protogenescpiFinalmente, a Comissão Parlamentar de Inquérito instituída pela Câmara Federal com o objetivo jurídico de investigar interceptações telefônicas clandestinas ouviu, no último dia 8 de abril, o delegado Protógenes Queiroz. Durante o depoimento, os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ) e Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), presidente da CPI, por pouco não chegaram às vias de fato; bateram boca depois que a comissão exibiu em um telão um resumo das contradições apresentadas pelo deputado-delegado com o título “Onde está a verdade?” Uma peça, viu-se depois, claramente direcionada a desacreditar o personagem central, que seria ouvido por longas horas na CPI presidida pelo deputado Marcelo Itagiba.

É impressionante a capacidade que as instituições têm de apequenar sua importância – no caso, uma importância constitucional, que é a existência das CPIs como instrumento legítimo para que o povo, através de seus representantes eleitos, investigue o que sinta necessitar de claridade. Mas não podemos descartar que em uma sessão da CPI muitas vezes o que menos importa é o seu objeto e o seu trabalho para alcançar seus objetivos. Existe uma luta – ridícula – pelos holofotes e as cenas que em algumas horas serão transmitidas nos telejornais em horário nobre. Existe interesse em oferecer aspas (frases de efeito ou não) para os jornais que circularão no dia seguinte e que sairão nas revistas semanais do fim de semana.

Existem, ainda, outros interesses. Econômicos, por exemplo. Ainda mais nesse caso, em que o investigado não é exatamente o delegado Protógenes Queiroz, e sim, o banqueiro Daniel Dantas. O primeiro é simples assalariado, funcionário de carreira de uma instituição policial. O segundo freqüenta listas e listas que o reputam como um dos homens mais ricos do Brasil, como dono de um poder de influência junto aos poderes da República jamais visto no país desde meados de novembro de 1889.

Fatos dão robusteza ao trabalho

A cobertura da participação do delegado Protógenes na CPI foi, no mínimo, parcial. E parcial contra o delegado. As manchetes dos grandes jornais já apontavam para a linha a ser seguida nos textos que transbordariam da internet para as edições impressas: como desacreditar o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz e como desvelar motivações ocultas em sua conduta atual, após haver sido indiciado em processos da própria PF.

Folha de S.Paulo estampou primeiramente em sua versão virtual, e logo na edição impressa de quinta-feira (9/4), matérias com os títulos: “Na CPI dos Grampos, delegado se cala sobre suas contradições” e “Protógenes visa carreira política, diz corregedoria”. Já O Globo deu manchete assinada pela PF: “Relatório da PF diz que Protógenes agiu pensando em carreira política”. O que a imprensa tem deixado à exposição do sol e da chuva é o fato mais comezinho que a essa altura já não parece ser tão claro assim: o investigado na Operação Satiagraha atende pelo nome Daniel Dantas, e não pelo nome Protógenes Queiroz.

E por mais que esse ou aquele procedimento mereça reparos e mesmo nulidade, o fato é que o relatório oficial da operação e aquele mais recente, a sentença do juiz Fausto di Sanctis, e outras peças jurídicas dão robusteza ao trabalho de Protógenes. É só acessar os documentos em sites da Polícia Federal, da Justiça Federal, do Ministério Público Federal e até aqueles mantidos por alguns expoentes do colunismo político, como o é o muito acessado blog do jornalista Josias de Souza.

A César o que é de César

Voltando ao tema central do texto. Assisti à segunda metade do depoimento e algo me chamou a atenção. A serenidade do depoente. Uma serenidade com força de convicção tão grande que era bem possível que logo se materializaria no ar. Alguns deputados carregavam na voz seu desagrado com o chefe da Satiagraha, chegando mesmo às raias da provocação. Poucos inquiridores demonstraram alguma simpatia com seu trabalho e esses tinham o dom de conseguir respostas mais elaboradas do depoente.

É fato que o delegado Protógenes esteve imperturbável. Nem de longe poderia lembrar outros célebres depoentes em CPIs: não tinha a sonolência mais que protocolar demonstrada em soporíferas sessões por Delúbio Soares e muito menos o passionalismo de Roberto Jefferson quando confidenciava a uma platéia quase em transe que a presença do então ministro José Dirceu provocava-lhe os instintos mais primitivos. Existia uma certa autoridade moral no seu depoimento que, embora muito divulgado, não foi tão monossilábico assim.

Até teses o delegado-depoente conseguiu desenvolver. Exemplo? Aquela que nos informa que vivemos no Brasil um clima de instabilidade jurídica. Deu vários exemplos acerca da própria Operação Satiagraha. Demonstrou à larga as muitas guinadas que vêm caracterizando essa operação. Não deixei de recordar a outra tese defendida pelo ministro do STF, Gilmar Mendes, logo nos estertores dos dois mandados de soltura concedidos ao banqueiro Daniel Dantas, de que se instalara no Brasil uma espécie de “Estado policial”. Não deixa de ser irônico constatar duas teses tão antípodas quanto essas. Um membro da Suprema Corte de Justiça do Brasil fala sobre Estado policial e um membro graúdo da Polícia Federal fala de instabilidade judiciária. A César o que é de César. Os dois defenderam seus pontos de vista cobertos de legitimidade, pois cada um enfocou o tema por seu prisma, muitas vezes, muito peculiar. Restou aos cidadãos o direito de emitir seu veredicto: quem está com a razão?

Valores envolvidos são astronômicos

Também não era de ficar modulando a voz e nem mostrando maior familiaridade com o ambiente da CPI à medida que transcorria a sessão de mais que quatro horas. Até ao se referir diversas vezes ao banqueiro Daniel Dantas como o “banqueiro condenado”, ainda nessas ocasiões seu semblante não lhe traía qualquer emoção. A imprensa passou ao largo de todas essas considerações. O interesse podia ser qualquer um, menos jornalístico. Por que a tese do Estado de instabilidade jurídica não foi assunto a ser abrigado em editoriais, caderno de debates, colunas de opinião? Nem nota mereceu em coluna de notas, bem ao estilo picadinho.

