ahmadinejad 5

Na História, nunca houve um Império tão multifacetado quanto o Império Persa, talvez por reflexo da política adotada pelo rei Ciro, que apesar de dominar várias nações, respeitava suas peculiaridades culturais, obtendo dessa forma a admiração e o respeito dos povos conquistados. Mas cremos que nenhum imperador da Antiguidade foi mais político que Dario, o Grande. Foi durante seu governo que a Pérsia atingiu seu apogeu, e entrou para a história como um dos impérios da Antiguidade. Talvez, nada saberíamos desse povo se Dario não tivesse tido a grande idéia de perpetuar essa história, narrando suas conquistas e deixando tudo devidamente registrado nas paredes de Persépolis.

Entre o mundo antigo e o atual muitos séculos decorreram. E muitas voltas a história deu. Até mesmo o nome da Pérsia mudou para Irã. Nesse intervalo de tempo o palco de guerra teve outros protagonistas, armas de destruição em massa vieram à existência, mapas geopolíticos foram redesenhados, democracias floresceram, ditaduras surgiram e ideologias criaram raízes na consciência coletiva da humanidade. E carnificina aconteceu, e não foi pouca, e em todos os continentes.

O mundo viu e sofreu os horrores de dois megaconflitos, com proporção internacional. Apenas, para ilustrar, a Segunda Guerra Mundial contabilizou em seu rastro de morte nada menos que 46 milhões de pessoas. Dessas, 6 milhões eram judias e morreram de forma mais perversa, cruel e torpe – fuziladas, asfixiadas ou incineradas em campos de concentração na Alemanha nazista. Inclui-se também, como uma cicatriz na história moral da humanidade, duas cidades japonesas que literalmente evaporaram: Hiroshima e Nagasaki. Essas populações foram exterminadas ante a explosão de bombas atômicas de parte dos Estados Unidos da América.

“Governo racista”

Na penúltima semana de abril, ficamos atônitos com os rumos da Conferência sobre Racismo convocada pelas Nações Unidas com o objetivo maior de assegurar a continuidade do encontro de 2001, realizado em Durban (África do Sul). Pois bem, esse evento teve início em Genebra, em 20 de abril último, em clima tenso devido à ausência de pesos pesados do Ocidente, como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Israel, Austrália e Polônia.

 

Evento dessa magnitude, convocado para tratar de um dos piores flagelos da humanidade que é a existência toda e qualquer forma de racismo e discriminação, dificilmente poderia se harmonizar com o pensamento e as ações do único chefe de Estado inscrito para falar na abertura da conferência: o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad. Para qualquer pessoa minimamente informada, fica patente que a simples evocação do nome traz à memória episódios de racismo e intolerância explícitos.

Ahmadinejad é reconhecido nas esferas diplomáticas dos quatro cantos do mundo como incitador de intolerância e discriminação contra adeptos de minorias religiosas existentes em seu país (bahá´ís, judeus, cristãos, muçulmanos sunitas), contra minorias étnicas (curdos, árabes, balúchis) e, de uma maneira geral, contra as mulheres.

Como era previsível, do seu lugar de fala, na condição de chefe de uma nação, o presidente iraniano chamou Israel de “governo racista”, provocando a saída dos europeus presentes. E não se contentou com isto. Foi além, muito além dos limites do aceitável. Ahmadinejad explicou que “após o final da Segunda Guerra Mundial, eles (os aliados) recorreram à agressão militar para retirar as terras de uma nação inteira sob o pretexto do sofrimento judeu” – e não se fez de rogado sobre a que país desejava atingir, falando em tom abertamente beligerante que “eles enviaram migrantes da Europa, dos Estados Unidos e do mundo do Holocausto para estabelecer um governo racista na Palestina ocupada”.

Era uma óbvia, uma clara alusão a Israel. Uma retórica alimentada pelo fogo da intolerância, a tal ponto atiçado quando, ainda em seu discurso-manifesto, convocou (ou seria melhor incitou?) sua audiência a envidar “esforços para pôr fim aos abusos dos sionistas e de (seus) aliados”.

Minorias e mulheres

Mesmo estando ainda em sua primeira sessão, bem no início, o evento viu-se diante de um duro dilema: como tratar de racismo, dialogar sobre formas de abolir a discriminação se o chefe do Executivo de uma nação-membro do sistema Nações Unidas, o Irã, personificava o próprio mal a ser extirpado? Foi quando, em meio aos ataques ao Estado de Israel, 23 representantes europeus saíram da sala sob as vaias dos participantes. Não tardou para que os meios noticiosos dessem ampla cobertura a tão turbulento início de evento internacional com a chancela das Nações Unidas.

