nova obra, usando suas experiências pessoais, existenciais, emocionais. Conclusão: ele adentra o universo do autor original mas imprime sua visão pessoal de roteirista. Washington Araújo, em seu trabalho, soube analisar com emoção, competência, e sensibilidade inteligente, a transmutação /roterização que fizemos do texto literário de Clarice Lispector para o Cinema. Com muito respeito, agradeço essa análise e recomendo seu trabalho…”

Mais informações: Site do Festival na Internet:http://www.sc.df.gov.br/festival


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