Por que o depoente-delegado vira e mexe fazia questão de verbalizar qual era o objeto daquela CPI? Não seria o caso de a cobertura da sessão chamar a atenção para o fato? Afinal, por acaso, seria comum tal atitude por parte de um depoente – ficar lembrando e relembrando a missão e o foco daquela instância legislativa de investigação independente? E o powerpoint do deputado Marcelo Itagiba não estaria a merecer considerações adicionais? Tal procedimento não cria de antemão um certo clima beligerante, desejo muito à flor da pele de chamar logo o convidado para a briga?

Ora, se a mais amada dentre todas as coisas é a justiça, já nos ensinavam pensadores do século 19, não seria o caso de se criar um ambiente propício à busca da justiça? E, até mesmo buscar uma resposta ao tema-título do cândido audiovisual – “Onde está a verdade?” –, neste caso não colocando sob suspeição apenas as ações e palavras do delegado Protógenes Queiroz, mas também as ações e palavras de Suas Excelências da Câmara dos Deputados diretamente envolvidos com o objeto da CPI.

A impressão que fica é que ainda estamos muito distantes da cobertura ideal a operação de tal envergadura. Entendo ser esta a mais importante CPI criada no Brasil desde que esse instituto passou a existir à égide do Poder Legislativo. Os valores envolvidos são astronômicos. Suas repercussões na vida financeira nacional também. Os personagens envolvidos são pesos-pesados, vão da cena política ao habitat jurídico e regressam, sempre com maior intensidade, ao ambiente financeiro. De qualquer forma, é basilar, e oportuno, o conceito escandido pelo delegado em seu depoimento à CPI: “Quem produz prova para bandido, bandido é.”

(Texto publicado com um dia de antecedência no site http://www.observatoriodaimprensa.com.br)

COMENTÁRIOS

Regina Sílvia Martinez , São Paulo-SP – Professora de Direito

Enviado em 18/4/2009 às 9:34:41 PM

 Dei boas risadas lembrando as imagens referidas por você nesse texto: “não tinha a sonolência mais que protocolar demonstrada em soporíferas sessões por Delúbio Soares e muito menos o passionalismo de Roberto Jefferson quando confidenciava a uma platéia quase em transe que a presença do então ministro José Dirceu provocava-lhe os instintos mais primitivos.” Faltou a empáfia do Duda Mendonça depondo e a dignidade ferida demonstrada pelo Gushiken em um dos pontos altos da CPI do Mensalão, aliás o único petista graúdo que demonstrou ser honesto em todo aquele embroglio!

 

Sonia Sanguinetti , Campo Grande-MS – Filosofia

Enviado em 18/4/2009 às 9:30:11 PM

 Após ler esse texto acho que quem é O Cara mesmo é o Protógenes! E só ter a Veja e a Folha SP contra o delegado já é um atestado de sua integridade moral. A propósito, o que o senhor teria a dizer sobre o excesso de opiniões encomendas que recheiam cada edição da revista Veja????

 

Renato  junior , POA/Caxias do Sul-RS – Professor de Comunicação – Unisinos

Enviado em 18/4/2009 às 9:26:08 PM

 Atitudes como a do Delegado da PF na CPI valem mais que mil editoriais de jornalecos como a Folha, cada vez mais alinhada com a “Zelite” tão combatidas pelo O Cara. Você foi perspeicaz ao destacar detalhes da presença do delegado o que me lembrou textos de Fama e Anonimato, aquele clássico do Gay Talese, papa do New Journalism. Parabéns.

 

Solange Amorim , Piracicaba-SP – jornaista

Enviado em 18/4/2009 às 9:22:23 PM

 Você está certo quando destaca que a grande mídia é favorável amplamente ao Daniel Dantas e mostra no mínimo antipatia ao delegado. Ora, ora, desde quando a imprensa deixou de tomar partido de um banqueiro ainda mais se este estiver contendendo com um reles delegado de polícia?

 

Cassio Tavares , Santa Maria-RS – Professor universitário – Curso Jornalismo

Enviado em 18/4/2009 às 2:01:30 PM

 Bom fecho de sua reflexão professor: “A impressão que fica é que ainda estamos muito distantes da cobertura ideal a operação de tal envergadura. Entendo ser esta a mais importante CPI criada no Brasil desde que esse instituto passou a existir à égide do Poder Legislativo. Os valores envolvidos são astronômicos. Suas repercussões na vida financeira nacional também. Os personagens envolvidos são pesos-pesados, vão da cena política ao habitat jurídico e regressam, sempre com maior intensidade, ao ambiente financeiro.” ******** Ao Ângelo: Pois bem, o senhor que é tão ligadinho a miudezas escreve seu nome erradamente, coloca um “b”depois do “v” no sobrenome Azevedo… Ante um texto tão oportuno porque o senhor se prende a coisas tão sem importâncias para dizer o óbvio? Não perderei tempo com pensamento tão beligerante. Tenho mais que fazer. Fique atento a acentuação e acordos ortográficos: essa é a sua praia.

 

Rogério Ferraz Alencar , Fortaleza-CE – ATRFB

Enviado em 18/4/2009 às 12:37:40 PM

 Isso acontece desde o início do caso: a imprensa blindou Daniel Dantas, o investigado e, agora, condenado, e abriu fogo contra Protógenes Queiroz, o investigador. Depois do depoimento (como testemunha!) de Daniel Dantas, a imprensa não deixou por menos: Daniel Dantas acusa Protógenes disso e daquilo…Quem acusa, agora, é o condenado. O delegado não acusou: se calou ante suas contradições…

 

