Heróis do Pedro Bial

“Triste do povo que precisa de heróis” (Brecht)

 bialExistem heróis e heróis. Se existe algo que me irrita profundamente é o jeito sem cerimônias com que o mestre-de-cerimônia do Big Brother Brasil saúda aquela penca de jovens – mais um ou dois da terceira idade – confinados na casa montada pela TV Globo no Rio de Janeiro: ”Boa noite, meus heróis!“ De tanto usada virou bordão do BBB. Seu autor? O jornalista e dublê de guru do programa, Pedro Bial. Ora, o que há de heroísmo em um programa que longe de agregar conhecimento é um poço de futilidades onde quanto mais se escava mais há para se escavar? 15 ou 16 pessoas vendendo sua intimidade, seus pensamentos e corpos, hábitos e sotaques, expondo-se ao ridículo em centenas de situações, muitas destas de gosto profundamente duvidoso, tudo em troc a de prêmios avulsos ou do prêmio maior de R$ 1.000.000.00, repito, o que há de heroísmo nisso? A ver os números do Ibope o programa é quase ma coqueluche nacional. Revistas, jornais e sites dedicam ampla cobertura ao que ocorre dentro da casa. Cria-se um frenesi, arma-se uma curiosidade em larga escala, como se os destinos do povo brasileiro dependenssem deste ou daquele que irá continuar ou sair da casa.

Durante alguns anos participei em Brasília de um colegiado que tratava da qualidade dos programas da televisão aberta. O nome já dizia tudo: Campanha contra a Baixaria na TV. O slogan era ainda mais claro: Quem financia a baixaria é contra a cidadania. Desde aquela época tinha por dever de ofício que ver e depois rascunhas duas laudas com comentários sobre dois progrmas de tv em horário nobre, no caso, a novela das 8 e o Big Brother Brasil, ambos na grade d eprogramação regular da Rede Globo. Desde o ano passado não tenho tido mais tempo para participar dessa atividade, mas, de qualquer forma, vez por outra me pego anotando situações, frases, contextos, cenas tanto de um quanto de outro desses programas.

Hoje comecei este texto pensando: o que mais me incomoda no BBB, já em sua nona edição consecutiva neste 2009? Foi quando as luzes se acedenram e pude ouvir no subtexto do pensamento a entusiástica saudação: Boa noite, meus heróis! E me incomoda porque sei muito bem que os confinados no esquema global podem ser qualquer outra coisa menos heróis. Pode-se até elastecer o vocábulo, o termo, mas é forçar muito a mão (e a paciência) querer que essas criaturas quase acéfalas em um festival de gestos sensuais sejam apresentadas ao Brasil em horários nobre, sete vezes por semana, como ”nossos” heróis!

E só há um jeito para se contrapor a isso. Só existe uma maneira de separar o joio do trigo. É comparando o grupo do BBB com minha galeria, não muito extensa, dos heróis que vêm marcando minha vida. E meus heróis, ao contrário de Cauza, não morreram todos de overdose mas, com  alguma certeza, meus inimigos estão no poder. No poder midiático, pelo menos. Meus heróis têm nome, sobrenome e deram um sentido às suas vidas e por extensão deram um alento à minha e a outras gerações. Penso em alguns.

Começo com o russo Alexander Soljenítsin. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1970 e conhecido por suas ferozes críticas ao regime soviético – e em especial às prisões e aos campos de trabalhos forçados em que eram confinados os dissidentes, denunciados em sua célebre obra Arquipélago Gulag, este foi um herói. Todos se referem ao divisor de águas que foi a derrubada do muro de Berlim em 1989. Mas não esqueçamos que as primeiras pedras começaram a cair quando o Ocidente passou a conhecer o pensamento sem fronteiras do autor de “Um dia na vida de Ivan Denisovich”.

E que dizer daquela mulher franzina, raquítica, enrugadinha e muito encurvada, lembrando o deus Atlas a carregar sobre os frágeis ombros o peso do mundo? Sim, refiro-me a Madre Teresa de Calcutá, grande heroína do século XX, como aliás, ficou bem  afirmado durante a solenidade da sua beatificação. Madre Teresa deu a sua vida pelos mais pobres dos pobres. Escolheu como indumentária o sari das mulheres paupérrimas da Índia. No seu dia-a-dia partilhava a vida com os doentes em fase terminal. Nunca perguntou se as doenças eram contagiosas ou não. Nunca lhe vimos uma luva nem uma máscara.

Penso no sul-africanoo Nelson Mandela que passou 30 anos, mais que um terço de sua vida, preso nos calabouços das prisões sul-africanas, por se opor ao regime do apartheid. Mandela sabia estar diante de uma das mais terrívedis iniquidades que um ser humano poderia cometer contra um seu semelhante: a superioridade afirmada de forma violenta com base na cor da pele. Quem, senão a coragem, pode acalentar um homem preso durante três décadas? Kofi Annan sobre ele  escreveu: “Se estivermos à altura de uma pequena parte do que Mandela é, o mundo será um lugar melhor.” 

Outro que não me sai da cabeça é o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Um  herói em toda a extensão do termo. Morreu ao serviço da paz, naquele que foi o primeiro atentado terrorista na história do mundo contra um representante da ONU em terreno de guerra e em missão de paz. Em setembro de 2003, poucos dias após sua morte em Bagdá, tive a emoção de presidir a solenidade de entrega do Prêmio Cidadania Mundial, post-mortem, à sua mãe, dona Gilda Vieira de Mello. O brasileiro foi homenageado com um busto instalado em frente ao escritório do Alto Comissariado para Direitos Humanos em Genebra, Suíça, como reconhecimento a todos os que perderam a vida no Iraque e aos mais de 30 anos de trabalho que Sérgio Vieira de Melo prestou às Nações Unidas. Com certeza, o brasileiro foi o herói que incorporou como poucos valores sociais, como a paz e é a representação máxima do herói contemporâneo.

Reconheço, meio a contragosto, que todos os heróis são espelhos do mundo e da sociedade em que vivem. Os heróis do Bial espelham o mundo da futilidade, o hedonismo, o império dos sentidos humanos, a interação quase total entre os espaços público e privado. Meus heróis espelham o mundo dos ideais, dos valores humanos, do desprendimento e do amor à espécie humana. Os heróis do Bial lutam pelo prêmio financeiro e pelas consequências advindas com contratos pecuniários no mundo artístico. Meus heróis lutaram por aquilo em que acreditavam e sua recompensa era tão somente o sentimento de possuirem consciências tranquilas, tanto que o mito do herói não foi por eles desfrutado: morreram em si para darem vida ao herói que neles subsistia.

A diferença maior entre uns e outros é que os heróis de Bial trazem consigo à fraca luminosidade dos vagalumes em sua existências efêmeras. Já os meus heróis trazem consigo sóis e luas. Finalmente, posso afirmar com total certeza: Dos meus heróis, sinto uma fisgada de emoção quando deles meu pensamento se ocupa. Já dos outros… quem pode dizer algo?

