A ARTE DA ENTREVISTA – Quem é mesmo quem?

Que critérios ter em mente quando decidimos fazer uma entrevista? Esta pergunta me fiz após ler a entrevista de Tom Jefferson à revista Época (n. 590, de 7/9/2009). Do início ao fim a entrevista deixa imensos buracos, vazios oceânicos. A começar pelo título que, aspeado, destacava “Não havia razão para a OMS decretar pandemia”. Ora, vai fazer um ano que a gripe H1N1, mais conhecida como gripe suína, foi elevada à posição de catástrofe número 1 afetando a saúde pública planetária.

O assunto vem rendendo amplo espaço noticioso em qualquer dos meios de comunicação. Nas editorias de turismo ficamos sabendo do baque nas contas do México, pois foi lá que os primeiros focos foram detectados. Nas editorias de economia encontramos os valores financeiros empenhados por dezenas de governos para esclarecer suas populações sobre como se precaver contra a nova influenza, e dando conta da compra maciça do Tamiflu e seus congêneres para debelar a gripe nos já infectados.

Imagens impensadas há pouco tempo fizeram a festa dos telejornais: missas católicas sem audiência com o sacerdote oficiando ante a câmera de TV ou ante a prosaica webcam, igrejas fechadas ao longo dos domingos, cumprimentos rotineiros isentos de contato físico, gente nas ruas portando máscaras hospitalares que logo passaram a ser o mais novo adereço da moda.

Loas ao subjetivismo

Voltemos à entrevista. Quem é o personagem? Diz a matéria que Tom Jefferson é “coordenador do Departamento de vacinas da Cochrane”. E fica por aí mesmo. Que instituição é a Cochrane? Informa a revista: “Colaboração Cochrane… respeitada entidade voltada para a saúde pública”. E assim o que não é dito pesa mais do que o dito. A escassez de informação sobre o personagem e a empresa em que trabalha é emblemática. Se tratássemos do show bizz e o entrevistado fosse Bob Dylan ou Chico Buarque, ao menos para nós brasileiros, entenderíamos ser desnecessário torrar espaço com informação pra lá de batida, conhecida. Se a instituição fosse algo como a Greenpeace ou Anistia Internacional, também não careceria desperdiçar caracteres à guisa de explicações.

Acontece que nem Tom Jefferson nem a Cochrane freqüentam esse Olimpo dos que alcançaram o beneplácito imediato e recorrente do conhecimento público. Vai que a ignorância é tão somente minha, afinal, cada vez mais me dou conta que meu conhecimento não é mais alto que a altura de uma gilete deitada. Pois então, relevemos. Também soa vaga, vaguíssima a informação de que se trata de uma “respeitada entidade”. Conceito-ônibus: cabem 1.844 instituições. O subjetivismo inteiramente a cargo do jornalista e do editor transborda aos leitores.

Vírus no ar

A entrevista consta de apenas oito perguntas e reunindo perguntas e respostas não ultrapassa 384 palavras. Entrevista de média a curta para o padrão editorial de uma das principais revistas de informação semanal do país. Muito bem. Se já não conhecia o entrevistado nem sua instituição, após a entrevista continuo na mesma. Mas sei que o assunto merecia maior apuro jornalístico, mais investigação, apuração etc., etc. Isto porque o entrevistado faz afirmações e denúncias sobre a gripe suína que destoam inteiramente do noticiário a que minha mente, olhos e ouvidos não estão acostumados. Jefferson diz que a (aí sim) respeitada Organização Mundial de Saúde (OMS), do sistema Nações Unidas, a poderosa xerife da saúde pública mundial, agiu de forma intempestiva – ou terá sido leviana? – ao decretar pandemia. A despeito de todas as campanhas sobre a gripe, ele acha que o vírus é superestimado e chega a ser hilário não se tratasse de especialista “que trabalha há 15 anos na influente Colaboração Cochrane” ao dizer que a melhor prevenção é lavar as mãos. Ora, ora! Foi exatamente a imagem do lavar as mãos que a revista escolheu para subtítulo da entrevista…

As oito perguntas, embora claras, recebem respostas inconsistentes algumas vezes, evasivas quase todas. E fica por isso mesmo, já que o repórter não se dá ao trabalho de voltar a inquiri-lo buscando contemplar um pouco mais a sede de conhecimento dos leitores. A primeira e a segunda perguntas são ilustrativas. Transcrevo-as:

ÉPOCA – O senhor diz que havia uma indústria à espera da pandemia. Por quê?

