Segundo evento marcante de 2008: Água em Marte

O dia 30 de julho de 2008 foi uma data importante para a astronomia. Em um comunicado à imprensa, a Nasa, agência espacial americana, anunciou que a sonda Phoenix havia tocado uma amostra de água em Marte. “Temos água”, disse o cientista William Boynton, da Universidade de Arizona, ao depositar uma amostra do material em instrumentos especiais que detectaram a existência de vapores de água. (…) Já a própria agência espacial americana divulgou outro levantamento em junho desse ano, desta vez baseado no solo do planeta. As amostras recolhidas mostravam um solo muito mais alcalino que o previsto, mas ainda sim com nutrientes suficientes a ponto de permitir a existência de vida no local.

A descoberta de um ambiente propício a abrigar vidas também foi feita em uma das luas de Saturno em novembro desse ano. A situação, no entanto, é bem mais complexa que a marciana. A uma temperatura de -180º Celsius, Titã é fria demais para abrigar qualquer coisa próxima à vida como conhecemos, segundo cientistas.

Mas novos estudos reportam fracos sinais de um campo eletromagnético natural na grossa nuvem que a cobre. Esse campo é similar à energia irradiada por relâmpagos na Terra. Como acredita-se que foram os relâmpagos que desencadearam as reações químicas que iniciaram a vida em nosso planeta, essas evidências mostram um ambiente propício ao surgimento de vidas.

De planeta a plutóide
Enquanto cogita-se a possibilidade de existência de vida em Marte, Plutão, que havia sido rebaixado da categoria de planeta em 2006, passou a se chamar plutóide esse ano. A definição serve para corpos que orbitam o Sol além de Netuno. Entre os pré-requisitos, eles precisam ter forma esférica e não podem ter varrido outros corpos menores de suas órbitas. A nomenclatura foi dada pelo comitê-executivo da União Astronômica Internacional em junho.


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