Aos poucos a crise-mãe-do-mercado-mundial parece entrar nos trilhos (se é que existem trilhos para crises) e a vida não tarda a voltar a seu ritmo pré-crise. Nossos sentidos ficaram familiarizados com notícias até bem pouco impensáveis como a falência da mega-Seguradora AIG, a monumental General Motors e as não menos importantes gigantes do setor automotivo mundial, Ford e Chrysler. Ouvir sobre falência desta ou daquela iinstituição financeira ou casa bancária não causa nem mais um arquear de sobrancelha: é que tudo que parecia sólido, literalmente, vem se desmanchando no ar. Mas, aproveito o assunto para falar do que não foi ainda falado. É que essa crise longe de infernizar apenas a economia mundial traz consigo o mal de ser uma crise de lesa-humanidade. A humanidade como um todo é que padece, sofre e vê suas esperanças – nem sempre grandiosas – se minguarem. É que no âmago da crise encontramos o ataque frontal e letal a valores humanos como a confiança, a ética, a veracidade, a justiça. A falta da confiança é que vem potencializando os efeitos da crise uma vez que milhões de pessoas deixaram de crer que o atual sistema financeiro internacional é capaz de se manter de pé… por mais tempo. A ética  “empresarial” (existiria?) apenas sobrevive. Onde estão os códices dando conta que o mercado se autoregula, que Estado não tem que se intrometer nas questões próprias do mercado? A verdade/veracidade foi simplesmente colocada para baixo dos tapetes e das esteiras: milhões de pessoas continuaram aplicando seus recursos nas Bolsas de New York, de São Paulo, de Taiwan e de Frankfurt, sem terem sido minimamente informadas da real gravidade da insólita situação. Perderam, então, mais, muito mais. A justiça não foi encontrada em lugar algum. Rios de dinheiro público foram drenados para o mercado com o fim de salvar da bancarrota os maiores conglomerados financeiros do mundo. As jóias da coroa financeira foram empenhadas para que não se perdessem os dedos e as reputações – nem sempre lisonjeiras – da fina flor do empresariado mundial. Enquanto isso milhares de pessoas perderam suas casas, isto apenas no Estados Unidos da América, milhões perderam ou se encontram ameaçados de perderem seus empregos. E a conta está bem longe ainda de ser fechada. É uma Aos poucos a crise-mãe-do-mercado-mundial parece entrar nos trilhos (se é que existem trilhos para crises) e a vida não tarda a voltar a seu ritmo pré-crise. Nossos sentidos ficaram familiarizados com notícias até bem pouco impensáveis como a falência da mega-Seguradora AIG, a monumental General Motors e as não menos importantes gigantes do setor automotivo mundial, Ford e Chrysler. Ouvir sobre falência desta ou daquela iinstituição financeira ou casa bancária não causa nem mais um arquear de sobrancelha: é que tudo que parecia sólido, literalmente, vem se desmanchando no ar. Mas, aproveito o assunto para falar do que não foi ainda falado. É que essa crise longe de infernizar apenas a economia mundial traz consigo o mal de ser uma crise de lesa-humanidade. A humanidade como um todo é que padece, sofre e vê suas esperanças – nem sempre grandiosas – se minguarem. É que no âmago da crise encontramos o ataque frontal e letal a valores humanos como a confiança, a ética, a veracidade, a justiça. A falta da confiança é que vem potencializando os efeitos da crise uma vez que milhões de pessoas deixaram de crer que o atual sistema financeiro internacional é capaz de se manter de pé… por mais tempo. A ética  “empresarial” (existiria?) apenas sobrevive. Onde estão os códices dando conta que o mercado se autoregula, que Estado não tem que se intrometer nas questões próprias do mercado? A verdade/veracidade foi simplesmente colocada para baixo dos tapetes e das esteiras: milhões de pessoas continuaram aplicando seus recursos nas Bolsas de New York, de São Paulo, de Taiwan e de Frankfurt, sem terem sido minimamente informadas da real gravidade da insólita situação. Perderam, então, mais, muito mais. A justiça não foi encontrada em lugar algum. Rios de dinheiro público foram drenados para o mercado com o fim de salvar da bancarrota os maiores conglomerados financeiros do mundo. As jóias da coroa financeira foram empenhadas para que não se perdessem os dedos e as reputações – nem sempre lisonjeiras – da fina flor do empresariado mundial. Enquanto isso milhares de pessoas perderam suas casas, isto apenas no Estados Unidos da América, milhões perderam ou se encontram ameaçados de perderem seus empregos. E a conta está bem longe ainda de ser fechada. É uma crise de lesa-humanidade.


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