Tom Jefferson – Quatro elementos foram importantes na decisão de declarar a pandemia de gripe suína: os governos, a indústria farmacêutica, os especialistas e a mídia. Todos têm muito a ganhar.

ÉPOCA – O que os governos têm a ganhar?

Jefferson – Com a história da gripe aviária, eles criaram estoques de remédios e vacinas cuja validade está expirando.

Já na primeira pergunta sabemos como vai se (des)encaminhar a entrevista. A resposta afirma que “quatro elementos foram importantes na decisão de declarar a pandemia de gripe suína”. E dá nomes aos elementos: governos, indústria farmacêutica, especialistas (da saúde) e mídia. Mais abrangente impossível. O vírus parece trazer consigo algo mais. Temos então uma idéia de conspiração no ar. Convenhamos, a resposta embora lacônica não perde seu teor explosivo.

Água e sabão

A segunda pergunta mostra um repórter atento: “O que os governos têm a ganhar?” E teria sido imensamente melhor se fosse formulada assim “O que os quatro (elementos) têm a ganhar?” Vamos ao que interessa, à pergunta feita e não aquela que poderia ter sido feita. Jefferson responde com exatas 17 palavras: “Com a história da gripe aviária, eles criaram estoques de remédios e vacinas cuja validade está expirando”. Espantosa a capacidade do especialista britânico de lançar informações em tom denuncista; e na ausência de quem o chame a se explicar melhor continue no mesmo embalo, só que ininteligível. Confira: “Com a história da gripe aviária, eles criaram estoques de remédios e vacinas cuja validade está expirando.” Qual a ligação entre uma coisa e outra? Como os governos ganham com a gripe ao decidirem criar estoques de remédios? Como eles ganham ao criar estoques de vacinas em fase final de validade?

Nesse caso quem teria a ganhar, em minha tacanha opinião, seria a indústria farmacêutica e não os governos. Teria sido erro de edição da entrevista ou temos um entrevistado que não diz coisa com coisa? Ou, então, o que é pior, seriam os dois motivos?

Foi nesse ponto que voltei ao início do texto. Queria checar quem era mesmo o entrevistado, a que instituição ou empresa pertencia, quem era o entrevistador. Enfim, comecei a duvidar que estava lendo o que estava lendo. Primeiro porque só decidi ler o “material” devido à chamada de que a OMS teria errado ao decretar uma pandemia a gripe suína. Depois, observei que era uma opinião francamente contrária ao rio de notícias sobre o tema. E, obviamente, queria saber quem era Tom Jefferson e quem era a Cochrane.

Terminei frustrado. Pouco conheci o personagem e menos ainda sua instituição. Quanto à gripe e à revista, decidi lavar as mãos.

——————————

COMENTÁRIOS

Rejane Malta , Rio-RJ – jornalista
Enviado em 18/9/2009 às 2:32:54 PM
termina a entrevista desinformando mais o leitor e não é a 1a. vez que Época faz isso. Seu texto é muito bom e nos alerta sobre vícios embutidos em entrevistas pretensiosas como, aliás, é o caso dessa do Paulinho.
sergio ribeiro , são paulo-SP – bancário
Enviado em 17/9/2009 às 3:30:57 PM
Não li a entrevista, mas, pelos comentários abaixo, dá para perceber que ou o entrevistador ou o entrevistado sugerem determinadas coisas – o suposto ganho de governos e/ou empresas com a desgraça alheia, o suposto conluio de uma organização internacional de renome com essas práticas, entre outras. A tal sugestão nada esclarece, ou obscurece ainda mais, pois não há o nome dos bois (que governos, que empresas?) e muito menos os motivos claros para tal atitude, o que só alimenta o conspiracionismo, ou seja, o hábito comum de as pessoas imaginarem tramas suspeitas, lucros exorbitantes e entidades secretam que agem em nosso prejuízo. Como não existem autores, motivos ou razões, criam-se teoremas sem pé nem cabeça, que não têm lastro em lugar nenhum.
Rudigar Leme , Canoas-RS – radialista
Enviado em 17/9/2009 às 9:43:29 AM
a entrevista da Época dessa semana ficou em duas paginas e tb não é marco referencial para a arte da entrevista. O que acontece mesmo eh que existe um nivelamento por baixo e jah nao se busca excelencia no exercicio da profissao, se fossemos cozinheiros – como aventado em peça jurídica de inestimável valor pelo ministro Gilmar Mendes em fatídica sessão decretando a inutilidade do diploma de jornalista – diria que a comida não foi suficiente para todos os convivas e que faltou os condimentos básicos quem sabe pimentao, cebola, alho e azeite shoyo
Antonio Raimundo Souza Fernandes , Caruaru-PE – Estudante jornalismo
Enviado em 17/9/2009 às 9:38:41 AM
Tudo muito confuso ainda: vacina para aviária serve para combater suína? Se for isso entao o jornalista foi pra la de incompetente pois haveria de mencionar isso logo nas dua sprimeiras perguntas. Meu pai é ortopedista e também foi omisso pois nao sabia me dizer quem era o Tom Jefferson e eu só conhecia Tom Jobim, Tom Hanks, Tom Cruise, Tom Cavalcanti sem falar do Tom do desenho animado antigão que nunca iria colaborar com o Jerry.
Itamar Costa , Montes Claros-MG – advogado e jornalista
Enviado em 17/9/2009 às 9:33:44 AM
não há um raciocínio lógico e da maneira como publicada mais parece colcha de retalhos, ideias discrepantes mas creio que isso se deve ao fato de haver pouco espaço para o mister e deve-se também ao açodamento de colocar tintas de denúncia em cada aspecto – manchete, soutien, perguntas algumas capciosas.
Natália Vaz , Teresina-PI – Jornalista
Enviado em 16/9/2009 às 11:18:17 PM
Isso, francamente, me pareceu entrevista feita por e-mai.
Geraldo Gonçalves de Araujo , Belzonte-MG – Estagiário muito atento
Enviado em 16/9/2009 às 5:42:51 PM
É como vc disse em artigo anterior. Temos o marketing imperando a começar pela manchete esvoaçante colocando a Organização Mundial da Saúde contra a parede. Concordo com o leitor que achou a matéria xinfrim. E depois colocam a culpa em nós estagiários… agora vão ver quantos mil anos de redação deve ter esse Nogueira! O texto do Washington devia servir como alerta aos editores de jornais e semanais pois sempre ha´verá lugar para um bom texto. Quando ao checkar não achei nada demais. Serioa o caso do Washinton chamar futebol de bola-no-pé e free lancer de lançador-livre? KKKKKkkkkk
Sandra Khalil , POA-RS – Professora
Enviado em 16/9/2009 às 5:37:54 PM
Passei por cima da entrevista por não saber quem era o entrevistado e parei um pouco com o título falando do descaso da OMS. Pode ser que o sujeito seja figurinha fácil no meio médico mas será que uma revista como época é dirigida aos médicos? Como ler uma entrevista se a précondição é ir pesquisar quem é o entrevistado? porque o jornalista não abriu um box com biografia do especialista e nao investiu fundo na entrevista? A entrevista deve ter sido por email como é tao comum hoje em dia aí não tem o saudável pingue pongue
