Descanse

Então uma amiga me envia email dizendo que precisa muito descansar, que o fim de ano é sempre muito cheio de coisas e que quer ficar quietinha em seu canto. Resolvi lhe responder:

Descanse querida, descanse… mas não descanse em paz que não é bom  para ninguém! Descanse com o som do riso de amigos, com o barulho harmonioso de abraços recebidos, com o leve balanço de uma alegria qualquer no ar, descanse lembrando das muitas amizades que você soube manter e até mesmo recriar ao longo desse ano que se vai, descanse das conversas irritantes, do som das palavras sopradas pela mediocridade, descanse dos atrapalhadores de vida – aquelas pessoas que sobrevivem apenas pela possibilidade de infernizar o Carpe Diem dos demais, descanse um bocado, mas que seja um descanso de velhos hábitos que já não servem mais… apenas não descanse de nossos rostos felizes, de nossos sorrisos nascidos bem lá dentro da alma e fique sim quietinha, quietinha, para nos receber com doce aconchego nas proximidades do coração… a verdade é que você é ótima, descansada ou não, você é a Tania que nos faz felizes e que continua sempre acreditando que tudo é possível desde que haja amor.

*  *  *

A propósito, o que fazer com essas amizades que teimam em eistir mesmo correndo todos os riscos de longas derrapagens? O que fazer quando uma amizade vale mais pelas alegrias passadas que pelos diálogos e gestos do presente? O que fazer quando ficamos recusando a nós mesmos o ritual final de que uma velha amizade findou? São questões em aberto.

As quatro fotos são do aconchegante Hotel Villa Amor, em Sayulita, México


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