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COMENTÁRIOS DOS LEITORES

Soraya Fagundes Telles , Santa Maria-RS – Filosofia e Teologia
Enviado em 4/3/2009 às 2:36:47 AM
Aqui umas dicas para para o Sr. Alberto Rosa: então o senhor andou lendo que Teresa de Calcutá era a própria encarnação da maldade? Deve ter lido das mesmas fontes que Adolf Hitler era no fundo uma pessoa muito bondosa e bem=intencionada, um caráter acima de qualquer suspeita, né? Será que o senhor leu também que o Idi Amin, de Uganda, em vez de comer o fígado de seus inimigos preferia comer chocolates Ferrero Rocher? O senhor deveria ser um pouquinho mais seletivo sobre suas leituras se não não iremos nos espantar se o senhor abrir um igreja para louvar o que há de mais trágico, triste e vergonhoso na espécie humana. Lembre-se que nem tudo o que se lê merece crédito, para isso vemos ressurgir o movimento neonazista em partes da Europa. A idéia é a mesma sua: desacreditar a história e resgatar do ldo da História os malfeitores de sempre, os bad boys que incineraram milhões de pessoas. Pense nisso sr. Alberto Rosa, afinal, o papel aceita qualquer coisa, resta saber a quem tais coisas irá encontrar apoio. A propósito sou devoto de Madre Teresa e a tenho como uma das maiores benfeitoras da humanidade, no entanto, respeito seu desapreço por ela apenas não poderia deixar de expressar meu repúdio total a um pensamento tão ridículo, afinal existem centenas de livros que falam OUTRAS verdades sobre ela. Procure no Google que você acha e não se deixe engabelar pelo texto caluniatóri!
Patrícia Becker , Cachoeirinha-RS – Estudante
Enviado em 3/3/2009 às 6:52:27 PM
Outra coisa.. É evidente que existem outras opções de canal concomitantemente ao BBB, (afirmar que existe controle remoto é sempre um argumento fácil!) mas o fato é que a Globo e suas inúmeras afiliadas, por diversas razões históricas, possui hoje uma fatia ENOOOOORME da audiência, cobrindo praticamente todo o território. Não podemos chamar isso de monopólio, mas de um “oligopólio quase monopolista” dá (?)…Isso é até proibido em alguns países… é quase o Brasil todo pensando e vendo a mesma coisa na mesma hora todos os dias! A emissora tem sim uma responsabilidade imensa com o entretenimento que vincula.
Patrícia Becker , Cachoeirinha-RS – estudante de direito
Enviado em 3/3/2009 às 6:33:37 PM
“O professor universitário Chico Lucas parece não querer entender que a televisão privada não tem nenhuma obrigação de prestar serviço ou desserviço à “cultura”. ” Meu caro, a TV aberta no Brasil, embora privada, é uma concessão pública e, por esse motivo, tem sim “obrigações” e contas a acertar com a sociedade. É por isso que regularmente a Globo faz campanhas de pseudo-cunho social como “educação, você aqui na tela da Globo”, porque ela tem que apresentar algum benefício à sociedade para manter a sua concessão, concessão essa, de novo, que é PUBLICA.
Filipe Fonseca , Niterói-RJ – Funcionário Público
Enviado em 3/3/2009 às 11:44:36 AM
Basta desligar a TV e ir fazer outra coisa, Sr. Rogério Duarte. Concordo integralmente com o último comentário do Sr. Angelo Queiroz. O professor universitário Chico Lucas parece não querer entender que a televisão privada não tem nenhuma obrigação de prestar serviço ou desserviço à “cultura”. A própria idéia de que a cultura deve ser dirigida é extremamente autoritária e incabível num regime de liberdades. Como bom representante de sua casta, o Sr. Lucas faz da intolerância uma causa política. Afinal, se só devemos tolerar aquilo que aprovamos, não estamos tolerando nada.
Rogério Duarte , Campinas-SP – Estudante
Enviado em 3/3/2009 às 8:59:56 AM
Essa afirmação de que “só assiste quem quer” é mentirosa e falaciosa. Se a TV não oferece opções de qualidade ao público, como ele vai escolher outro programa?
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 3/3/2009 às 3:23:39 AM
Sr. Rodrigo, como afirmou o Sr. Felipe, a televisão é das massas e elas, simplesmente não têm grande interesse na televisão como um instrumento de formação intelectual. Dei, abaixo, exemplos de programações alternativas disponíveis para o grande público para fundamentar esta afirmação. Isso não é assim porque eu queira. É assim porque as pessoas o decidiram. E esse não é um fenômeno brasileiro, é mundial. Aí, o Senhor me pergunta se o fato de um programa ter audiência o faz genial, como se eu tivesse raciocinado nesse sentido. É claro que não. De onde o Sr. tirou isso? Nunca afirmei ou sugeri tal coisa. O fato de um programa ter audiência o faz simplesmente… popular.Nada mais, nada menos. Daí eu encarar um programa como o BBB e um apresentador como Bial dentro da normalidade. Preocupante seria se a emissora e o apresentador não tivessem, dentro da lei, o direito de exibir o BBB. Não entendo o seu desabafo contra mim. Não sou o dono das escolhas alheias, apenas defendo a liberdade, (essa sim é um valor para mim) de as pessoas fazerem escolhas, ainda que elas não me agradem. E crítico as idéias que colocam esse valor em segundo plano. Esse é o sentido de minha participação neste debate.
Conan Seabra , Belo Horizonte-MG – Funcionário Público
Enviado em 2/3/2009 às 11:29:56 PM
Tanta gente comentando mas… a questão do autor continua precisando de resposta: “Ora, o que há de heroísmo em um programa que, longe de agregar conhecimento, é um poço de futilidades onde quanto mais se escava mais há para se escavar?” Respondo eu: não há heroísmo e sim um festival diário de manifestações medíocres quanto a comportamento, cultura etc.
Alberto Rosa , Porto Alegre-RS – bancário
Enviado em 2/3/2009 às 11:29:41 PM
Que pena não ter se informado melhor sbre sua heroína, Madre Tereza de Calcutá. Mulher mesquinha. Adorava ajudar os que se ajoelhavam à seus pés, amava os pedintes, sentia uma alegria fria em sentir a dor dos excluídos. Já li que ela, quando observava uma pessoa que não a admirasse ou não estendesse a mão em sua direção, pedia para que aquela pessoa fosse retirada do local, ou que, na hora de distribuir alimentos ou roupas, aquela pessoa ficasse por último ou nem mesmo recebesse ajuda. É impressionante como as pessoas são enganadas por mitos falsos…
Chico Lucas , vitória-ES – Professor Universitário
Enviado em 2/3/2009 às 11:24:20 PM
Sr Filipe, concordo 100% com as observações do Sr. Mauro Rangel. Considero seu comentário em defesa do Big Brother Brasil e do dublê de jornalista com oráculo de desmiolados de uma carência intelectual assustadora. Ninguém precisa ter que preparar ensaio sociológico sobre heroísmo para saber se expressar de forma correta. O Bial presta um desserviço à cultura ao chamá-los de heróis poderia chamá-los de “Boa noite, meus cabeças de vento… meus destituídos de discernimento… meus desmiolados…” e não de HERÓIS. Nesse quesito o Araújo está coberto de razão pois é um texto burilado, com idéias bem desenvolvidas e seus argumentos aliam razão e emoção a serviço do entendimento sobre um formato de TV que continua suscitando debates acalorados. Nessa, sr. Filipe, o senhor foi mal, muito mal.