José Paulo Badaró , São Paulo-SP – desempregado
Enviado em 16/9/2009 às 5:32:17 PM
Quanto à gripe aviária, gripe suína e como os governos ganham dinheiro com isso, realmente não é fácil tentar advinhar o que quis dizer o entrevistado, ou pelo menos o que se publicou da resposta dele. Primeiro, porque que a vacina da gripe aviária evidentemente não pode ser aproveitada para prevenir a gripe suína. Segundo, porque o remédio comprado para a gripe aviária (referiu-se ao Tamiflu, imagino), realmente serve para a gripe suína também, mas, segundo ele, estariam vencendo (no mundo), de modo que os governos poderiam ganhar dinheiro talvez com negociatas, comprando vacinas para gripe suína, e Tamiflu com prazo de validade normal. Pena que o incompetente entrevistador da Época não perguntou para ele: O governo brasileiro não comprou e nem estocou o Tamiflu da Roche, mas algumas toneladas do respectivo princípio ativo, Oseltamivir, que por estar acondicionado em barris ( não em comprimidos), possui VALIDADE ATÉ 2016!!! Quando o senhor diz que os governos ganharão dinheiro com a desgraça da população, não seria mais justo ou adequado dizer que alguns, os mais precavidos ou inteligentes, não ganharão um tostão sequer, e que, de quebra, deixarão de entregar milhões de dólares de mão beijada para o Laboratório Roche ?!?
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP – taxidermista
Enviado em 16/9/2009 às 3:48:37 PM
A Cochrane Collaboration é uma organização sediada em Oxford, Reino Unido, e na prática se resume num enorme banco de dados alimentado por inúmeros colaboradores fixos ou eventuais espalhados pelo mundo, inclusive aqui no Brasil, e o infectologista Tom Jefferson, exatamente por estar à frente dos estudos sobre a gripe, é considerado, sim, uma autoridade mundial no assunto, de modo que nem ele, e nem a Cochrane Collaboration, são ilustres desconhecidos, pelo menos no meio médico: — [http://www.centrocochranedobrasil.org.br/] — A indigência da entrevista ou a incompetência do entrevistador da revista Época de modo algum pode servir de base para desqualificar o entrevistado e/ou a organização que ele representa, como de certa forma foi sugerido acima. — http://cochrane-collaboration.com/influenza/press.html
Carlos  Fortunato , Taguatinga-IN – jornalista
Enviado em 16/9/2009 às 2:43:31 PM
Não li nada quecertifique que vacina para a gripe aviária previna a gripe suína por isso penso como o autor, caso contrário deveria ter um esclarecimento na entrevista que vacina para gripe sempre para qualquer uma e não para um vírus específico. Mas será que é isso mesmo? De qq forma concordo com os pontos levantados pelo articulista: nossa GRANDE imprensa faz pouco caso de assuntos sérios como é a pandemia decretada de maneira açodada pela OMS – é o que afirma o expert britânico – e só se esforça mesmo para repercutir escândalos políticos, corrupção e quetais Uma lástima.
Roberto Ribeiro , Aracaju-SE – Arqueólogo
Enviado em 16/9/2009 às 2:38:14 PM
“Queria checar quem era” ah, to check, to check, to check… Bastou essa frase pra estragar um artigo tão bonito… “Queria verificar que era”, “queria saber quem era”, “Queria descobrir quem era”, tudo em tão bom português
Pedro Henrique Paiva , Uberlândia-MG – Analista de Sistemas
Enviado em 16/9/2009 às 2:09:28 PM
Tudo bem, a entrevista foi mesmo vaga. Mas é preciso ressaltar também que parece ter ocorrido uma falha de interpretação por parte do autor do texto e de alguns dos comentaristas. Maria de Fatima Fernandes, por exemplo, atribui o aparecimento do termo “gripe aviária” a um “erro de estagiário” (nem é preciso dizer que a expressão desmerece os estagiários). Porém, ao que tudo indica, era esse mesmo o termo pretendido. E isso responde, inclusive, a algumas perguntas do autor do texto: “Qual a ligação entre uma coisa e outra? Como os governos ganham com a gripe ao decidirem criar estoques de remédios? Como eles ganham ao criar estoques de vacinas em fase final de validade?” Ora, na verdade, as vacinas não foram criadas em fase final de validade. Foram criadas durante a gripe AVIÁRIA e agora estão com a validade prestes a expirar. Com a chegada da gripe SUÍNA, os estoques poderão ser utilizados antes de vencer, e aí estaria a vantagem para os governos. Está certo que ainda fica faltando muita coisa para fechar o raciocínio e para que a entrevista possa ser considerada decente, mas uma das falhas apontadas pelo autor do texto não foi cometida e é justo que isso seja destacado.
Ailton Sangiorgi Medeiros , Niterói-RJ – jornalista
Enviado em 16/9/2009 às 12:40:54 PM
E não bastava a Veja fazer entrevista com o Montenegro do IBOPE cantando a pedra que em 2010 não vem que não tem, Lula não fará o sucessor. Um primor de falta de ética e sordidez um sujeito presidir o mais bafejado instituto de pesquisa do Brasil e já sair se vendendo ao grupo Abril tomando partido dos FHCs e Serras e desancando Lula, Dilma e galera. Era bom que o governo desse o troco e não fizesse mais nenhuma qualitativa com o Ibope e entao iríamos ver com quantios Montenegros se faz uma pesquisa séria. Sobre essa entrevista do Paulinho Nogueira ele foi mal, mas foi mal de mais. Pode ser coisa de estagiário sim, conheço um que sempre mete os pés pelas mãos aqui na redação!
Renan Andrade Albuquerque , Volta Redonda-RJ – Metalúrgico
Enviado em 16/9/2009 às 9:50:27 AM
Dei cambalhotas com duas partes de sua coluna: conhecimento de uma gilete deitada e a sentença final: Quanto à gripe e à revista, decidi lavar as mãos. Fui no site de Época e conferi a entrevista e só posso concordaer com seu texto. É de uma indigência colossal. Tratar da gripe suína com essa seriedade nos mostra a quantas anda o conceito de jornalismo da revista dos Marinhos. A propósito, o William Bonner em entrevista ao Faustão (sujeitinho detestável com suas tiradas forças e voz irritante) explicando seu livro sobre os 40 anos do Jornal Nacional a cert altura diz o seguinte: “Então… no livor ensinamos como preparar o CARDÁPIO das matérias que vão ao ar…” Fiquei de uma vez por todas convencido que o Tutankamon Gilmar Mendes tinha razão: jornalismo e culinária… tudo a ver.
Simone Vieira Bastos , Curitiba-PR – funcionária da receita
Enviado em 16/9/2009 às 9:39:58 AM
Recomendo que o repórter sênior de Época faça um curso de culinária no SENAI. Talvez assim ele reaprenda o que é entrevistar. A receita inclui duas pitadas de conhecimento do assunto, cinco colheres de perspicácia, 200 gramas de bom senso, meio quilo de lógica, e tudo ao fogo brando. Belo ensaio mestre.
Carlos  Ayres , Taguatinga-DF – jornalista
Enviado em 16/9/2009 às 9:33:48 AM
Festival de ideias sem liga esperando a chuva passar na marquise das organizacoes Tabajara/Globo. O sujeito que fez a entrevista deveria voltar lá e continuar o arremedo de entrevista. É o mínimo que se poderia esperar de uma puiblicacao que se quer séria. Mas esperar coerencia do pessoal automatizado do PlimPlim já é querer demais. OPrefiro esperar ganhar a megsasena acumulada. Encontrei 3 atores no google com o nome do entrevistado e um sujeito hippie descolado que parece ser o tal sumidade médica que colabora com a Cochrane. Como é esse negócio: o sujeito colabora graciosamente, sem receber uns trocados ou colabora com carteira assinada? Valeu pelo enfoque. De um nada que foi essa entrevista o senhor conseguiu levantar um bom debate sobre a arte de fazer entrevista —- algo muito em falta pois as edições são tantas que nem sabemos mais quem disse o que e porque disse o que disse.
Cristiana Castro , Rio de Janeiro-RJ – Advogada
Enviado em 16/9/2009 às 9:30:58 AM
hahahahaha Essas coisas eu acho engraçadas, sempre tem uns super especialistas, cheios de títulos, normalmente europeus, falando um monte de abóbora que estão sendo pesquisadas em suas ilibadas instituições. Tudo é fake, o sujeito, a matéria, o assunto… Qdo o assunto é aquecimento global, pode esperar que vem uma dessas.
Geraldo Fagundes , Sorocaba-SP – Comentarista avulso de sites
Enviado em 16/9/2009 às 9:27:17 AM
Xifrim é o que define a entrevista do supersônico Tom Jefferson que trabalha com os colaboracionistas da França ocupada por Hitler no início dos anos 1940. Se houve estardalhaço na manchete faltou substancia na entrevista e obviamente uma cambada de leitores deve ter também reclamado de texto tão vazio e entrevista tão mal conduzida. Esse Paulo Nogueira parece viver d elouros de eras passadas pois assinar tal matéria mostra quão a sério ele leva essa coisa chamada jornalismo. Nota zero pra Epoca. Nota 10 pro Washigton.