Ângelo Azevbedo Queiroz , Brasília-DF – Funcionário Público

Enviado em 17/4/2009 às 8:47:45 PM

 Cássio Tavares, o senhor critica minhas opiniões por considerá-las “pensamentos inacabados ou permeados de imprecisões”. Desconfio que essa consideração deve-se ao fato de o senhor não ser um leitor atento. Se fosse, não diria que sou aposentado, que invoquei o direito de me expressar livremente ou o direito constitucional de opinar (como poderia, se o mediador publicou tudo que escrevi !). Se fosse atento, teria percebido que o Queiroz de Protógenes é exatamente igual ao meu, com z no final e sem acento, como manda a regra ortográfica. Saberia, por fim, que argumentar que Daniel e o delegado “são duas pessoas muitíssimo diferentes” não esclarece a questão, porque não se trata de julgá-los como pessoas, em razão das respectivas personalidades e subjetividades. O que eu coloquei no mesmo “balaio” foi um dado objetivo: a conduta dos dois diante do código penal. Se ficar provado que o delegado cometeu crimes na investigação, sua conduta é tão reprovável quanto a dos criminosos que ele quer prender. Fundamentei essa afirmação com art. 5º da Constituição Federal. O Senhor pode não gostar do que penso, mas, para dizer que é um pensamento inacabado, precisa fundamentar, não è? Acho que deveria seguir seu próprio conselho e “ser mais cuidadoso e responsável”.

 

Clovis Antonio Zoghbo, Rio-RJ – Sociólogo e professor da UFRJ

Enviado em 17/4/2009 às 6:32:26 PM

 Quanto tempo! Fiquei bem feliz em encontrar esse site e poder ler seus textos recentes. Tinha que ter o seu brilho professor Washington! Vou espalhar pra turma. Um abraço. CAZ

 

Cássio Tavares , Santa Maria-RS – Professor universitário – Curso Jornalismo

Enviado em 17/4/2009 às 12:54:28 PM

 A imprensa decide sempre o que lhe concede maior margem de lucros, vendas, audiência e para isso a mercadoria a ser empurrada aos leitores e telespectadores é aquela que venha mais suculenta: escândalos, roubalheira, desonra de personalidades ou autoridades quem nem julgadas pelo Judiciário foram. Seu texto detecta essa deformação das coberturas no Congresso. E o faz muito bem pois não ideologiza o debate. Que a mídia, a grande mídia melhor dizendo, prefere atirar ovos em Protógenes Queirós está mais que evidente. Como também fica bem clara a intenção da mesma mídia de retirar Daniel Dantas do “noticiário negativo”. Há que se investigar porque isso acontece, o que empresários do setor midiático recebem em troca pois já dizia uma raposa política do Brasil profundo: “Não existe almoço grátis”. Lamentáveis as opiniões do Sr. Angelo Azevedo Queiroz pois ele mesmo não passa de um escrevente de opiniões pífias sempre invocando a seu bel-prazer o “seu direito de se expressar livremente”, “o direito constitucional de opinar”, mas esquece o aposentado que antes de expressar uma opinião deveria ser mais cuidadoso e responsável pois esse sítio não é qualquer lugar para ficar expondo pensamentos inacabados ou permeados de imprecisões para com os fatos. Refiro-me a esse senhor colocar no mesmo balaio Daniel Dantas e Protógenes Queiróz. São duas pessoas muitíssimo diferentes…

 

Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público

Enviado em 17/4/2009 às 11:29:41 AM

 Sr. Gersier Lima , seu comentário ‘”só mesmo quem mora na ilha da fantasia para escrever tamanha [ ] “ relaciona as minhas opiniões ao lugar onde moro, repetindo um preconceito grosseiro e estúpido contra Brasília e seu moradores e revelando sua falta de argumentos. Os brasilienses são, como os demais brasileiros, gente que trabalha e paga seus impostos, não vivemos em ilha nenhuma. Questionar a qualidade da representação política do Congresso Nacional ou do Palácio do Planalto é normal e democrático, mas relacionar a cidade e seus moradores a tais problemas é de uma ignorância abissal , pois quem envia os políticos para cá e dá suporte à conduta deles são os eleitores da unidades da federação. Os brasilienses são responsáveis pelo que se faz aqui na exata proporção em que o são os cidadãos das demais cidades brasileiras, a sua inclusive.

 

Marcos Barros , Salvador-BA – Advogado

Enviado em 17/4/2009 às 8:46:33 AM

 Pois é….o Washington Araújo escreveu: – ser impressionante a capacidade que as instituições têm de apequenar sua importância; – A Folha de SP e outros órgãos de disinformação procuraram logo criar suas versões para “explicar” o ocorrido na CPI; – O Delegado Protógenes apresentou a calma dos que dizem a verdade Nada de novo sob o sol. O artigo, bom e absolutamente claro, apenas ratifica o conflito entre fatos e versões e o papelão dos meios de comunicação e de grande parcela da sociedade, que aceitam as versões e continuam a desconhecer os evidentes fatos.

 

Gersier Lima , Montes Claros-MG – Radialista

Enviado em 17/4/2009 às 8:21:18 AM

 “Triste de quem precisa de um delegado de polícia federal metido a justiceiro e megalomaníaco para chamar de herói. Não bastassem os esquadrões da morte e as milícias para os pobres , agora temos uma polícia federal para fazer justiça ao arrepio da lei para a classe média.”Só mesmo quem mora na ilha da fantasia para escrever tamanha [ ].Deve ser funcionário de uma outra ilha da fantasia,o congresso nacional.Deve ser assinante da veja,leitor do estadão e adora a globo. Com certeza tem como ídolos o alexandre garcia,bonner,mainard,jungmann,virgílio,torres e congêneres.Antes justiça ao arrepio da lei,principalmente se ela for a do gilmente dantes mente,do que nenhuma.Trambiqueira de luxo que engana os trouxas,banqueiro corruptor mor que alimenta certas mordomias de políticos sem escrúpulos,tem mais é que serem presos mesmo.Fosse na China,que seu PIG tanto adora,uma certa kombi faria uma visitinha a eles,na cadeia.

 

Rodrigo Gomes da Paixão , Goiânia-GO – estudante de jornalismo

Enviado em 16/4/2009 às 10:12:36 PM

 “Restou aos cidadãos o direito de emitir seu veredicto: quem está com a razão?”. Os cidadãos, infelizmente, não são livres para decidir isso. São moldados pela mídia dantesca a pensarem horrores do delegado, sem nem mesmo conhecerem o trabalho deste. Parece que, desta vez (e cada vez menos) o povo acredita nas fábulas da mídia para defender os interesses dos bilionários brancos de olhos azuis.

 

Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público

Enviado em 16/4/2009 às 6:39:39 PM

 Errata – Em meu comentário de 11h58, onde se lê “Suas insinuações de que sou pago pelo Daniel Dantas, são …”, leia-se: “Suas insinuações de que sou pago pelo Daniel Dantas são ..”

 

Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público

Enviado em 16/4/2009 às 6:28:09 PM

 Senhor Ildefonso Siqueira, não sou seu “colega” e também não sou aposentado. Meu nome é Ângelo Queiroz (costumo usar o prenome sem o acento, apesar de proparoxítono, como homenagem). Já o Queiróz com acento é por sua conta. Sua profissão de radialista, seu Ildefonso, não o dispensa de conhecer as bases da ortografia da língua. Quanto ao “não devemos falar do que não entendemos ou não captamos em todas as suas nuanças”, que posso dizer diante de um sabichão como o senhor! Porém, se o senhor entende do assunto em discussão tanto quanto demonstrou entender de ortografia, deveria seguir seu próprio conselho.

 

ubirajara sousa , slz-MA – psicólogo

Enviado em 16/4/2009 às 6:26:40 PM

 O mais estarrecedor, aqui, é ler comentários que deixam transparecer uma opinião de que a mídia é incompetente. A mídia é muito competente. está fazendo o seu trabalho: defende os seus interesses. Coitado do Protógenes e de qualquer um que tenha a coragem de enfrentar essas feras. Ô Brasil de covardes. Com certeza Osório, hoje, não incluiria, no Hino Nacional, a frase: “Verás que um filho teu não foge à luta!” O que o Gilmar Mendes e o Daniel Dantas estão fazendo, não pode ser aceito por nenhum brasileiro que se preze. Xô urubus!

 

Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público

Enviado em 16/4/2009 às 6:25:55 PM

 Sr. Antonio Josias, rebati o comentário do Sr. Carlos Sete, em síntese, porque insulto e grosseria não são argumentos, mas falta de argumentos. Se o senhor o endossa, digo-lhe que o senhor sofre do mesmo mal: autoritarismo e intolerância. A esses males o Senhor agrega mais um: o mal do “Arquivo X”. Fantasias conspiratórias não são argumentos. Argumento é o art. 5º da Constituição da CF: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,(…). Quem viola as leis penais comete crime. Isso vale para Daniel Dantas, vale para os milicianos e vale para o delegado. Disse que, comprovadas as ações delituosas do delegado, ele merece o mesmo tratamento dos demais meliantes. Se não é assim, demonstre porque esse argumento é falso. O senhor vê a orquestração com tanta facilidade e acusa quem não a vê de mal intencionado, porque o senhor fala como crente ideológico e dono da verdade. Quanto aos comentários que já fiz em outros textos do OI serem caracterizados por um pensamento reacionário ou retrógrado, essa é apenas uma avaliação sua, vinculada às suas posições ideológicas, nada mais. Ainda bem que não preciso (pelo menos ainda!) pedir licença nem ao senhor nem a ninguém para pensar como penso, não é?

 

Elias Chamas , Curitiba-PR – Chef de Cozinha

Enviado em 16/4/2009 às 6:23:20 PM

 O pior sentimento que um ser humano pode ter é o da impotência. Saber tudo o que acontece, ver os todo poderosos fazerem todos esses descalabros bem debaixo das nossas barbas e não poder fazer nada!! Pergunto: vejo que abaixo, vários advogados e jornalistas deixam seus comentários, externando a mesma indignação. O que podemos fazer??? Como unirmo-nos de forma legal para, pelo menos, darmos o pontapé inicial??? O momento é muuuuito propício. A responsabilidade é nossa. A responsabilidade é de quem tem a consciência. Jornalistas e advogados, vamos tentar organizar nem que seja um abaixo assinado para tentar reverter essa situação. Não é mais possivel ficarmos assim, só reclamando, estupefactos. Precisamos dar um basta nisso tudo. Não tem jeito!! a bola está com vocês!!

 

Fábio Gomieiro , Guarulhos-SP – administrador

Enviado em 16/4/2009 às 5:15:13 PM

 Prezado Hélio Azevedo. Você não sabia que a nomeação de um ministro de Estado da República Federativa do Brasil é uma atribuição privativa de Deus? A afirmação da psicóloga mostra a qualificação dos profissionais que os “empresários da educação” (expressão criada pelo Sindicato do Professores do Estado de São Paulo para definir os donos de estabelecimentos de ensino) colocam no mercado de trabalho.

 

Janio  Varella , POA-RS – Jornalista e advogado

Enviado em 16/4/2009 às 3:04:09 PM

 O mérito do texto tem sido apontado por outros comentaristas: não fica jogando confete e sem juízos de valor personalizados nos mostra a grande falta de escrúpulos com que são conduzidas as comissões parlamentares de inquérito no Congresso. O ppt do presidente da CPI foi de uma tolice irreparável, além de ser uma peça discricionária e inadequada a uma sessão em que alguém chega para depor.

 

Tião  Lacerda , Curitiba-PR – jornalista

Enviado em 16/4/2009 às 2:57:55 PM

 Você foi certeiríssimo quando escreveu “Existe uma luta – ridícula – pelos holofotes e as cenas que em algumas horas serão transmitidas nos telejornais em horário nobre.(…)” É exatamente isso o que acontece: as excelências federais querem a CPI apenas como meio para aparecer na mídia, portam-se como galos-de-briga dos quintais de cidades do interior, um bicando o outro, briga de botequim. E se um dos deputados da CPI se sobressai mais que outros é um Deus nos acuda. O Marcelo Itagiba está na cara que deve receber dinheiro do Daniel Dantas pois destrata, maltrata e ataca Protógenes Queiróz a troco de nada. O bom é que nesse embate podemos ver a estatura moral de um e de outro. E nesse caso Protógenes ganha de 10. E viva o povo brasileiro!!!