“Lamentamos veementemente a linguagem utilizada pelo presidente iraniano. Do nosso ponto de vista, o discurso estava totalmente fora de contexto para uma conferência destinada a promover a diversidade e a tolerância”, indicou o porta-voz do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Já o embaixador da França Jean-Baptiste Mattéi tratou de explicitar a saída dos representantes europeus do auditório principal: “No momento em que Israel era estigmatizado na tribuna pelo presidente iraniano, nós nos retiramos da sala para deixar clara a nossa rejeição absoluta a essas afirmações”.

O que teria motivado o discurso belicoso do mandatário iraniano? Uma coisa sabemos: ele não pode alegar destempero verbal nem aqueles nossos conhecidos equívocos da mal-afamada arte do improviso. Isto porque, algumas horas antes de iniciar seu discurso, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon havia alertado Ahmadinejad para evitar qualquer ligação entre sionismo e racismo. Por outras vias, delegados dos países europeus haviam feito chegar aos ouvidos da delegação iraniana que estavam prontos para deixar o salão caso Ahmadinejad, conhecido por suas diatribes antiisraelenses, proferisse “acusações antissemitas”.

Obviamente um barraco dessa grandeza estava, desde logo, destinado a ocupar parte do noticiário nas páginas da editoria Internacional mundo afora. Mas a mídia, de uma forma quase generalizada, deu mais importância à forma que ao conteúdo. Falou-se muito de suas frases. Esqueceram de anotar que o salão em Genebra estava tomado em grande parte por claques constituída por “representantes” de organizações não-governamentais iranianas, a soldo de seu governo. Deixaram de informar os leitores, ouvintes e telespectadores que o objetivo do polêmico iraniano era nada menos que esvaziar os objetivos da Conferência sobre Racismo.

Tanto que a mídia deixou passar quase em branco o pronunciamento do ministro norueguês Jonas Gahr Store, que falou logo em seguida a Ahmadinejad. O norueguês disse ao plenário que após aquele discurso “o Irã havia se isolado do mundo civilizado” e que ele não iria permitir que “o presidente iraniano sequestrasse os esforços coletivos de muitos”.

A imprensa perdeu uma oportunidade ímpar de chamar a atenção do mundo para os crônicos e cada vez mais penosos casos de violação sistemática de direitos humanos no Irã. E, quanto a isto, é de todo lamentável que Mahmud Ahmadinejad tenha deixado de falar sobre as severas formas de discriminação que ocorrem em seu próprio país, desviando sua atenção para propagar a idéia de extinção do Estado judaico.

Lamentável também que ele tenha deixado de observar que sob sua presidência a condição dos direitos humanos no Irã se deteriora grave e rapidamente como demonstram à larga relatórios produzidos e chancelados, regularmente, por organismos das Nações Unidas. Em se tratando de uma conferência para reforçar a luta mundial contra o racismo, a mídia não chamou a atenção para o fato de que a discriminação no Irã vitimiza em cheio minorias étnicas e religiosas e também as mulheres.

Vista grossa

Contra grupos étnicos, bastava ele citar que os curdos são acusados, por seu governo, de serem terroristas, de atuarem contra a segurança nacional ou de cometerem traição ao país, sem qualquer prova ou evidência concreta. Parece claro que as autoridades iranianas não desejam distinguir entre o que se configura como defesa pacífica dos direitos das minorias e o que são ataques de terroristas. Fato é que, em 2008, membros da minoria curda foram vigorosamente reprimidos e sofrem também perseguição no Irã minorias como a árabe e balúchi.

Contra grupos religiosos, existe disponível a qualquer interessado no tema da proteção dos direitos humanos vasta documentação e amplo noticiário dando conta que tal forma de discriminação é vastamente disseminada por todo o território iraniano, afetando os bahá´ís, cristãos, judeus, sufís e muçulmanos sunitas, além de outras minorias.

