iranO governo do Irã libertou sob fiança uma conferencista de uma universidade francesa que tinha sido acusada de espionagem depois das eleições presidenciais de julho no país.

De acordo com uma declaração da presidência da França, Clotilde Reiss está com boa saúde e vai permanecer na embaixada francesa em Teerã, aguardando o veredicto de seu julgamento.

O gabinete do presidente Nicolas Sarkozy afirmou que pediu que todas as acusações contra Reiss e contra um funcionário da embaixada fossem retiradas.

Reiss foi levada à Justiça iraniana em um julgamento coletivo no dia 8 de agosto. Ela foi presa em Teerã no dia 1º de julho, depois de participar dos protestos de eclodiram no país contra o resultado das eleições de 12 de junho, que resultaram na reeleição de Mahmoud Ahmadinejad.

Centenas de pessoas foram presas depois dos violentos protestos que tomaram as ruas do país.

Síria

O presidente Nicolas Sarkozy agradeceu à União Europeia e aliados, especialmente a Síria, pela ajuda na libertação de Reiss. E agora a França pede que o caso contra a palestrante de 24 anos e um funcionário da embaixada francês-iraniano, que foi libertado sob fiança na semana passada, seja retirado.

“As autoridades francesas agora exigem que os procedimentos judiciais contra Clotilde Reiss e Nazak Afshar – que não podem ser justificados – sejam encerrados o mais rápido possível”, informou o gabinete da presidência francesa.

No domingo o ministro do Exterior francês Bernard Kouchner disse à televisão estatal francesa que o veredicto no caso dos dois deve sair dentro de oito dias.

De acordo com a agência de notícias AP, Kouchner acrescentou que a declaração de Reiss durante o julgamento – na qual ela pediu desculpas por ter participado do protesto – foi “influenciada”.

Reiss participava de um programa de seis meses de ensino e pesquisa na cidade de Isfahan, região central do Irã.


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