 

Helio Azevedo , Porto Alegre-RS – Jornalista/prof. universitário

Enviado em 16/4/2009 às 1:58:21 PM

 Carolina Duarte e você é psicóloga e não sabe até hoje que Ministro de Estado só pode ser nomeado pelo Presidente da República? Ora, quem mais poderia nomear um ministro do Poder Executivo salvo o chefe desse Poder? Sugiro que vc leia mais sobre ciência política e não apenas ciência médica … hehehehe E esse funcionário Angelo, qual é a dele? Quem sabe? Alguém precisa dizer que estamos na Terra, ao sul da linha do Equador.

 

Celso Antonio Seabra , Blumenau-SC – Jornalista e estudante de Direito

Enviado em 16/4/2009 às 1:47:37 PM

 Brilhante o texto. Se quisesse apimentar poderia ter tomado partido que não pegava mal. Tudo bem pois é difícil ser apartidário com tanto barulho ideológico envolvendo uma mesma ação da Polícia Federal. Bem, o trabalho do Protógenes tem sido de alto nível pois trata-se de um cidadão brasileiro preocupado em estancar a gangrena da corrupção nas relações do Judiciário com os banqueiros e outros afortunados. Gostaria de vê-lo moralizando o Congresso Nacional, com uma votação consagradora. Por outro lado o Daniel Dantas é quem melhor encarna o espectro das coisas sórdidas, das maracutais, das prosmícuas relações entre Estado e iniciativa privada. Esse sujeito deveria ficar preso por uns 30 anos, sem direito a indulto de Natal e de Ano Novo.

 

Ildefonso Siqueira , Fortaleza-CE – Radialista

Enviado em 16/4/2009 às 1:41:28 PM

 A surra que o Itagiba levou do Chico Alencar foi em muito boa hora. Esse dep. Itagiba parece que tem o rei na barriga como se diz aqui no Ceará. É prepotente, arrogante e exala presunção. Joga no time do Gilmar Supremo Mendes. O comentário do “colega” aposentado Angelo Queiróz pareceu-me muito fora de foco e sua intenção era apenas de atacar o ex-chefe da Satiagraha. Levou o troco sue Angelo. Não devemos falar do que não entendemos ou não captamos em todas as suas nuanças. Araújo, seu texto pautou-se pelo equilíbrio, além de escrever muito bem nos mostrou onde a imprensa erra em suas coberturas. Muito bom.

 

Antonio Josias Almeida Filho , Campinas-SP – Engenheiro químico

Enviado em 16/4/2009 às 1:35:15 PM

 Sr. Ângelo, Queiróz: feliz ou infelizmente devo concordar com o comentarista Carlos Sete quando argüi sobre “o planeta em que o senhor habita”. Olha só as pérolas que o senhor escreveu: “Protógenes foi indiciado em inquérito da própria PF. Comprovadas as ações delituoosas do delegado, fica claro que não há diferença moral entre a conduta do delegado e a dos milicianos.” É um disparate que alguém com um mínimo cultura não enten que o que sai na mídia é uma “orquestração” promovida pela PF, pela ABIN e por Sua Sumidade Suprema Gilmar Mendes para DESQUALIFICAR E ATÉ CRIMINALIZAR o delegado Protógenes Queiróz! Só não que vê quem não quer. Ou quem é mal-intencionado! O senhor comparar Protógenes com outros meliantes mostra apenas que o senhor não bate bem da cabeça e pelos comentários que o senhor faz em outros textos daqui do OI estes são sempre caracterizados por um pensamento reacionário quando não retrógrado. Não pense que estou lhe insultando pois não estou, é que seus argumentos nesse assunto tão elogiadamente abordado pelo Washington são de uma fragilidade gritante… Pensar de forma diferente claro que pode, mas ofender a inteligência alheia não é de bom tom em um ambiente onde ideias são debatidas. E olhe que o colunista conseguiu ser IMPARCIAL apesar de o tema ser muito escorregadio, daquele tipo ou é verde ou é vermelho. Concordo com o Dr. Carlos Sete ao criticá-lo.

 

Carolina Duarte , Natal-RN – Psicóloga

Enviado em 16/4/2009 às 1:32:15 PM

 Helio Azevedo: Não sabia que o Lula tinha esse poder de nomear alguém como ministro da Justiça…

 

alfredo  sternheim , são paulo-SP – jornalista-cineasta

Enviado em 16/4/2009 às 1:27:13 PM

 Araújo, mais um texto brilhante. Com as suas observações, mais do que nunca, ficou clara a parcialidade da grande imprensa na cobertura do depoimento do delegado. Mas mais um texto que provoca profunda tristeza. Já sabemos que a ética, há muito tempo, está ausente no Congresso. Haja visto os recentes escândalos no Senado e Câmara, o desperdício de dinheiro público em passagens, etc. Mas onde está a ética na grande imprensa? Por que essa parcialidade? por que os jornalistas políticos combatem o delegado e acariciam o suspeito? Por que esses jornalistas se omitiram sobre o esbanjamento e a irreeponsabilidade ética no Congresso? Por que esses jornalistas políticos se comprometem por tão pouco (Noblat aceitar há anos contrato de 40 mil por ano para fazer programa de jazz na rádio Senado)? Essas condutas, mais os atrasos nos pagamentos que os mega-empresários da comunicação dão aos jornalistas fixos e colaboradores (eu sou vitima) estão acabando com a dignidade e a credibilidade da imprensa em geral. Triste.