Os bahá´ís, em particular, enfrentam múltiplas formas de discriminação devidas unicamente às suas crenças religiosas. Nos últimos quatro anos, mais de 200 bahá´ís foram arbitrariamente aprisionados, detidos, intimidados e molestados. Quando lhe são imputados crimes, em geral essas acusações são falsas, coisas do tipo “estar agindo contra a segurança nacional”. A eles são negados uma vida decente devido às restrições quanto a terem emprego e ao confisco de suas propriedades. Estudantes bahá´ís são expulsos das universidades tão logo eles se identifiquem como bahá´ís. Sete líderes bahá´ís no Irã estão presos na temida prisão de Evin, em Teerã, há mais de sete meses e contra eles ainda não foi iniciado o processo legal. A defensora constituída pelos bahá´ís, a Prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi, ainda não conseguiu autorização para se encontrar com seus clientes.

Preocupa, de forma particular, a maneira como o governo controla os meios noticiosos em sua política editorial de vilanizar os adeptos da fé bahá´í. Centenas de artigos, programas de rádio e de televisão, comentários na internet e panfletos contendo discursos de ódio vêm sendo disseminados no Irã desde que o presidente Mahmud Ahmadinejad chegou ao poder. E também clérigos e autoridades vêm publicamente incitando o ódio e a violência contra os bahá´ís.

Não se pode fazer vista grossa ao fato de que aos bahá´ís iranianos são negados o direito de resposta. Ataques contra lares bahá´ís, negócios e cemitérios dessa minoria religiosa – por sinal a maior do país, com cerca de 300.000 seguidores – são abertamente encorajados e depois tratados com impunidade.

Esperança de balanço

Qual foi, então, o foco da mídia? Primeiro, o discurso anti-Israel do presidente iraniano. Segundo, a saída do salão durante a fala do iraniano de dezenas de representantes de governos ocidentais. Terceiro, responsabilizar Ahmadinejad pelo esvaziamento – que não houve – da Conferência. Com isso deixou-se de pautar os males do racismo em várias partes do mundo, bem como suas funestas consequências.

Hora de voltar às páginas da História. Enquanto reis de impérios anteriores, na Antiguidade, produziam tumbas faraônicas, e outros esculpiam e pintavam imagens de guerras em que representavam o rei esmagando e massacrando os povos dominados, o rei persa Dario eternizava e honrava seus povos esculpindo-os nas escadarias do palácio de Persépolis, no acesso à sala de audiência. Eram imagens nas quais os povos dominados pelo império honravam o grande rei Dario, com oferendas típicas de seus países. Que outro rei retrataria seus ex-inimigos nas paredes de seu castelo?

Muito bem. Na quarta-feira (6/5), o Brasil estará recebendo o presidente do Irã Mahmud Ahmadinejad, em visita oficial. Será a primeira vez que um presidente iraniano pisará em solo brasileiro. E também a primeira viagem oficial de Ahmadinejad após sua controvertida passagem pela Conferência contra o Racismo em Genebra.

Esperemos que boa parte dos temas aqui apresentados sejam tratados pelo presidente Lula, veiculados pela mídia nacional e internacional. E que, em um futuro balanço dessa viagem, algum repórter possa escrever:

“O presidente brasileiro deixou claro ao seu colega iraniano que mais importante que tratar de volume de exportações era tratar de meios para elevar a dignidade humana. Mais vital que exportar minérios, tecnologia e produzir alimentos em larga escala, o Brasil reafirmou sua posição oficial de defesa e promoção dos direitos fundamentais da pessoa humana, seu repúdio a toda forma de racismo e discriminação, sua proteção à liberdade de crença e de opinião, sua defesa – sem meios termos – da condição da mulher.”

(Texto publicado com um dia de antecedência no site http://www.observatoriodaimprensa.com.br)

COMENTÁRIOS
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Será que as ” otoridades ” não teriam ninguem melhor a convidar para uma visita oficial ao Brasil? Um cara menos louco, por exemplo. E se o brasileiro tiver vergonha na cara, e não interessa sua origem, não irá presenciar a chegada do terrorrista ao Brasil e espero, sinceramente, que o Serra não faça a mesma burrada que as autoridades federais, em termos de convite ao iraniano.

Raquel Schmidt , Floripa-SC – Historiadora

Enviado em 4/5/2009 às 2:51:15 PM

Correta a sua perspectiva. Vou divulgar com a alunada e colegas de magistério. Realmente o iraniano é contumaz em atiçar uns contra os outros. Israel comete muita violência contra palestinos e merece nosso mais veemente repúdio e condenação. Quando o primeiro ministro israelense vier ao Brasil gostaria de ler um texto seu e não me surpreenderá se for igualmente um texto de repreeensão pois os dois países tem muita culpa no cartório onde se registram as boas ações humanas. Discordo do leitor quanto a questão do sionismo, esse tema não foi tratado no texto. Para mim ditador é ditador em qualquer lugar do mundo. Quem oprime uma vida humana oprime toda a raça humana. Aliás, aprendi isso no filme do Spielberg sobre o Schindler. Concordo com o leitor que recomendou que Lula levasse o inóspito visitante para assistir A LISTA DE SCHINDLER no famoso cineminha do Alvorada. Seria um programa e tanto!!!!!

João Oliveira , Jaboticabal-SP – Engenheiro

Enviado em 4/5/2009 às 2:31:43 PM

Pelo que entendido texto, posso afirmar que o despemtero verbal do Ahmadinejah fez com que o sionismo deixasse de ser uma forma de racismo

Márcia Salustino , Recife-PE – Advogada

Enviado em 4/5/2009 às 2:22:17 PM

O povo brasileiro agradece por ser isentado de receber um presidente tão inadequado ao panorama mundial. Tomara que seja mesmo cancelada a tal visita pois o Brasil só tem a perder em termos de prestígio internacional. Aqui não é valhacouto para ditadores de republiqueta violadores dos direitos humanos. Aqui os tapetes ficarão vermelhos, mas vermelhos de vergonha, por serem pisados por um governante que maltrata seus cidadãos e ameaça a todos nós com um possível explosão de armamento nuclear. Solidarizo-me com as vítimas de ontem e de hoje do sr. Hamadinejad: bahais, judeus, cristãos, budistas, hare krishnas, afrodescendentes, ciganos, portadores de deficiências especiais, ateus, mulheres, idosos, crianças, gente enferma, gente que gosta de roupas ocidentais, umbandistas, espíritas, universitários. Uma lista interminável. Vida longa aos que defendem os direitos humanos como é o caso do senhor.

Renata Aderghinian , Salvador-BA – Professora

Enviado em 4/5/2009 às 2:02:00 PM

Enfim vida inteligente na internet, um texto que faz a crítica equilibrada que tanto poderia ser assinado por um judeu quanto por um muçulmano, por um bahaiu, por uma mulher (tão destratada no Iran) ou por um homossexual. Relendo esse meu comentário vejo que o Ahmadnijad cria confusão como um macaco em uma loja de louça pois quase todo mundo tem algo a lhe jogar na cara. Valeu Araujo.

Silvanira Campos Toledo , Brasília-DF – médica

Enviado em 4/5/2009 às 1:57:00 PM

Vi que a visita foi cancelada hoje de manhã e acaba de ser descancelada, portanto teremos que aturar o presidente iraniano no Brasil. Reflete meu pensamento sobre o assunto. Entendo que o autor não está a defender ações do governo de Tel Aviv e nem entrando na confusão do oriente Médio mas sim deixando claro que o presidente iraniano incita ações racistas e atos terroristas ao promover a exclusão de Israel do mapa. E isso é divulgar a barbárie. Achei o texto muito bom we vou tb divulgar.

edvaldo  andrade , salvador-BA – economista

Enviado em 4/5/2009 às 1:31:08 PM

Vou divulgar este belo artigo aos meus amigos e ao Jornal A Tarde, aqui de Salvaor. Sou da mema opinião do Sr. David Abramovitch, jornalista em Paulo-SP. Seria bom que o presidente Lula tomasse conhecimento deste artigo, antes da hegda do AHMADINEJAD ao Brasil. Talvez o Lula mudasse de opinião sobre o que ele falou sobre a relação comrcial Brasil x Iran. Também nos pouparia dos “vexames” que costumamos passar, quando ele fala de improviso.

Lenin Araujo , Guaraci-SP – Analista de Sistemas

Enviado em 4/5/2009 às 12:50:17 PM

Muito difícil distinguir entre Irã e Israel qual é o mais intolerante e desconfio que como uma nação possuidora de alta tecnologia em equipamentos militares, Israel tenderá a ganhar mais este embate.

volnei  joão , Criciúma-SC – eng. Agrº

Enviado em 4/5/2009 às 12:44:40 PM

O porta voz é desqualificado, entretanto, sua mensagem é coicidente com os acontecimentos que temos contemporaneamente testemunhado, sobre a ação genocida do chamado do estado de israel sobre o Povo Palestino.