Marcelo Idiarte , Porto Alegre-RS – Diagramador
Enviado em 16/9/2009 às 12:54:28 AM
Esse negócio de edição é uma coisa louca, porque às vezes não sobra espaço nem para a coerência.
Herman  Fulfaro , Sorocaba-SP – taxidermista
Enviado em 15/9/2009 às 11:01:39 PM
A entrevista realmente é delascar, mas até que o cara não é tão desconhecido assim. Não precisei pesquisar muito para achar uma entrevista dele, de duas páginas, no Spiegel, com a substancial diferença de que nem ele e nem os entrevistadores foram enigmáticos, omissos, relapsos ou incompetentes nas perguntas e respostas. Não sou médico, mas a fala dele se aproxima muito do que ouvi o Min. Temporão dizer até aqui, e achei especialmente “joinha” o que ele respondeu sobre distribuir Tamiflu a vontade para o povão, como boa parte do PIG andou defendendo por aqui, dizendo que o governo Lula errou ao restringir o uso do produto, propugnando, portanto, pela venda livre do Tamiflu em qualquer farmácia)… Olha só: – – “SPIEGEL: So, is it sensible to use such medications at all? – – Jefferson : When it comes to severe disease, yes. But under no circumstances should Tamiflu be handed out to whole schools, as is currently sometimes being done. With that being the case, IT DOESN’T SURPRISE ME AT ALL THAT WE’RE ALREADY HEARING REPORTS ABOUT RESISTANT STRAINS OF SWINE FLU. (grifei) – – http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,637119,00.html
Ana Maria Arrigoni Vigano , rj-RJ – doméstica
Enviado em 15/9/2009 às 7:31:55 PM
A culpa é do estagiário. O que me surpreende é encontrar pessoas que ainda compram esse tipo de revista. Penso, apesar da nulidade da publicação, que sua análise é válida, porque o assunto foi muitíssimo manipulado pela mídia, com certeza a serviço de obscuros interesses. A Folha chegou a divulgar que 35 milhões de brasileiros iriam contrair a doença. Parece que chegou a dar prazo para alcançar esta meta.
Maria de Fatima Fernandes , Aracaju-SE – jornalista
Enviado em 15/9/2009 às 12:46:22 PM
Tb o carinha fala da gripe aviária e nós já estamos na suína à espera da bovina. Pode ter sido erro de algum estagiário (hehehe) de Época que juntou fragmentos de várias entrevistas. Me ocorreu estranho uma “respeitada instituição” ser chamada de “Colaboração Cochrane”. So isso merecia uma explicação: como é hierarquizada uma Cocghrane? É uma fundação sem fins lucrativos, uma entidade acadêmica ligada a pesquisas, uma ONG metade universidade metade laboratório farmaceutico? Pensei nos colaboracionistas de Vchy mas isso já é outra história, né? Que empresas no Brasil são também “Colaborações”. Quando o Jô Soares vai entrevistas o renomado pesquisador Tom Jefferson? E a FIESP tem vínculos com a “Colaboração” – tantas questoes sem resposta!!
Reivaldo Augusto Vinas , Brasilia-DF – funcionário público
Enviado em 15/9/2009 às 12:15:15 PM
Fui conferir a tal entrevista mais furada que queijo suico para usar o batido jargao e foi isso mesmo: nao diz coisa com coisa, ocupa o verso de uma página e parece festival da tia Anastacia
Janete Maia , Rio-RJ – Profa. universitária
Enviado em 15/9/2009 às 12:13:05 PM
essa revista é esquisita mesmo e já nem ligamos mais se o título de matéria for parar em outra ou as imagens de desgraça ilustrarem o espaco para resenha de livros. Sua ironia valeu todo o texto jpá que esmiuçou como um leitor ligado faria
Carlos  Fortunato , Brasilia-DF – jornalista
Enviado em 15/9/2009 às 12:10:43 PM
Tambem me causou espanto a entrevista que o senhor focaliza aqui. Até comentei com minha mulher “olha que entrevista vagaba!” O pior é que o Paulo Nogueira é incensado dentre os grandes jornalistas que nós temos, correspondente em Londres e tal. Aqui encontrei um texto crítico da mídia e sem qualquer bias ideológico.


ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Observatório da Imprensa
  • Vale

ESPAÇO PUBLICITÁRIO

  • Carta Maior
  • Meu Advogado