 

Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público

Enviado em 16/4/2009 às 11:58:28 AM

 Sr. Carlos Sete, no planeta mental onde vivo, as opiniões são livres e é possível existir mais de um ponto de vista sobre o mesmo tema. O Senhor, pelo visto, vive em uma paisagem mental tão desoladora que não admite que ninguém pense diferente de uma ordem unida e monolítica. Se quiser discordar de um comentarista, trate de contestar os argumentos dele. Por que não demonstra, por exemplo, que é falso o argumento que usei ao afirmar que, se o delegado cometeu crimes na investigação, sua conduta deve ser tão reprovada quanto a dos milicianos nas favelas? O argumento está aí, conteste-o. Suas insinuações de que sou pago pelo Daniel Dantas, são, além de grosseria e estupidez desnecessárias, uma tentativa deplorável de desqualificar moralmente as pessoas que manifestam uma opinião diferente da sua. Com a sua intervenção o senhor apenas revelou ter uma mentalidade autoritária e intolerante.

 

carlos anselmo , fortaleza-CE – engenheiro

Enviado em 16/4/2009 às 11:51:06 AM

 caro washington araújo, parabéns pelos argumentos serenos, equilibrados e precisos. quanto a repercussão da grande imprensa não me surpreende, haja vista a orquestração diuturna da mídia em desacreditar o delegado e as instituições envolvidas, a justiça federal em são paulo, o ministério público, a polícia federal e a abin. não acredito em conspiração, creio, sim, numa articulação bem engendrada, dentre outras, pelas famílias proprietárias da citada grande imprensa em defesa do andar de cima, do pessoal da “casa garnde e senzala”, e o compromisso com o candidato representante das elites, serra, nas eleições de 2010. abçs

 

Carlos Sete , Brasília-DF – Funcionário Publico

Enviado em 16/4/2009 às 10:06:41 AM

 Angelo Azevedo Queiroz – Brasília-DF, você recebe algo para escrever isso? Que planeta você vive? Você conhece alguém da família DD? Não mate os blogueiros de vergonha não!!!

 

Angelo Azevedo Queiroz , Brasília-DF – funcionário público

Enviado em 15/4/2009 às 5:14:42 PM

 Triste de quem precisa de um delegado de polícia federal metido a justiceiro e megalomaníaco para chamar de herói. Não bastassem os esquadrões da morte e as milícias par os pobres , agora temos uma polícia federal para para fazer justiça ao arrepio da lei para a classe média. Para os que amam e reverenciam os justiceiros, saibam que eles se empenham igualmente em combater crimes e em praticá-lo. Protógenes foi indiciado em inquérito da própria PF. Comprovadas as ações delituoosas do delegado, fica claro que não há diferença moral entre a conduta do delegado e a dos milicianos. Tá tudo dominado!

 

Marcelia  Soares , São Luis-MA – Estudante de Jornalismo

Enviado em 15/4/2009 às 12:05:04 PM

 Judite expressou o que tinha pensado em escrever e até pesquisou bem os textos do professor Washington. Quanto a cobertura do Protógenes na CPI da Câmara sobre grampos está coberto de razão o colunista quando afirma: “O interesse podia ser qualquer um, menos jornalístico.”

 

Gilberto Ferraz , Rio de Janeiro-RJ – Jornalista

Enviado em 15/4/2009 às 12:02:51 PM

 Matou a pau. A mídia é pró Daniel Dantas que nem precisava constituir advogados de defesa (sempre pagos a rodos de dinheiro) pois tem a Veja e a Folha de S.Paulo a seu favor. Que mais deseja o banqueiro bandido?

 

João Carlos  Silveira , Salvador -BA – Jornalista

Enviado em 15/4/2009 às 12:00:35 PM

 É isso aí Sra. Judite, também sou fã dos textos do novo articulista do OI. Seu texto sobre o BBB está bem guardado em meus arquivos especiais e a crítica à desvairada novela da Glória Perez é um primor de inteligência. Quanto ao Protógenes ele é e continuará sendo vítima de um país acostumado a ser vassalo dos endinheirados, banqueiros de toda espécie, gente que usa seu dinheiro para escapar de punição. Infelizmente é isso o que vemos. E no caso do DD tudo começou com ele dizendo que não se preocupava com ações dos Tribunais Superiores (Gilmar Mendes e seus colegas) mas sim com juízes de primeira instância (o caso do citado Fausto Di Sanctis), daí se comprovou rapidinho que o Dantas sabia do que estava falando recebeu em menos de 48 horas dois alvarás de soltura! E depois ficam posando de bons moços, paladinos da justiçca, de teses malucas como vivemos em estado policial etc etc etc Protógenes pra Presidente!

 

Janio  Varella , Porto Alegre-RS – Jornalista e advogado

Enviado em 15/4/2009 às 11:55:33 AM

 Foi essa a impressão que tive ao ver na televisão o depoimento do delegado Protógenes. Resta a mídia esclarecer o porque de tanta desconfiabnça para com o delegado pois sempre o trata de forma jocosa ou até irrelevante enquanto que o investigado-mor de sua operação aparece sempre rodeado de notinhas recheadas de cifras milionárias. Que país é esse, onde o delegado é suspeito e o bandido recebe tratamento no mínimo complacente da mídia??????

 

Zé da Silva Brasileiro , Belo Horizonte-MG – Bancário Aposentado

Enviado em 15/4/2009 às 9:29:38 AM

 Tratou-se de um duelo clássico entre o “jus esperneandis” muito bem representado e defendido pelo Dr. Protógenes e o “jus espoliandis” também muito bem representado pela mídia brasileira e integrantes da CPI, com algumas poucas honrosas exceções. A verdade é que a sociedade brasileira é muito tolerante com o “jus espoliandis” e entende como normal o reconhecimento social dispensado a grandes criminosos que transitam com desenvoltura pela alta sociedade e pelas colunas sociais. Essa situação já invade até o espaço ficcional. Nos filmes americanos o Brasil é o país preferido de nove entre dez bandidos para viver depois de aplicar o grande golpe. No depoimento do Sr. Daniel Dantas ficou clara a relação de vassalagem dos representantes do povo em relação ao poder financeiro. Ao contrário do Dr. Protógenes o banqueiro foi muito assediado recebendo inúmeros tapinhas nas costas…. Recordo-me de um bandido inglês que fugiu para o Brasil e viveu aquí regiamente durante muitos anos, cobrando caro para dar disputadas entrevistas aos meios de comunicação… Dizem alguns que o “jus espoliandis” aportou no Brasil logo depois do descobrimento com a exploração do pau Brasil e, ao longo de cinco séculos, estabeleceu raízes muito profundas no subconsciente brasileiro. Talvez com a Internet e as novas tecnologias de informação seja possível salvar as novas gerações.