Carlos Vieira Junior , São Paulo-SP – Militante das Boas Causas

Enviado em 4/5/2009 às 11:56:52 AM

Uma análise ponderada e enérgica sobre a pisada de bola de o governo ter convidado para visita oficial o mandatário iraniano Ahmadnijad e isso depois de ele ter negado a existência do holocausto dos judeus na Alemanha dos anos 40, querer varrer Israel do mapa, trucidar os bahais, persgeuir judeus e sunitas, dificultar a vida das mulheres, ser claramente homofóbico, enfim, uma PERSONA NON GRATA em qualquer país que preze o respeito aos direitos humanos. Sugiro que repercutam esse texto. Vale a pena.

Celso Antonio Seabra , Blumenau-SC – Jornalista e estudante de Direito

Enviado em 4/5/2009 às 11:41:49 AM

RETIFIQUEM NO TEXTO a data da chegada do iraniano ao Brasil: está quarta-feira (6/4) e deveria ser quarta-feira 6/5. Erro de digitação penso. Gostei e muito do texto e endosso que fosse lido pelo Lula ao seu visitante, rei da intolerância e semeador de ódios ancestrais

Nota do OI: Agradecemos o alerta: o erro de digitação foi corrigido.

ricardo santa maria  marins , SP -SP – Estudante de relaçõe sinternacionais

Enviado em 4/5/2009 às 11:33:12 AM

Senhores chanceleres do Brasil preparem-se! Essa visita será quase EXPLOSIVA! Só o “CARA” para resolver essa situação! Boa Sorte! Nada como viver em um País com uma costa marítima imensa! Apaga qualquer incêndio!

Ismael E. Maierovitch , Porto Alegre-RS – Jornalista

Enviado em 4/5/2009 às 11:32:07 AM

Só sendo falta do que fazer: convidar ao Brasil um sujeito odiado na cena internacional, o presidente de um país que financia terrorismo, que oprime as mulheres, persgeue impiedosamente qualquer seguidor de religião que não seja a do Profeta Muhammad… quer mais? De qq forma fiquei mais tranquilo após ler esse artigo. VOU REPASSAR TAMBÉM.

Ricardo Kalume , Campinas-SP – Economista

Enviado em 4/5/2009 às 11:07:15 AM

Também estou repassando o texto a meus alunos e amigos na internet. Mandou bem, muito bem. Parabéns Dines por ter em seu cast o professor Araujo.Xô Armadinejad, xô Armagedon

Jonas Bierrenbach , SP-SP – Engenheiro

Enviado em 4/5/2009 às 11:04:01 AM

Passarei o dia repassando essa coluna para meus amigos virtuais e vou pedir que eles façam o mesmo. Sou judeu, conheço os bahais de longa data e sei que são pessoas decentes, cordatas, gente de primeira em direitos humanos e sei lutam por um mundo melhor. Deve ser uma barra verem o MRE todo festivo para saudar um presidente que infalama os ódios radiais e provoca os mais baixos sentimentos da natureza humana, uma autoridade que prega exatamente o que mais repelimos no mundo: os fogos da intolerância, o terrorismo como arma legítima para atingir fins políticos. Vade retro!

Ruth Aquino , Ponta Grossa-PR – Militante dos Direitos Humanos

Enviado em 4/5/2009 às 10:57:37 AM

Preocupante mesmo é a forma como o governo controla os meios noticiosos em sua política editorial de criminalizar os seguidores da fé baháí. Estão na mídia os discursos de ódio que Ahmadinejad vive destilando a torto e a direito. O Brasil poderia lhe dar um puxão de orelhas… mas que esperar de um diplomacia cega aos direitos humanos como é essa conduzida pelo Celso Amorim se pelo menos fosse no tempo do Lafer, mas aí é querer demais, porque com Celso Lafer convite algum seria feito ao governante do Irã para visitar nosso país. Lula se você é realmente O Cara, como lhe disse Obama, chegou a hora de mostrar isso fechando a cara a esse visitante movido a litros de ignorância e radicalismo. Porque o presidente Lula não convida o Araújo daqui do OI para saudar a sumidade que nos visita? Fica a sugestão aos sábios do Itamaraty que dessa vez pisaram de ver na bola.

