Quando o racismo será página virada da História?

Martin Luther King incendiou os anos de 1960 com seu discurso de integração racial. Naqueles tempos os Estados Unidos era o espelho da discriminação racial: homens e mulheres negros eram segregados em logradouros, em transportes públicos, no mercado de trabalho, na vida acadêmica, nos ambientes recreativos e na vida política. Impensável esquecer uma história chamuscada pelas chamas ateadas no Mississipi com as famigeradas perseguições aos negros que, invariavelmente, eram enforcados e uma vez encharcados em gasolina, tinham a pior das mortes. Há 60 anos a Declaração Universal dos Direitos Humanos já estipulava que nenhum ser humano poderia ser discriminado, dentre outras razões, pela cor de sua pele. Passamos depois pelo regime racista da África do Sul com sua ideologia do Apartheid. Era um tempo em que a própria África, o continente-mãe, era espoliado dos negros. De lá para cá muita água passou por baixo da ponte da História. Constituições nacionais passaram a defender o princípio da justiça e da igualdade raciais. Organismos internacionais intensificaram esforços para vivermos, enquando mundo organizado e civilizado, sob o primado da igualdade racial. Por isso, é sempre constrangedor ler qualquer notícia dando conta de atos de racismo, como a truculência da tripulação da American Airlines para com o artista Dudu Nobre e sua mulher, Adriana Bombom. O racismo é um vírus e, assim como o sarampo e a catapora, precisamos nos vacinar. Reconhecer qualquer sentimento racista já é um avanço pois, se nos vemos tal como somos, teremos uma chance a mais para melhorarmos nossa conduta e refinarmos nosso caráter. O que antes era sonho hoje pode ser realidade. O sonho da unidade racial toma espaço e abre novas clareiras no entendimento internacional. O futuro, hoje.

One Response so far.

  1. Ana Rosa Mota disse:

    Quando aprendermos a distinguir os dois tipos de seres humanos, o 1º é aquele que é um aglomerado de átomos e o 2º é aquele que é um aglomerado de átomos e mais alguma coisa, coisa esta vista em duas fases de um desenvolvimento normal, 1ª dos 0 aos 25 anos formação da personalidade ou seja época de aprendizagem educação=desenvolvimento de todas as faculdades do ser humano, a 2ª é da concretização do que ser que se é profundamente. Pois todos nós somos atomicamente iguais porém como o ato criador é criativo em toda formação existencial nós ñ podíamos ser diferentes ou melhor todos clones, ou será que sem diversidade haveria literatura, moda, gastronomia, necessidade de comunicação interpessoal, teríamos tão ricos fatos históricos? Acordem, ok! Mas como posso aceitar diferenças obvias, quando ñ sou capaz de conhecer, distinguir, e trabalhar o meu próprio eu. Se eu ñ me aceito como posso aceitar o que conheço menos que eu própria. O eu aqui é o próprio eu de cada ser humano. ok!


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