 

Judite Klemz , São Paulo-SP – Estudante de cinema

Enviado em 15/4/2009 às 12:32:12 AM

 Estimado Professor W. Araújo são reflexões ponderadas e bem escritas como as suas que me dão a convicção de que valeu a pena abraçar o jornalismo como profissão. Tenho acompanhado seus textos aqui no OI sobre a novela das 8 (Descaminhos das Índias), sobre o BBB (Heróis de Pedro Bial e também Preconceitos da Condição Feminina), a mídia em xeque (Jornalismo Insano e O que a mídia faz quando não tem o que fazer) , comportamento (A humanidade ferida em Pernambuco) e somente posso lhe dizer muito obrigado por tratar com leveza e conhecimento tantos temas e sempre buscando destacar seu humanismo a um rigor na argumentação. Fico sempre ansiosa esperando terça chegar para ler seu novo texto. O texto sobre o Protógenes Queiróz está no ponto, sem partidarismo como é seu costume e completo na abordagem de nossa mídia deixando lacunas aqui e ali.

 

Rita Pacheco , Santo André-SP – Filosofia

Enviado em 15/4/2009 às 12:17:39 AM

 Subscrevo todo o texto e em especial a essa parte aqui: “Até ao se referir diversas vezes ao banqueiro Daniel Dantas como o “banqueiro condenado”, ainda nessas ocasiões seu semblante não lhe traía qualquer emoção. A imprensa passou ao largo de todas essas considerações. O interesse podia ser qualquer um, menos jornalístico.” A imprensa fez um pacto para proteger Daniel Dantas e quem sabe quanto ele não gasta para manter essa proteção sempre bem disponibilizada!!! O mau carátismo do deputado carioca Marcelo Itagiba ficou evidente: além de ser financiado pelo Opportunity do DD se arrogou ao dever de constranger Protógenes coisa que, em definitivo, não foi bem sucedido. Existem coisas que não podem ser falseadas reiteradas vezes, uma delas é a sinceridade de quem defende uma idéia, um a caiusa. Acho que o Protógenes Queiróz defende a justiça e quer fazer valer a lei para todos não obstante o maquiavelismo do Gilmar Dantas dando todas as cartas possíveis no Supremo.

 

Jonas Bezerra , Salvador-BA – Cientista polà tico

Enviado em 15/4/2009 às 12:00:48 AM

 Você escreve bem, domina a arte. Gostei da forma como retratou o depoimento do delegado mais odiado pela mà dia brasileira e pelas instâncias superiores dos tribunais do país. Ali estava um cidadão tranquilo, sereno, do jeito que você descreveu. Não tinha rabo preso como boa parte da mídia mais asssanhada do Brasil, o caso de Veja e da Folha que são dois órgãos que prestam desserviços à  sociedade por sua parcialidade nos assuntos que realmente importam. Se esse cara se candidatar mudo até de cidade para poder votar nele. O tal delegado Amaro que ficou produzindo provas para inocentar DD deveria dormir ouvindo 300 vezes: “Quem produz prova para bandido, bandido é.”

 

Renan Ribeiro , Natal-RN – Jornalista e advogado

Enviado em 14/4/2009 às 11:51:45 PM

 Minhas notas foram: Midia = Zero. Protógenes = 10. Daniel Dantas = Zero. Chico Alencar = Sete. Marcelo Itagiba – Zero pra baixo. Não sei o que faz a mídia ficar protegendo Daniel Dantas quando qualquer pessoa minimamente informada e com mais que dois neurônios dá pra ver qiue ele é um delinquente, um sujeito nocivo à vida em sociedade. O Brasil dará um passo rumo à justiça quando esse banqueiro ousado estiver atrás das grades por longos anos e seus bens inteiramente congelados e boa parte repatriados ao Brasil. Observei que seu texto Washinton primava pela imparcialidade. Mas você poderia ter botado umas pilhas no DD pois como dizem os juristas: a condenação dele já está nos autos. Parabéns ao Protógenes, um cidadão probo.

 

Sonia Andrade , Rio de Janeiro-RJ – Professora Universitária

Enviado em 14/4/2009 às 11:45:49 PM

 Foi um banho a forma do Protógenes depor. Ele realmente passava segurança e não estava ali para jogo de cena nenhum. Já o Marcelo Itagiba já começou desmerecendo estar na presidência da CPI com seu powerpoint estilo colegial de oitava série, tão ridículo que seu objetivo era tão somente constranger o delegado, coisa que não conseguiu. Ah Washington a imprensa fez o que se esperava que fizesse: passasse a desqualificar o delegado, algumas vezes de forma sutil outra de forma aberta. Se derem um microfone e uma platéia a esse Protógenes teremos coisas novas acontecendo no Brasil. Ele acredita no que fala enquanto os deputados na CPI pareciam perdidos em seus jogos de cena pra lá de manjados. O delegado deveria ir mais vezes a essa CPI só para vermos, enquanto brasileiros em casa, a imensa disparidade entre o caráter de um e de outros. Uma prova do nove de integridade.

 

Helio  Azevedo , Porto Alegre-RS – Jornalista e professor universitário

Enviado em 14/4/2009 às 11:40:17 PM

 Ô Lula porque não nomeia o delegado Protógenes seu Ministro da Justiça ou então coloca ele como vice na chapa da Dilma? O sujeito transmite confiança, carisma, é bem articulado com as palavras e mesmo sujetio a pressões parece saber tirar de letra. Outra idéia seria noemá-lo para um cargo de projeção nacional, chefe da ABIN? Embaixador do Brasil na ONU? Fazer um estágio na embaixada brasileira em Roma e assim ficar por dentro sobre a famosa Operação ManuPolita. Idéias não faltam. Ele poderia se candidatar a senador pelo DF ou por SP, penso que iria desarrumar o cenário eleitoral. O texto acima é de uma veracidade acima de qualquer prova e me identifiquei com a forma como o delegado foi retratado. Muito bom.