Felipe Borges , Nova Lima-MG – Estudante
Enviado em 2/3/2009 às 10:31:14 PM
Ótimo texto. O que me espanta é a quantidade de pessoas que assistem a essa porcaria. Trata-se de LIXO PURO, sem o menor conteúdo educacional, cultural ou intelectual, uma total perda de tempo. Um bando de [ ], convivendo numa casa, e uma nação de alienados assistindo a essa mediocridade. Quanto ao pedro bial: [ ]. Ah, coitado do George Orwell, deve estar se revirando no túmulo…
Filipe Fonseca , Niterói-RJ – Funcionário Público
Enviado em 2/3/2009 às 9:02:10 PM
Caro Mauro Rangel, a televisão, por sua própria natureza, é própria das massas. Por isso, ela é feita ao gosto delas. Não há nada de errado nisso. A pretensão de controlar o que empresas privadas fazem com suas programações é simplesmente absurda. Quem não gosta não precisa ligar a TV. Pouco me importa se o Pedro Bial chama os participantes de um dos programas de “heróis”. Ele não está escrevendo um tratado sociológico sobre o que é considerado heroísmo; está apenas apresentando um programa destinado a um certo público, determinado previamente pelo cálculo racional com o objetivo de obter receita com publicidade nos intervalos. Podemos não gostar do que ele faz, mas não temos o direito de intervir na liberdade alheia.
Rodrigo Melo Duarte , Fpolis-SC – Psicologo
Enviado em 2/3/2009 às 7:40:21 PM
Angelo faz um comentário de quem quer ficar sempre em cima do muro. Então um programa passa a ser bom, aceitável, inteligente, saudável e cidadão se tiver elevado índice de audiência???? Nesse caso Silvio Santos e Faustão devem ser os maiores gênios da cultura brasileira!!! O texto acima é cristalino em sua defesa de uma melhor programação para nossa iludida população. E deveria ser muito compartilhado pois desmascara o engodo que é a Globo usar sua expertise a favor da mediocridade e dos “sem tutano para pensar”, Pense nisso Angelo e aproveite para ficar sentado 7 dias por semana à frente do Canal Futura. Isso já seir aum avanço e tanto. Fica o desabafo
Mauro Rangel , Rio de Janeiro-RJ – Advogado
Enviado em 2/3/2009 às 7:35:35 PM
Esse comentário do Filipe Fonseca é ridículo em forma e em conteúdo. Pensamento bruto de quem não tem o que fazer com as idéias. Considero este texto do Washington Araújo um dos mais brilhantes textos já escritos sobre o BBB, um formato que inovou em termos de decadência da televisão não apenas no Brasil quanto no exterior. Pena que o Filipe não esteja à altura do colunista… talvez não tenha entendido a diferença entre uma Priscila da vida e uma Madre Teresa de Calcutá, ouy entre um Nilton e um Sonjenitsin! [ ]!
João Paulo Soto Veiga , Igarapava-SP – Eng.º Agrônomo
Enviado em 2/3/2009 às 1:03:36 PM
Interessante que até auqi o BBB tem mais audiência.
Filipe Fonseca , Niterói-RJ – Funcionário Público
Enviado em 2/3/2009 às 12:47:47 PM
Se não gosta, não assista. É televisão, e é uma empresa privada. O resto é puro ressentimento de quem gostaria de ser o ditador do mundo, de quem não tolera o que os outros fazem com sua liberdade. No fundo, o que parece motivar esse artigo é uma vontade incontrolável de mandar na vida dos outros. Não é à toa que o sujeito já foi membro de um pretenso comitê de planificação do conteúdo que os outros assistem na televisão. Ademais, se “triste [é o] povo que precisa de heróis”, que dizer do articulista, que precisa de uma penca de imagens midiáticas levemente inspiradas em pessoas reais, como Madre Teresa, um burocrata da ONU ou um sobrevivente do Gulag?
Luiz Antonio de Sousa da Silveira , Rio de Janeiro-RJ – Engenheiro
Enviado em 2/3/2009 às 11:36:50 AM
Nada justifica a regulamentação e a volta da censura. Muita calma nessa hora.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 2/3/2009 às 10:56:49 AM
TV Câmara, Senado, SESC , Rede Vida, Canal Futura , Brasil, Cultura, NBR, TV Legislativa, Século XXI, Paraná Educativa, Rede Minas, Justiça, Escola, Record News, Educativa SP. Essas são apenas algumas emissoras com programação alternativa ao BBB da Globo, sem falar nas outras três maiores comerciais abertas, que um morador de São Paulo, por exemplo, pode escolher pela antena convencional ou parabólica (hoje, tão comum quanto a convencional). Para quem tem TV por assinatura (milhares de gatos inclusive) e internet, o cardápio aumenta exponencialmente. Porém, juntos, os índices de audiência desses canais não dão nem traço no horário de um BBB da vida. As pessoas escolhem sim, por isso a Globo e o Sr. Bial acertam em fazer um programa do jeito que a maioria gosta. Eu não gosto, mas eles não fazem televisão pensando em mim. E não tem que fazer mesmo, porque eu tenho outras opções e as utilizo.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 2/3/2009 às 9:48:03 AM
O Sr. Luiz Reis deve ser um homem cultíssimo. Vê-se isso pela elegância de sua linguagem, pela perspicácia do seu comentário, pela agudez de seu raciocínio e pela robustez dos argumentos que usa pra destruir os meus. Sim, o Sr, Luiz Reis é o exemplo cabal do meu equívoco, pois deve derivar do fato de ele detestar o BBB o brilhantismo com que ele sintetiza em tão poucas linhas o mais profundo e definitivo comentário que se escreveu aqui sobre o tema.
Luiz Reis , Vitoria-ES – Bancário
Enviado em 2/3/2009 às 8:47:23 AM
Não sei como o sr. Angelo tem tempo de vir aqui escrever… SR ANGELO, CORRE PARA A TV QUE O SR ESTÁ PERDENDO O BBB PAY-PER-VIEW!!!!! Parabéns ao Washington, texto sem defeitos. O sr. Pedro Bial é o mesmo que se julga intelectual por ter escrito (?) a biografia do patrão, num arroubo de puxa-saquismo inacreditável… SR. ANGELO, JÁ FOI???? Vá adquirir um pouco da “cultura” do lixo.
Alexandre Pastre , Andradas-MG – Contabilista
Enviado em 1/3/2009 às 9:45:42 PM
O BBB é um produto e para atingir as massas pretende e consegue seduzi-las. Se não se propusesse ser heróico, certamente procurariamsubstituto de mesmo efeito em outro canal. Produto mais lucrativo da Globo, o debate de inutilidade chega a nove anos sem ameaçá-lo, sobretudo com o tal jornalista, bem mais esperto que parece: dias atrás ensaiou um bate boca sem propósito com um participante. Certamente, muitos pararam pra ver. Não seria este também um recurso aplicado às novelas que, sem dramatização, não conseguem segurar mais o público? No horário que passa, a maioria dificilmente vai querer saber quem é a nova raquítica que ajuda os pobres nas periferias e, sim, abstrair a realidade para uma nova manhã dura de ônibus e congestionamentos.