Cássio  Andarich , Brasília-DF – empresário

Enviado em 4/5/2009 às 10:49:56 AM

Os judeus residentes no Brasil não mereciam essa do governo: receber oficialmente um chefe de estado que prega a extinção de um país, nega que um dia incineraram 6 milhões de seus compatriotas na Alemanha nazista, persegue cruelmente os baha´is, reprime as mulheres, ridiculariza portadores de deficiência. O que o Brasil ganha com isso? Mais meio milhão de dólares de frango exportado da Sadia? Justifica tamanho acinte à bandeira dos direitos humanos? Washington, parabéns por seu texto. Pelo menos essa visita valeu-nos a leitura de um pensamento inclusivo, abrangente para além da desgraceira nossa de todo dia

João Carlos  Silveira , Salvador -BA – Jornalista (comentarista do OI)

Enviado em 4/5/2009 às 10:43:30 AM

Pago pra ver o dia em que um visita incômoda como essa do cara de fuinha iraniano seja saudado com essa certeiras palavras: “O presidente brasileiro deixou claro ao seu colega iraniano que mais importante que tratar de volume de exportações era tratar de meios para elevar a dignidade humana. Mais vital que exportar minérios, tecnologia e produzir alimentos em larga escala, o Brasil reafirmou sua posição oficial de defesa e promoção dos direitos fundamentais da pessoa humana, seu repúdio a toda forma de racismo e discriminação, sua proteção à liberdade de crença e de opinião, sua defesa – sem meios termos – da condição da mulher.”

Gilberto  Ferraz , Rio de Janeiro-RJ – Jornalista

Enviado em 4/5/2009 às 10:41:12 AM

Havia lido ontem a entrevista do Washington Araujo na Folha de S.Paulo. Enfim esse jornalão está abrindo suas páginas para gente que pensa além da refrega partidária, da gripe suína, da ditabranda. Fiquei bem impressionado com a análise e o equilíbrio em um assunto que por sí mesmo não recomenda qualquer equilíbrio. E viva o povo brasileiro.

Janio  Varella , POA-RS – Jornalista e advogado

Enviado em 4/5/2009 às 10:38:23 AM

Escrito com dignidade humana. Ô Celso Amorim aproveita e lê esse texto ao seu convidado. Quem sabe ele sai do Brasil com a leve impressão de que já foi tarde. Vou repassar para minha lista de amigos.

Rodnilson Cerqueira , Recife-PE – Sociólogo/Jornalismo

Enviado em 4/5/2009 às 10:35:18 AM

Parabenizo a argúcia e erudição do articulista. Um texto para ser lido em alto e bom som e toda solenidade que o famigerado dirigente iraniano venha a participar no Brasil. Lavei a alma.

David Abramovitch , S. Paulo-SP – Jornalista

Enviado em 4/5/2009 às 10:32:59 AM

Porque Lula não lê esse texto ao vivo e a cores para o terrorista Ahmadhnizhad? Porque não o convida para o cineminha do Palácio da Alvorada para assistir “A lista de Schindler”? Porque não lhe fala da biografia de Oswaldo Aranha, nosso embaixador quando da criação na ONU do estado judeu? Um país com o passado imponente do antigo Iran não merecia o vexame internacional de sua ´claque´ dirigente.

Gildenor Magalhães , Rio-RJ – Professor Universitário – Comunicação

Enviado em 4/5/2009 às 10:29:25 AM

A que ponto chegou nossa política externa: receber ditador com todas as honras, enquanto no Irã milhares de judeus, bahais, cristãos são duramente perseguidos. Nosso Itamaraty precisava receber aulas sobre a importância dos direitos humanos no cenário internacional. É de lascar ver Lula de sorrisos e abraços com o cara (o do mal) que simplesmente NEGA TER EXISTIDO o Holocausto e que quer Israel simplesamente seja varrido do mapa.

Celso Fonseca , Rio de Janeiro-RJ – Estudante

Enviado em 4/5/2009 às 10:29:16 AM

A imprensa e o governo brasileiro não vão dizer nada nem fazer nada. Infelizmente as relações internacionais são regidas pela hipocrisia.

Carlos Aires , Brasília-DF – Jornalista

Enviado em 4/5/2009 às 10:26:08 AM

Excelente roteiro sobre como recepcionar chefe de Estado indesejáveis! Um senhor inescrupuloso, racista e bossal como o terrorista Ahmadnijad deveria sair do Brasil direto para as dependências da Interpol. Washington foi brilhante ao treferir-se à Pérsia em seu esplendor político, cultural e artístico e tendo contraponto a Pérsia de hoje (que somente com o Reza Xá no século passado mudou de nome para Irá) um antro de intolerância e medievalismo. Parabéns à turma do Observatório por abrigar textos desse calibre humano sem perder o foco e objetividade do jornalismo.

Gerson Antonio , Ribeirão Preto-SP – Estudante

Enviado em 4/5/2009 às 3:04:35 PM


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