 

Dalva Amorim , São Paulo-SP – Advogada

Enviado em 14/4/2009 às 11:35:02 PM

 O bate-boca das duas excelências foi um teatrinho a parte. O Itagiba se sentia dono do terreiro, mostrando atitude presunçosa quando não arrogante e mais de uma vez destilou seu rancor para com o depoente convidado à CPI. A imprensa queria desde o início dizer que o delegado nada acrescentaria aos trabalhos da CPI. Porque à mídia não interessa nada que desagrade o Supremo Juiz do Brasil, Gilmar Mendes. Como tb não interessa mostrar o lado gangster do Daniel Dantas, um sujeito com ficha policial mais suja que pau de galinheiro. Aquela do suborno a delegados da PF foi prova inconteste do modus operandi do meliante engravatado. O problema é que ele é podre de rico e pode comprar indivíduos e instituições, sejam públicas ou privadas. Coitado do Brasil que não é sólido o suficiente para enfrentar a sua inadiável Operação Mãos Limpas que na Itália deu um basta à promiscuidade entre mafiosos italianos e os altos escalões do poder Judiciário naquele país. Para a mídia é mais negócio bater no Senado e na Câmara do que no STF e nos donos de bancos. Não precisamos ser gênios da raça para sabermos as motivações de a mídia assim proceder…

 

Carlos A. V.  Junior , Brasilia-DF – jornalista

Enviado em 14/4/2009 às 11:26:33 PM

 Protógenes está certo, corretíssimo em suas ações contra Daniel Dantas: um sujeito podre de rico e podre de caráter que não hesita em pagar meio mundo para se livrar das antes afiadas garras da lei. E se for candidato a deputado ou a senador terá uma votação bem acima da média. Pena que a mídia capitaneada por VEJA e FOLHA DE S.PAULO fazem questão de não criar dificuldades (nem de imagem!) para o enrascado banqueiro bandido. O Brasil deve muito ao Protógenes por ter a bravura de enfrentar o sistema judiciário e o legislativo federal em sua descarad sanha de desqualificar seu trabalho à frente da Satiagraha. Foi oportuno seu texto levantar a parcialidade da mídia do eixo Rio/SP em cobrir o depoimento do delegado à CPI. É assim que temos uma mídia corporativista preocupada apenas com seu umbigo e em manter incólume um banqueiro disposto a soltar rios de dinheiro em publicidade. Triste mídia brasileira.

 

Floriano Marques Cerqueira , São Paulo-SP – jornalista

Enviado em 14/4/2009 às 11:16:36 PM

 Excelente, nota 10 seu texto. Protógenes incomoda muita gente em Brasília, principalmente os dos Tribunais Superiores. Também existem alguns deputados como esse tal de Marcelo Itagiba, presidindo a CPI, [ ]. O Protógenes é um homem de bem. Isso fica patente em suas atitudes e palavras. Concordo com você Washington que ele passa convicção e serenidade em dizer e em como dizer.

 

José Beirão , Rio-RJ – Advogado

Enviado em 14/4/2009 às 6:33:03 PM

 Achei muito boa essa sua abordagem pois coloca os pingos nos “ii”. A imprensa de maneira geral tem sido leniente com os desmandos do banqueiro Daniel Dantas e sua influência nociva ao estado de direito no Brasil vem sendo aos poucos colocada à luz do sol. Para quem viu apenas uma parte do depoimento do Protógenes Queiróz o snehor conseguiu captar muito bem pois ele realmente passava segurança, serenidade, paciência e urbanidade no trato com o beligerente presidente Itagiba que, mais parecia alguém escalado para constranger o convidado à sua CPI. No mais a mídia calou os argumentos do delegado e preferiu reverberar coisas secundárias como forma de desqualificá-lo, bem ao estilo da revista Veja, “comendo pelas bordas”. Porque a tese do “estado judicial” não foi manchete em nenhum jornal? Porque as afirmações sobre a legalidade dos atos do chefe da Satiagraha não encontrou eco na mídia? Penso que foi uma certa intimidação ditada pelo vozeirão e intempestividade de Sua Santidade Jurídica Gilmar Mendes. Parabéns pelo approach. É matéria como essa que precisamos ler pois assim podemos fazer nossos julgamentos (pessoais) com maior segurança.

 

José de Souza  Castro , Belo Horizonte-MG – Jornalista

Enviado em 14/4/2009 às 4:55:30 PM

 Mesmo esclarecendo ter assistido à segunda metade do depoimento, Washington Araújo consegue descrever muito bem o que eu vi e ouvi, assistindo a todo ele, pela Globo News e, mais no fim, pela TV oficial. Troquei de canal quando a repórter da Globo News entrou pela segunda vez tentando fazer um resumo do evento, que achei distorcido e repetitivo. Muito menos distorcido, porém, do que li em seguida em blogs e nos jornais do dia seguinte, mas não preciso falar disso, pois Araújo o fez com grande competência. A leitura dos jornais (e até dos blogs) transmitiu-me, mais uma vez, um certo desalento quanto ao estado atual da imprensa brasileira, que não sabe dar ao leitor um relato minimamente fidedigno nem de algo que, por ser importante e estar sendo visto por milhares de pessoas, deveria ser objeto de muito mais cuidado para não se desacreditar perante aquelas testemunhas. Depois disso, eu me pergunto: será que, nos jornais, algum leitor ainda se dá ao trabalho de ler como foi uma partida de futebol? Se os há, posso concluir que entre repórteres esportivos há ainda quem consiga fazer um relato confiável, mesmo para leitores que torcem apaixonadamente por times diferentes. Mas nesse jogo em que se confrontam Protógenes Queiroz e Daniel Dantas, os juízes De Sanctis e Gilmar Mendes e os deputados Chico Alencar e Marcelo Itagiba, o que mais perde, na busca da verdade, é a imprensa.


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