André  Costa , Porto Alegre-RS – Estudante
Enviado em 1/3/2009 às 8:17:26 PM
Para os que afirmam que o povo é quem determina a qualidade da televisão, cito uma música do Gilberto Gil: “O povo sabe o que quer/Mas o povo também quer o que não sabe”.
Reginaldo Figueiredo , Rio de Janeiro-RJ – Produtor Cultural
Enviado em 1/3/2009 às 12:26:49 PM
Esse é, com certeza, o programa mais imbecil da história da televisão mundial. Como escreveu Ivan Lessa no site da BBC: “Não sou fã de realidade. Ela me parece excessivamente pretensiosa e falta-lhe caráter para manter uma relação equilibrada com a maior parte das pessoas. Irrealidade é muito melhor. Com ela é mais fácil se entender, dá para se tirar uma folga dessa loucura que é passar dia após dia no mundo burro e agressivo dos homens.À televisão peço apenas: mandem-me o implausível, o inverossímil e o improvável que eu traço”. E para finalizar: “A mídia está sempre à espreita de uma estupidez que se permita faturar barato. Caixinha, obrigado!”
Marcelo Conti , São Paulo-SP – Bibliotecário
Enviado em 28/2/2009 às 10:58:32 PM
Mas, para a Globo, heróis são mesmo um monte de excrescências… Não entendo a indignação. A Globo é aquele lixo. Aquele “programa” é sua radiografia…
Jorge Granja de Oliveira , Rio de Janeiro-RJ – Aposentado
Enviado em 28/2/2009 às 9:24:37 PM
(continuação) Qual a opinião dele sobre a covardia, [ ] (3)? Como ele se sente sobre a forma sub-reptícia como a Globo vem tratando Chico Anysio (o maior artista vivo deste país), condenando-o ao ostracismo até o final do seu contrato em 2012(4). E aí Bial? [ ] ! As fontes estão enumeradas abaixo. (1) http://www.culturabrasil.org/doutorroberto.htm (2) (http://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%B5es_Globo) (3)http://www.fazendomedia.com/globo40/romero13.htm (4) http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art309015,0.htm
Jorge  Granja de Oliveira , Rio de Janeiro-RJ – Aposentado
Enviado em 28/2/2009 às 9:22:35 PM
O Big Brother é uma ‘comitiva’ urbana. O guia é o Boninho, o Bial é o berranteiro e os ‘brothers’ são os bois e as vacas (que me desculpem os ruminantes pela infeliz comparação). Quanto ao programa, não o assisto: as informações e notícias das quais (compulsoriamente) tomo conhecimento através de comentários; da mídia de forma generalizada e nos intervalos da programação, são suficientes para que eu o classifique como o substrato da mediocridade. Com relação ao apresentador, “que se diz tão independente, impoluto e transparente” (crédito para o internauta Jonas Albuquerque), vale colocar em xeque estes atributos – e por via de conseqüência, sua liberdade de expressão – com base em suas respostas para as seguintes perguntas: Como ele avalia o fato de o falecido patriarca das Organizações Globo fazer absoluta questão de ser tratado como ‘doutor’, sem jamais ter concluído qualquer curso de nível universitário (1)? O que ele achou da indicação daquele jornalista como imortal da ABL, sem que ele nunca tenha escrito um verso sequer. Quando muito, cunhou uma frase, própria dos déspotas, tiranos e ditadores e que até hoje é a base da estratégia da emissora. “Eu uso o poder, eu sou o poder”(2). (continua)
Sonia Magalhães , Dourados-MS – Professora
Enviado em 28/2/2009 às 3:08:17 PM
Muito bom texto. Quanto mais circular melhor. Temos que incentivar o uso do senso critico que anda bem adormecido. O piloto que “aquarrissou” no rio Hudson é também um herói pelo fato de ter tomado uma decisão que em momento crítico salvou mais que uma dezena de pessoas. O heroísmo aí está na coragem e rapidez com que tomou e executou sua decisão. Não vamos nos estender nos heróis dos esportes (Sena, por exemplo) porque vejo nisso apenas uma forma de homenagear alguém morto. O uso equivocado da palavra herói é sim, em grande medida, difundida de maneira distorcida pelo Bial no famigerado BBB. É isso.
kerly  laskoski , curitiba-PR – estudante
Enviado em 28/2/2009 às 1:10:05 AM
criticar o big brother está tão batido quanto a burrice de george bush, novelas e o funk carioca. me desculpe, mas este tema já está esgotado. ainda mais comparando os participantes do programa com personalidades reconhecidas internacionalmente como exemplos de vida. eu ficaria impressionada se vc colocasse todos estes personagens no mesmo plano. todos eles como seres humanos lutando por seus ideais diferentes entre si, sem superioridade de um tipo de ideal sobre o outro.
Otaciel de Oliveira Melo , Fortaleza-CE – Professor
Enviado em 27/2/2009 às 11:30:39 PM
Quando o piloto americano aterrisou(?) o Boing no Rio Hudson, ele foi aclamado como herói. Alguém me perguntou se eu concordava com esta adjetivação (piloto herói). Olha – disse eu para meu interlocutor – a palavra herói anda tão desgastada no mundo inteiro que qualquer jogador de basquete que faz um grande número de pontos numa partida é classificado como tal (Bush chamou um jogador de basquete de herói). O piloto foi de uma destreza genial. Sem dúvida, é um profissional arretado: teve alguns segundos para pensar no que ia fazer e executou a aguassagem com precisão. Provavelmente contou com um pouco de sorte, o que de maneira nenhuma ofusca a genialidade de sua avaliação e do seu gesto. Agora, chamá-lo de herói é colocá-lo ao lado de [ ] como aqueles que participam de programas como BBB e similares, e de jogadores de futebol, golfe e outras modalidades de esportes (golfe é esporte?) que ganham milhões de dólares por ano para fazerem coisas para as quais são treinados 24 horas por dia. Portanto, vamos enaltecê-lo de outra forma. Bem, me faltam palavras para classificá-lo devidamente. Mas, o mundo já está abarrotado de heróis medíocres. Portanto, escolha outra palavra para este piloto extraordinário, magnífico, formidável, que salvou a vida de mais de uma centena de pessoas com sua capacidade monumental de dominar um pássaro de alumínio no ar e nas águas geladas de um rio.
Mayse  Velloso , Porto Alegre-RS – Professora de Filosofia
Enviado em 27/2/2009 às 6:43:04 PM
Em nada fui desrespeitosa com a professora Nara. Expressei de forma clara o que penso sobre sua maneira de ver o Big Brother Brasil. Assim como ela vê nesse tipo de programa uma boa diversão, discordei dela, afinal é meu direito, não é? Agora, sr. Ângelo, convenhamos, o senhor monopoliza os comentários como sendo o grande Oráculo, o que é paladino das coisas democráticas, anti-preconceituosas etc e tal, não é? Pois fique sabendo que existem maneiras mais sábias de defender suas causas que, aliás, acho-as justas e corretas, mas não me venha com essa velada superioridade do tipo “eu sei e vocês não sabem”. Estamos todos no mesmo barco. Somos cidadãos e podemos comentar o que bem quisermos. Não fui indelicada com a dona Nara, viu sr. Ângelo, apenas achei de mau gosto sua defesa de formato assim que exala futilidade do primeiro ao último minuto de cada edição. Resumindo, o texto do Washington, a meu ver, não merece qualquer reparo. É cristalino. É bem dosado. É bem escrito e tem uma certa elegância no manejo das palavras. E também concordo com ele quando AFIRMA: “… Os heróis do Bial espelham o mundo da futilidade, o hedonismo, o império dos sentidos humanos, a interação quase total entre os espaços público e privado. Meus heróis espelham o mundo dos ideais, dos valores humanos, do desprendimento e do amor à espécie humana”.
WILSON JÚNIOR BARBOSA , CASCAVEL-PR – JORNALISTA
Enviado em 27/2/2009 às 5:07:26 PM
Washington Araújo, sábias linhas escritas. Creio que se formos aprofundarmos o conteúdo, entraremos em um jogo de idéias maravilhoso. O que realmente precisamos é enterrar os heróis, e exaltar sábios!!! Mas se me permite, estamos afundados em um meio massificado pelo imediatismo e falta de aprofundamento. Pelo jeito, nada mais vale apena ser apreciado da forma que merece. Então a massa de nossa sociedade se faz enaltecer os BBB s da vida. abraço.
Otávio Santos , Sobral-CE – Psicólogo
Enviado em 27/2/2009 às 4:33:59 PM
Não gosto de ser repetitivo em algo que já disse. Mas, obrigado Ângelo, que embora discutissemos em direções opostas, foi correto ao afirmar que afirmei o contrário do que falou o jornalista Carlos Ayres sobre minhas opiniões. Será mesmo que o senhor leu o que postei, ou fez leitura dinâmica? Se o fez, tem que melhorar. Sou a favor da regulamentação. Sei que é arriscado, e pode parecer autoritário limitar o que as pessoas veem na TV. Não nos livramos do risco mesmo: autoritário ou extremamente permissivo. Será que não poderemos encontrar um meio termo? Devemos encontrar pois os extremos é de consenso que não é bom para ninguém. E tem mais, não existe nenhuma política de educação em nenhum lugar que não imponha limites ou estabeleça restrições. Há e sempre terá tabus que não poderão ser ultrapassados a depender da época e da ideologia vigente. Pouco há o que se fazer se nos prendermos apenas aos discursos. Temos que ter uma ação política a partir da educação de nossos filhos, dos amigos, dos nossos empregados. Quanto maior o grau de educação, maior possibilidade para escolhas porque aumentam a multiplicidade de interesses. O programa limitaria o alcance a poucos, e não precisaríamos discutí-lo neste sítio.
sergio ribeiro , são paulo-SP – bancário
Enviado em 27/2/2009 às 4:22:42 PM
Sr. Ângelo, Vejo certo exagero seu ao afirmar preconceito e autoritarismo a quem critica aquele programa. Em nenhum momento o autor ou os comentarista se colocaram a favor de alguma censura ou imposição de conteúdo a quem quer que seja. Apenas está se colocando algo perfeitamente democrático: que certos programas, pelo gosto duvidoso que têm, nada acrescentam de útil ou positivo a quem os assiste. Isto é uma opinião e não uma tentativa de cerceamento. Protestar e boicotar faz parte também de qualquer democracia e qualquer cidadão pode se declarar contra ou a favor de um determinado conteúdo. Eu também me incomodo com esse falso heroísmo que leva pessoas a comerem baratas ou fazer sexo em público para receber algum ganho ou transformar alguém em “artista”. Não há nada de ilegal nisso, mas é uma tendência ver jovens se expondo bobamente ou emissoras transformando as atitudes mais banais em acontecimentos; esse é um caminho que realmente não me agrada e protesto contra isso. Eu muitas vezes evito comentar até para não dar o tão sonhado Ibope a esse tipo de coisa. Longe de mim proibir alguma coisa, mas que é possível divertir o público, seja ele quem for, com coisa mais útil e construtiva sem intelectualismo bocejante, é perfeitamente possível.
Ângelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 27/2/2009 às 3:00:46 PM
Errata: no meu penúltimo comentário, onde se lê ”de assistir o BBB”, leia-se “de assistir ao BBB”
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 27/2/2009 às 2:36:05 PM
Sra. Silvia Pereira, não ia contestá-la, pois, afinal, a senhora não tratou de nenhum dos meus argumentos e tem todo o direito de dizer-se representada pelo artigo. Porém, a senhora citou Monteiro Lobato, um dos meus prediletos. Sim, já li “Reinações de Narizinho”. A primeira vez, logo que aprendi a ler, por indicação da professora. Tinha uma edição até recentemente, mas achei que ela seria mais valiosa nas mãos de uma sobrinha de dez anos, e fiz-lhe presente do livro. Aliás, já li a obra inteira do autor, inclusive a destinada ao público adulto. Dessa seara, destaco “A Barca de Gleyre (só conheço a edição em dois volumes, esgotada), no qual o autor, por meio de quarenta anos de correspondência literária com Godofredo Rangel revela seu percurso intelectual, desde juventude, na Faculdade do Largo de São Francisco, até a velhice. Já leu , Sra. Silvia? Acho que sim. Se não, asseguro-lhe que é leitura fundamental para entender o autor. Ah, caso ainda não conheça, aproveite também para ler Godofredo Rangel. É muito bom.
Allan  Marques , São Paulo-SP – estudante de comunicação
Enviado em 27/2/2009 às 2:12:47 PM
Pessoal do OI, não estou conseguindo acessar o blog do autor, parece que o link não está funcionando! Aproveito para me congratular com o texto: embasado, responsável, contundente. Esse Pedro Bial desmerece o jornalismo sério deste país. Obrigado por oferecer a nós estudantes de comunicação tantos textos bons. Recebemos mais aulas aqui no OI do que esquentando os bancos da faculdade.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 27/2/2009 às 2:02:12 PM
O comentário deselegante da Sra. Mayse Velloso é uma amostra do preconceito e do autoritarismo de que venho tratando nos meus comentários. Como a Sra. Nara afirmou gostar de assistir o BBB e admirar Pedro Bial como jornalista, isto foi suficiente para a comentarista desqualificá-la como profissional do ensino de História. A Sra. Nara, por acaso, fez alguma referência tecnicamente incorreta em relação ao conteúdo de História Geral ou do Brasil que porventura lecione? Como é possível, então afirmar algo sobre a excelência ou sobre a mediocridade dos conhecimentos e das habilidades dela como professora e sobre proveito de suas aulas para os seus alunos? Para a Sra. Mayse é perfeitamente possível, pois ela não se dá conta de que despreza os fatos e faz uma análise apenas em cima de seus preconceitos..
Silvia  Pereira , Feira de Santana-BA – Advogada
Enviado em 27/2/2009 às 1:31:10 PM
Sinto-me bem representada nesse texto do Washington Arujo. Sua opinião é muito bem-vinda haja visto a pasmaceira transmitida em nossos canais de tv aberta. O sr. Ângelo deveria desligar a tv e pegar o livro do Lobato (Reinações de Narizinho) para ler, assim, quem sabe?, teria uma opinião mais assertiva sobre os dias atravessados em que vivemos. O colunista do OI deveria ter carregado mais nas tintas para criticar – pois conhece o assunto tv/cinema – o formato da Endemol ao encher as arcas com a venda do formato BBB.
Mayse Velloso , Porto Alegre-RS – Professora de Filosofia
Enviado em 27/2/2009 às 1:23:00 PM
Parafraseando Bertold Brecht: triste do país que tem a professora Nara dando aulas em escolas desse país! Ainda mais diz ser professora de História! Suas pérolas merecem alguns comentários. Vamos lá. Achar o Bial o supra sumo do jornalismo mostra a miopia dessa “professora”. Divertir-se a valer conferindo as aulas pouco ortodoxas dos participantes do BBB supera qualquer vocação altruísta no magistério. Considerá-los também heróis dá bem o grau de conhecimentos despejados pela professora catarinense de Tijucas sobre seus alunos. O pior é a “sapiência em pessoa” afirmar coisas do tipo “é difícil fazer tanta gente que não gosta de um programa, comentar tanto sobre ele com conhecimento íntimo de causa”. Será que essa luminar da História não foi informada que não se pode comentar o que não se conhece, o que não se viu, o que não se observou? Recomendo que dona Nara concorra a uma vaga na edição do inefável BBB10, que certamente virá em janeiro próximo. Uma Naiá a menos nas salas de aulas e uma Nara a mais destilando seus conhecimentos em horário nobre hehehe Não sou de postar comentários mas não resisti.
Nivaldo Cândido de Oliveira Jr , São Paulo-SP – engenheiro
Enviado em 27/2/2009 às 11:52:30 AM
Apenas para registro; já viram a quantidade de comentários a este artigo? agora são 37. Compararam com os demais desta edição? A emissora investe por que dá ibope ou é assistência preguiçosa e cativa? somos os “filhos” da ditabranda (citação da FSP)?
Angelo  Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 27/2/2009 às 11:38:51 AM
Desagrada ao Sr. Washington o programa BBB em geral e a leviandade do apresentador em particular, ao tratar de heróis os participantes. Muita gente poderia dizer a mesma coisa do futebol aos domingos e dos locutores. Isso é mera apreciação individual e livre de cada um. O problema é a falta de percepção do articulista de que sua apreciação pessoal só é relevante para ele mesmo e que seu gosto não é importante para a emissora, que não tem compromisso com ele, mas com a maioria dos espectadores. Ora, se a apresentação do BBB não fere a legislação em vigor e não agride os valores básicos da sociedade (casos que permitiriam a ação do MP) assistir ou não é uma questão de escolha sim, ja que somos livres para apertar o botão do controle remoto ou girar o botãoda parabólica ou, simplesmente, desligar a TV e ir ler um livro. Há um viés autoritário e preconceituoso ao se tratar as pessoas como um bando de zumbis, idiotas e pobres coitados, manipulados pela emissora, sem entendimento sequer para escolher um programa na TV e medíocres só porque assistem ao BBB, Na verdade, são minorias que querem tratar como incapazes as maiorias, para impor a elas seu gosto e visão de mundo.
ANTÔNIO AUGUSTO LIMA DE ALMEIDA . , São Luis-MA – odontólogo
Enviado em 27/2/2009 às 12:28:23 AM
. . o maior problema do big brother, nao é sua existencia, mas sim o fato de nos obrigar a assistir durante a programação normal da tv a flashs frequentes do que acontece lá dentro. Isso sim, é um nojo.
Nara  Rocha Vieira , TIJUCAS-SC – professora
Enviado em 27/2/2009 às 12:26:29 AM
Sou professora de História, assisto e leio muitos jornais, estou cercada de cultura por todos os lados, mas não quero me tornar a palmatória do mundo, nem me tornar intelectochata,e é por isso que adoro assistir ao BBB e me divertir. Quanto ao Bial, ele só prova sua versatilidade, acho ele maravilhoso no BBB e ainda assim confiaria a ele de olhos fechados a cobertura de qualquer guerra, sabendo que o faria com muita competência. Os participantes devem ser heróis mesmo, porque é difícil fazer tanta gente que não gosta de um programa, comentar tanto sobre ele com conhecimento íntimo de causa.
Paulo  Nei , São Paulo-SP – Marketing
Enviado em 27/2/2009 às 12:04:03 AM
Este artigo expressa tudo o que penso com relação ao programa citado e á emissora que o comporta. Sinto-me feliz por observar tantas opiniões adversas que engrandecem ainda mais a discussão sobre tema tão contundente. Não sei se a idéia original do Governo lá atrás quando houveram concessões para as atuais redes de TV, dentre elas a “Toda Poderosa”, era oferecer através de suas programações uma maneira de doutrinar e bestializar milhões e milhões de brasileiros. Mas se era essa a intenção, posso dizer apenas que acertaram em cheio. Nem Hitler foi tão capaz em sua obra.
eduardo salina , são paulo-SP – engenheiros
Enviado em 26/2/2009 às 11:01:18 PM
Triste do povo que precisa de mestres em cinema,professores universitários e escritores para dizer o que podeme o que não podem ver na TV.
Jonas Valente , Niterói-RJ – Advogado e Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 9:55:18 PM
[ ] esse Bial e pensar que o tinha como um jornalista sensato, um poeta e um intelctual dentro do deserto que é o Projac! Washington mandou bem. Aliás, com a sensibilidade de seus livros. Li e gostei muito de “O despertar dos anjos”. Valeu mestre.
Isa Souza , Belo Horizonte-MG – Estudante de Direito
Enviado em 26/2/2009 às 9:51:21 PM
Sinal dos tempos ter Pedro Bial como filosofo e terapeuta de plantão em emissora do porte da TV Globo. Sinal dos tempos. Texto brilhante esse. Parabéns. Também concordo com o Sr. Carlos Ayres, ele fez uma boa avaliação do seu texto e também dos comentários de alguns dos aqui inscritos. O seu texto EPITÁFIO foi tema de discussão em minha sala de aula.
Givani  Pereira , Minaçu-GO – Funcionário Público
Enviado em 26/2/2009 às 8:49:34 PM
Realmente não existe nenhum heroismo em pouco mais de uma dezena de pessoas aglomeradas em um ambiente. Totla falta de cultura do Pedro Bial
jose  martin , Curitiba-PR – Administrador
Enviado em 26/2/2009 às 8:23:31 PM
Texto excelente!! Realmente o ” jornalista ” responsável pelo programinha erra ao chamar aquele pessoal ignorante de heróis . É uma pena que o povo em geral ainda se engane assistindo algo tão ruim e sem qualidade que não agrega nada à nossa cultura , é uma verdadeira ofensa à nossa inteligência.
Renato Cavalcanti , Fpolis-SC – Artista
Enviado em 26/2/2009 às 7:07:12 PM
Crítica no ponto. Gostei. Talvez o sucesso de público do BBB seja por falta de opções. Temos o telejornais que trazem a violência a cada momento. As novelas são aqueles festivais de instintos básicos (falsidade, medo, truculência, preconceito, inveja, ciúme, mentira). Os programas de auditório são de uma baixaria inominável alternando-se com programas assistencialistas com o fim exclusivo de focar aquela lágrima do pobre diabo que acabou de ganhar uma cama, um quarto mobiliado, uma cadeira de rodas, uma casa pintada. Sobre o quê? Mas o texto me fez refletir um monte de coisas. Valeu.
Alexandre Motta , Belo Horizonte-MG – **
Enviado em 26/2/2009 às 6:51:16 PM
É o programa que todo mundo adora odiar. Todo mundo odeia, mas todo mundo assiste. caso contrário não estaria passando na televisão. Muito menos na Globo que só passa programa que dá alto índice de audiência. PS. Já recebi, no ano passado, um email em pps muito parecido com este.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 26/2/2009 às 6:08:23 PM
Errata: em meu último comentário, onde se lê “de que o Senhor aventa”, leia-se “que o Senhor aventa”.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 26/2/2009 às 5:53:58 PM
Sr. Carlos, não posso falar pelo Sr. Otávio, mas não li nos comentários dele nada que levasse à conclusão de que ele apoiaria a suposta cobertura televisiva de que o senhor aventa. Com relação aos meus comentários, estou tratando do BBB, e compará-lo com uma cena de horror e violência explícita em tempo real é uma forma tosca de argumentar. Sugiro que releia com atenção os meus comentários, especialmente a parte final de um deles que diz que “exceto em relação às vedações legais e aos valores e princípios gerais de nossa convivência social, vejo a semente do autoritarismo nessa campanha para enquadrar a TV aberta e impedir a maioria de fazer suas escolhas de entretenimento.” O senhor pode ter as opiniões que quiser sobre o tema, mas não está livre para extrair inferências dos comentários alheios em franca contradição com o que neles vai escrito. Pense nisso
mENJOL aLMEIDA , sÃO pAULO-SP – aNALISTA DE cOBRANÇA
Enviado em 26/2/2009 às 4:54:51 PM
Parabéns pelo texto. Quero lembrar Rachel Corrie, uma heroína contemporânea e quase anônima, morta pelo que há de pior da estupidez humana. O interesse cretino pelos heróis do sr. Bial não deixa que o mundo, nossos filhos entre eles, saiba quem foi Rachel Corrie, e inumeráveis outros heróis que guardamos em nossos corações.
Carlos Ayres , Brasília-DF – Jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 4:37:33 PM
Como vejo pelos demais comentaristas, esse texto leva a uma reflexão: o que podemos esperar da TV aberta? Existirão limites entre o público e o privado mediado pela TV? Todo tipo de “entretenimento” é saudável? Vejo no título que foi sequestrada pela Globo o epíteto de HERÓI. Isto porque, Isabela, é como disse Brecht, “triste do povo que precisa de heróis”. Entendi que essa epígrafe tem tudo a ver por mostrar que na falta de “heróis de verdade” nosso povo (brasileiro) necessita criar seus próprios heróis e assim temos que nos confrontar com os heróis xifrins saudados em rede nacional pelo Bial, que temrina sendo uma espécie de Oráculo daquela estranha turma. Se televisionar as operações do Bope nos morros cariocas na forma de um ´reality show´ (este, sendo de verdade e ao vivo) viesse a render algo como os 84% de conceito positivo do Luiz Inácio, ainda assim, senhores Otávio e Ângelo, seria pertinente, oportuno, adequado e/ou sábio, fazer a transmissão direta da ação policial, os tiros disparados, as pessoas atingidas, estribuchando, outras pessoas deitadas no chão de suas casas, alguns policiais e transeuntes também feridos… o grotesco da cena justificaria sua conversão em programa em horário nobre da maior rede de televisão da América Latina? Pensem nisso.
Otávio Santos , Sobral-CE – Psicólogo
Enviado em 26/2/2009 às 4:07:10 PM
Errata! “Não se pode deixar à esmo essa mídia como se ela representasse o interesse da maioria, como o senhor diz.”
Cristian Korny , São José dos Campos-SP – Músico
Enviado em 26/2/2009 às 3:40:01 PM
o que eu queria entender é por que reiterar preconceito dá mais audiência que o critério acadêmico e os dois vendem muito mais que a equidade, devem ser pelos anos e anos educando o telespectador numa única direção, assim o que fica melhor na tevê? a sentença de um poeta de fim-de-semana ou o simbolismo de um critério institucional de heroísmo? a vida ficou vazia e a televisão tomou o lugar dela.
Otávio Santos , Sobral-CE – Psicologo
Enviado em 26/2/2009 às 3:38:43 PM
Senhor Ângelo. Quando o senhor prega a total ausência de regulamentação opta pelo anarquismo. Acreditas em auto-regulamentação? O sistema financeiro dos Estados Unidos também, e veja no que deu. E estamos vendo reprise. O senhor não falou abertamente sobre a inferioridade do povão. Mas que povão é este da Europa? Eles certamente são superiores ao nosso povão, não? Por que? Pelo meno o povão de lá tem opção entre ver bons programas ou não. Escolha meu caro, é a chave. O povão tem que ter poder optar. Quem teria o dever de oferecer essa opção ao povão? O critério da maioria é um critério razoável? Quer dizer que se todo mundo começar a dar crédito aquele padre que nega o holocausto o critério seria válido? Se pode usar critério da maioria para criminosos por exemplo? E dentro da família, na educação dos filhos isso funciona? Quem tem o poder de educar que eduque. Veja o que estamos nos transformando nestas últimas décadas, onde temos desconfiança e medo de cada um que nos cruza as ruas, fechados em nossos carros, emparedados em casa. Não se pode deixar à esmo essa mídia como se ela não representasse o interesse da maioria, como o senhor diz. Se é interesse da maioria também me interessa mesmo que eu não assista. O que a maioria do povo a que pertenço tem assistido. Deveria lhe interessar, assim como o senhor deveria se interressar pelos que seus filhos veem no computador.
Isabela Neves , rio de janeiro-RJ – jornalista
Enviado em 26/2/2009 às 2:53:00 PM
Ao ler a frase de Bertold Brecht, usada para abrir o texto, pensei que fosse criticar não só os “heróis” do Bial, mas todos que se fazem necessários na sociedade. Não entendi o porquê da citação.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 26/2/2009 às 1:20:10 PM
Senhor Otávio, quem afirma que o povo deseja ver esse tipo de idiotice (idiotice para mim, para o articulista e certamente para o senhor também, não para quem assiste) não sou eu, mas os índices de audiência. Não faz sentido afirmar que, “por conseqüência, eu devo acreditar também que há pessoas inferiores”, pois, no meu comentário, fica claro que eu não vejo nada de mais em assistir ao BBB. Quem introduz essa relação de superioridade e inferioridade em função do tipo de entretenimento televisivo é o seu comentário. Eu não considerei o fato de dar audiência ao BBB um sinal de indistinto de inferioridade em nada. Ao contrário, foi justamente desse preconceito que eu tratei no meu comentário. O senhor indaga quem é o povão. Simples: o povão é a maioria dos telespectadores, aqueles que sustentam a TV aberta. E essa audiência, pelo menos em relação a um programa do tipo BBB, que é sucesso inclusive nos países ricos da Europa, não tem relação direta com o fato de o programa ser destinado a “ pessoas mais simples: aquelas de menor poder aquisitivo, advindo das mais baixas classes sociais, com baixa qualidade de educação”. Isso é apenas preconceito. Exceto em relação às vedações legais e aos valores e princípios gerais de nossa convivência social, vejo a semente do autoritarismo nessa campanha para enquadrar a TV aberta e impedir a maioria de fazer suas escolhas de entretenimento.
Sidneia Rabelo , Brasília-DF – servidor público
Enviado em 26/2/2009 às 11:30:03 AM
Parabéns! Maravilhoso texto.
Otávio  Santos , Sobral-CE – Psicólogo
Enviado em 26/2/2009 às 11:29:34 AM
O senhor Ângelo por certo acredita que o povo deseja ver esse tipo de idiotice. Por consequência, deve acreditar também que há pessoas inferiores. Quem é o povão? Pessoas de segunda classe? Nasceram com mal gosto, então, sem critérios ou sofisticação estética? Trabalhei com arte durante 10 anos quando participava de um grupo coral de um ótimo nível de execução. Cantávamos músicas de grande sofisticação estética, complexidade de arranjos e de execução. E lembro que as melhores apresentações e respostas de público que tivemos foi quando nos apresentávamos para as pessoas mais simples: aquelas de menor poder aquisitivo, advindo das mais baixas classes sociais, com baixa qulidade de educação. Pessoas que sequer tinham ouvido um coral na vida. Conheci escola do interior do Rio Grande do Norte em que a música clássica era ouvida pelos corredores e valorizadas pelos alunos. A administração da escola era de um estrangeiro. Esse papo de que a população deseja o lixo é inferiorização e acomodação e limitada visão social e política.
kelly aquino , bh-MG – estudante de jornalismo
Enviado em 26/2/2009 às 11:22:16 AM
Considero este texto brilhante. O modo como é destacado o paralelo e a comparação com temas atuais, no caso o BBB com pessoas ou acontecimentos antigos. Realmente é a melhor matéria que já li sobre futilidade, porque é gritante.
Rafael  Alencar , Aparecida de Goiânia-GO – Graduando em jornalismo
Enviado em 26/2/2009 às 10:50:20 AM
Parabéns! É maravilhoso ler um texto com ótimos pareceres e muito bem escrito! Esse vai para a minha coleção.
Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público
Enviado em 26/2/2009 às 10:43:37 AM
Quando é que esse preconceito estúpido contra a diversão do povão vai parar. Também não tenho interesse no BBB e em outras bobagens produzidas pela TV aberta no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa (aliás, o formado original do BB é holandês), mas a Globo não faz televisão para mim ou para o articulista, faz para o povão. Sabe por que, senhor Washington Araújo, a Globo não faz televisão par nós? Porque nós não pagamos os custos de produção. Eles são pagos com a audiência dos milhares de telespectadores que a emissora teme a Globo tem de prestar contas a eles não a nós. Só as TV públicas, que vivem de dinheiro do orçamento, podem desprezar o interesse da maioria. Aliás, a Globo também faz a programação do Futura, um canal educativo. Alguém assiste? Quase ninguém. Isso é assim aqui e em qualquer lugar do planeta. Chega de preconceito contra a TV aberta. Desliguem a TV e vão ler um livro se não estiverem interessados, mas deixem a televisão falar para os que a sustentam
dante caleffi , rio de janeiro-RJ – publicitário
Enviado em 26/2/2009 às 10:36:18 AM
Antes de mais nada, a família de George Orwell,seus herdeiros,agentes,detentores de direitos autorais, deveriam manifestar-se, contra a deturpação da obra literária. A Itália ,igualmente ,mantém esse esgoto televisivo:”Il Grande Fratello”,em nona edição,também.Aqui,sem a tradução,mostra o servilismo cultural, imposto pelos meios de comunicação.
JONAS ALBUQUERQUE , Recife-PE – Médico
Enviado em 25/2/2009 às 6:57:17 PM
Porque não passar esse texto pra o Bial – que se diz tão independente, impoluto e transprarente – para que o leia antes de um próximo paredão? Será que ele leria? Uma pena que nossas crianças e jovens passem (sim a troço pega e é contagioso) a confundir heróis de verdade como os por você citados com esses arremedos de pessoas a exporem suas carnes como se estivessem em um açougue funcionandos 24 horas ao dia. Concordo com o zelador aqui em embaixo: trata-se de um texto fabuloso. Fica ao nível de seu texto em que desnuda a novela Caminho das ïndias. Já espero a próximo semana para ler seu texto. Que tal falar sobre a ditabranda segundo a ótica míope da Folha de S.Paulo?
Robson  Terra , Juiz de Fora-MG – Professor universitário
Enviado em 25/2/2009 às 11:10:15 AM
Parabéns pelo texto. O Bial faz o escárnio dos confinados na jaula ou prisão de luxo. É o algoz, carrasco ou o churrasqueiro que salpica e assa os aspirantes ao sucesso. Quando os chama de heróis está destilando veneno e ironia. É próprio do apresentador. Ele é o herói. Ri, por dentro, de todos e dele mesmo. Perde o amigo, as não perde a paida. Vitorioso no comando da massa. Herói é a sua metáfora ou exercício de autoflagelação pela performance inspirada em Chacrinha, que irreverente era sádico e ridicularizava a todos sob a proteção da telinha. Faz parte do circo do ridículo. O humor pretende castigar homens e costumes. E tem centenas de súditos no estúdio e milhões de fiéis esparramados pelo mundo. É o poder divinal!
Alexandre Carlos Aguiar , Florianópolis-SC – Biólogo
Enviado em 25/2/2009 às 10:26:57 AM
Não há como ficar indiferente a isso (sim, o BBB é um ISSO!). Em todos os lugares ficamos sabendo como se passam as coisas neste programa, mesmo não o acompanhado. Parece uma dengue televisiva, ninguém está livre. Vou acrescentar algo à frase de Brecht: “Triste do povo que precisa de um BBB para acalentar suas mazelas existenciais”.
denis  carvalho , teresina-PI – psicologo
Enviado em 25/2/2009 às 7:30:04 AM
maravilhoso texto! parabéns ao autor
Alcion Domingues , Porto Alegre-RS – Zelador
Enviado em 24/2/2009 às 8:43:41 PM
Fabuloso!!!
Martha  Assumpção , Rio de Janeiro-RJ – Jornalista
Enviado em 24/2/2009 às 8:37:03 PM
Texto nota 10. Irrepreensivel. Pena que sejamos minoria!
Marco Antonio , Sao Leopoldo-RS – Professor Universitário
Enviado em 24/2/2009 às 8:34:13 PM
Isso mostra o subnivel de nossa televisão aberta… seus heróis são os meus!
Andrea Gomes Pedreira , Aguas Claras-DF – Economista
Enviado em 23/2/2009 às 7:01:06 PM
finalmente alguém coloca por escrito meu repúdio ao circo do Bial e seus aprendizes na arte da vulgarização da vida. Gostei e muito. Vou passar mais vezes no site viu Dines!
Jussara Pereira , Rio de Janeiro-RJ – Médica
Enviado em 23/2/2009 às 6:14:33 PM
SHOW. Que comparação hein: Francine de Calcutá, Flavio Mandela, André ou Max Soljenitsin. Hilário e sério, o texto diz a que veio. Parabéns ao autor. Já estou direcionando aos meus amigos por email.
Daniel Fernandes , Curitiba-PR – Analista de Sistemas
Enviado em 23/2/2009 às 5:20:21 PM
Muito bem pensado e escrito! Eu estou boicotando todos os produtos das empresas que patrocinam o BBBesteira.
Suzana brito , Vitória-ES – jornalista
Enviado em 23/2/2009 às 5:07:08 PM
Concordo em todos os graus, números e gêneros.


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