Há pouco escrevi sobre jornalismo insano. Hoje chamo a atenção para a consolidação de um jornalismo ambiental. É esta categoria de jornalismo que abre caminho para o entendimento de que a escassez de recursos hídricos, o consumismo desenfreado, a monumental produção de lixo, o aquecimento global, a manipulação inescrupulosa dos genes, a destruição acelerada da biodiversidade, a esterilização do solo, o agrupamento insustentável de pessoas em grandes centros urbanos, entre outras questões fundamentais, merecem muito mais espaço na mídia do que o desfrutado até o momento. Não se trata apenas de maior espaço para as questões ecológicas. Há que se buscar um tratamento mais adequado, com jornalistas mais inteirados do tema e que se disponha a perseguir um assunto, a levantar dados (confiáveis) sobre temas que terminarão afetando o nosso futuro enquanto espécie-mor do planeta. Aquecimento, efeito-estufa, mudança climática, queimadas, derretimento de calotas polares, desertificação etc não são perigos reservados para o amanhã, são perigos reais, de hoje, do momento. Se no passado nossos ancestrais eram indiferentes ou omissos a questões de tal gravidade como a escravidão e hoje muitos de nós o são em relação à corrupção que enferma extensa parte do tecido social do planeta, o certo é que não poderemos nos comportar dessa forma quanto à insustentabilidade. É algo matemático: se os recursos do planeta são limitados porque cargas d´água o consumo poderia ser ilimitado? O jornalismo ambiental é uma enorme janela aberta para a defesa da vida. E uma lufada de ar puro em meio a debates estéreis sobre a novela nossa de cada dia. Vida longa, muito longa, aos que fazem o eco-jornalismo. Eles se defendem, defendem a mim e a você, leitor e também defendem o direito a um planeta sustentável a ser usufruído por futuras gerações.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado